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2017/06/26
2017/01/16
2016/03/21
2016/03/15
Three Bullets For A Long Gun (1970 / Realizador: Peter Henkel)
Neste western obscuro de inícios de setenta, somos catapultados para um lugarejo algures no México. Lá, um bandido de nome Luciano “Lucky” Gomez, enfrenta o pelotão de fuzilamento. Mas fazendo jus ao apelido, safa-se justamente no momento em que é dada a ordem para disparar. Do nada surge o seu salvador, que com o seu rifle abate num piscar de olhos todo o pelotão, poupando apenas o comandante e forçando-o a bater-se de igual para igual com o bandido mexicano! “Three Bullets For A Long Gun” é considerado um euro-western por ter envolvimento de uma produtora europeia mas a feitura do filme foi dinamizada sobretudo por uma companhia Sul Africana, Pantheon Film, que ainda assim seguiu escrupulosamente os princípios do western-spaghetti.
Ora sabendo-se isso não é de esperar que este acto «misericordioso» do pistoleiro ignoto esteja livre de conveniências. Pois bem, o misterioso homem da carabina - que entretanto gama o boné ao defunto mandante do pelotão e por isso passa a ser apelidado de Major - apenas está interessado na metade de um mapa do tesouro que Lucky memorizou. As semelhanças com o argumento de “O bom, o mau e o vilão” são por demais evidentes e não ficam apenas por aqui. As situações que todos já conhecemos de cor e salteado, repetem-se ao longo da quase hora e meia de filme. Mas admito que nem foi isso que mais me chateou a mona, afinal de contas plágios não faltam nas dezenas de obras de baixo orçamento que o western europeu viu florescer nesses tempos. Não, o que quase me fez saltar uma veia da testa foi a forma desavergonhada de como este Lucky (interpretado por Keith Van Der Wat, que também assina o roteiro) se cola à personagem de Tuco. Santa paciência, até dá ranço!
Actuações de qualidade duvidosa não faltam por aqui, mas a páginas tantas a coisa até se começa a tornar divertida. Afinal de contas onde raios poderíamos encontrar um western com toda a gente a falar com um carregadíssimo sotaque sul-africano? Depois de ter visto quase três centenas de westerns europeus já desisti de encontrar filmes que me surpreendam, mas sobretudo começa-me a faltar paciência para estar sempre a dar de frente com os mesmos actores. Ora aqui este problema não se coloca, não há cá Fernando Sancho, nem Frank Braña, nem Aldo Sambrell ou Nello Pazzafini. Um alívio!
O filme é obviamente um plágio do início ao fim, e pior, é claramente limitado pelo baixo orçamento, evidenciado pela ausência de qualquer coisa que se assemelhe a construções contemporâneas à data acção. E por isso mesmo Henkel monta a acção por forma a fazer vaguear a dupla pelo meio dos desertos durante tanto tempo quanto possível. No entanto nem tudo é mau, a favor dele reconheça-se que está correctamente filmado e as paisagens africanas assentam-lhe que nem uma luva. Em 1973 teria inclusive direito a sequela, “They Call Me Lucky”, com a personagem de Lucky Gomez a ganhar espaço. Diz quem já o viu que supera o original, portanto fica aqui na lista para conferir num futuro próximo!
Tal como em "O bom, o mau e o vilão", o mexicano rouba quase todo o tempo de antena.
Ora sabendo-se isso não é de esperar que este acto «misericordioso» do pistoleiro ignoto esteja livre de conveniências. Pois bem, o misterioso homem da carabina - que entretanto gama o boné ao defunto mandante do pelotão e por isso passa a ser apelidado de Major - apenas está interessado na metade de um mapa do tesouro que Lucky memorizou. As semelhanças com o argumento de “O bom, o mau e o vilão” são por demais evidentes e não ficam apenas por aqui. As situações que todos já conhecemos de cor e salteado, repetem-se ao longo da quase hora e meia de filme. Mas admito que nem foi isso que mais me chateou a mona, afinal de contas plágios não faltam nas dezenas de obras de baixo orçamento que o western europeu viu florescer nesses tempos. Não, o que quase me fez saltar uma veia da testa foi a forma desavergonhada de como este Lucky (interpretado por Keith Van Der Wat, que também assina o roteiro) se cola à personagem de Tuco. Santa paciência, até dá ranço!
Keith Van Der Wat é Lucky, um Tuco em versão das distritais Sul Africanas.
Antes de desenterrarem o tesouro, Lucky e o Major unem esforços para limpar o sebo à vilanagem. Familiar?
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2016/02/02
Reverendo Colt (1970 / Realizador: Marino Girolami)
Miller Colt regressa à cidade de Tucson. Todos o conhecem pela sua profissão de caçador de recompensas mas agora Miller mudou radicalmente de profissão: tornou-se sacerdote! O xerife da cidade, amigo de longa data, indaga Miller sobre as suas intenções. Este responde que quer construir uma igreja na cidade e fazer de Tucson a sua paróquia. Mas, como se fosse bruxedo, nesse mesmo dia há um assalto ao banco, os larápios fogem incólumes e os cidadãos apressam-se a pôr as culpas em Miller Colt. O xerife protege-o, leva-o para o seu escritório e pede-lhe ajuda para capturar os assaltantes. Miller aceita, põe a bíblia de lado e recomeça o seu tão bem conhecido “gastadeiro de chumbo”. No decurso da sua missão escolta uma caravana que foi atacada pelos homens de Mestiço, um bandido com a cabeça a prémio, e refugiam-se num forte abandonado.
A caravana transporta um cofre cujo conteúdo é muito valioso (ou então, não). O grupo tem de resistir ao cerco como pode. Os “flashbacks” que Miller Colt tem ao longo de todo o filme explicam a verdadeira razão por que este abandonou a pistola e agarrou a bíblia e a fé. Guy Madison e Richard Harrison lideram o elenco sem surpreender (mas também sem comprometer).
O filme tem algumas pitadas de humor (nada de especial) quase sempre sob a responsabilidade de um tal Crisanto Huerta Brieva, perdão, Chris Huerta, ator nascido em Lisboa mas de nacionalidade espanhola. Huerta faz o que normalmente costuma fazer, isto é, interpreta um indivíduo barrigudo, barbudo, a fazer palhaçadas (desta vez vestido à escocês), a tocar gaita-de-foles e que acaba por queimar as trombas quando um velho canhão explode!
Padres que empunham uma arma foi um conceito várias vezes repetido no cinema, nomeadamente em westerns. Dir-se-ia que o mais popular terá sido “Pale Rider”, o penúltimo western de Clint Eastwood produzido em 1985.
A pistola infalível de Miller Colt.
A caravana transporta um cofre cujo conteúdo é muito valioso (ou então, não). O grupo tem de resistir ao cerco como pode. Os “flashbacks” que Miller Colt tem ao longo de todo o filme explicam a verdadeira razão por que este abandonou a pistola e agarrou a bíblia e a fé. Guy Madison e Richard Harrison lideram o elenco sem surpreender (mas também sem comprometer).
Mestiço e os seus capangas.
Algum romance no ar.
Padres que empunham uma arma foi um conceito várias vezes repetido no cinema, nomeadamente em westerns. Dir-se-ia que o mais popular terá sido “Pale Rider”, o penúltimo western de Clint Eastwood produzido em 1985.
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2015/11/17
Django sfida Sartana (1970 / Realizador: Pasquale Squitieri)
A cidade de Tombstone orgulha-se do seu sistema bancário. Steve, irmão do conhecido pistoleiro Django, trabalha no banco onde ocupa um cargo de relevo. Sartana está de passagem pela cidade e foi visto a falar com Steve. Quando nada o fazia prever o diretor do banco é assassinado e a sua sobrinha é raptada. Pior ainda, todo o dinheiro da caixa forte desapareceu.
O tema fundamental do filme: dinheiro!
A população, privada das suas poupanças, exige explicações e justiça. Steve e Sartana tornam-se assim nos bodes expiatórios perfeitos. Sartana tem a cabeça a prémio e Steve é linchado pelos cidadãos. Quando Django chega a Tombstone vê o cadáver do seu irmão pendurado na rua e vai atrás de Sartana para ajustar contas. No momento decisivo, e após uma troca de bofetadas, Django percebe que a história está muito mal contada e decide unir-se a Sartana para desmascarar os verdadeiros culpados.
Tony Kendall não é para brincadeiras
Com paisagens e belos cenários de cores escuras envolvidos em chuva, lama e sujidade, temos o venezuelano José Torres a interpretar o papel de mexicano mudo, temos algumas mulheres atraentes e temos os habituais brutamontes de serviço. Os italianos Tony Kendall e George Ardisson encarnam Django e Sartana, respetivamente. Ambos os atores têm uma história curiosa porque ambos defendem que Sergio Leone queria-os como protagonistas para o seu filme “Por Um Punhado de Dólares” (Kendall como “Joe” e Ardisson como “Ramon”).
Django e Sartana bebem uma fresquinha
Acima de tudo a ideia fundamental que fica é esta: Django é um tipo implacável e Sartana também. Quando os dois se juntam… ponham-se a pau!!
Trailer:
2015/10/12
Posters | El Condor (1970)
Ler a nossa resenha aqui.
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2015/08/17
2015/05/11
2015/03/10
Un uomo chiamato Apocalisse Joe (1970 / Realizador: Leopoldo Savona)
O trio Leopoldo Savona, Anthony Steffen e Eduardo Fajardo trabalharam juntos várias vezes neste registo. Talvez até demasiadas vezes porque as coisas já estavam a ser repetitivas e mais do que óbvias. Para desenjoar a bela música da autoria de Bruno Nicolai é um dos trunfos do filme bem como breves referências às obras mais conhecidas de Shakespeare (Hamlet, Macbeth).
Anthony Steffen a gastar pólvora e munições em dose industrial, Eduardo Fajardo no típico papel de vilão mau como as cobras e Leopoldo Savona assina um western banal, que não surpreende e que é minimamente decente mas sem qualquer hipótese de se aproximar do panteão onde residem os melhores do subgénero!
Mais alguns lobby cards:
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2014/11/10
2014/11/04
Ehi amigo... sei morto! (1970 / Realizador: Paolo Bianchini)
O bando de Barnett sequestra a população de uma pequena cidade do Texas, e por lá aguardam a chegada de uma diligência que um passarinho lhes disse transportar um chorudo carregamento de ouro. Os larápios rapinam o lote e fogem para o seu esconderijo mas Doc Williams impulsionado pela população local decide seguir-lhes o rasto e claro está, encher-lhes o bandulho de chumbo quente. Este foi o último western realizado por Paolo Bianchini realizador que entusiasmou com o excelente "Lo voglio morto", em que um homem destroçado por uma tragédia pessoal acaba envolvido num golpe em plena guerra civil. A curta carreira do realizador no género não teve porém uma consistência de resultados, e para além do supracitado, o resto do seu material é bastante mais rotineiro.


Este "Ehi amigo... sei morto!" será mesmo o menos interessante de todos eles. O protagonismo do filme ficou entregue a Wayde Preston, um dos muitos actores americanos que se aventuraram por terras transalpinas durante a histeria do western-spaghetti. Infelizmente para ele, ao contrário do que aconteceu com a maioria dos seus conterrâneos, não lhe foram oferecidos grandes papéis, e à excepção da incursão em "Oggi a me... domani a te!" - em que se enturmou no gang de Bud Spencer e companhia - participou sobretudo em filmes que hoje fazem parte da longa lista de esquecidos.
Este aqui também não é grande espingarda e Preston transparece mesmo aquela ideia de ter sido pago à fala, acreditem quando vos digo que o homem nem mostra os dentes! Como comparsa, o pistoleiro silencioso tem a companhia de «El Loco», um vagabundo mexicano que ao bom estilo do do western all'italiana, ora lhe dá a mão, ora o trama. Marco Zuanelli que interpreta a personagem, tem aqui uma proeminência bem superior ao habitual, mas a sua personagem não é muito diferente do que nos habituámos a ver fazer Ignazio Spalla. Enfim, amigos, se já vão avançados nos «estudos» do western europeu, deiam-lhe uma olhada, mas se ainda estão naquela fase de descoberta da filmografia dos «três Sergios», então mais vale manter a distância!
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Wayde Preston
2014/10/13
2014/09/02
La Belva (1970 / Realizador: Mario Costa)
Por esta altura da sua vida profissional Klaus Kinski estava no auge. Era um ator com grande reputação e com um estatuto que muitos ambicionavam ter. Tinha a fama (e o proveito) de ser um tipo conflituoso, de mau génio, de acessos de fúria. A sua personalidade narcisista fazia aumentar o seu número de inimigos no mundo do cinema mas o que é certo é que nunca lhe faltou propostas de trabalho. Segundo a sua autobiografia Klaus Kinski levava uma vida de luxo e precisava de estar sempre a trabalhar porque as mansões, os carros topo de gama, as viagens exóticas e as extravagâncias de outra ordem (entenda-se putas e vinho verde) não eram possíveis se não houvesse muito dinheiro. Deste modo, Kinski aceitava praticamente tudo o que lhe ofereciam a nível profissional.
Conta no seu currículo registos sob a batuta de lendas como David Lean, Sergio Leone e Sergio Corbucci mas também trabalhou com nomes mais humildes como Giuseppe Vari, Demofilo Fidani, Enzo Gicca Palli ou Mario Costa. Com este, Kinski protagoniza um western fraco, de baixa qualidade, desinteressante mas o personagem que encarna assenta-lhe que nem uma luva. Ele é Johnny Laster, um tarado sexual maluco dos cornos que fica alucinado sempre que vê uma mulher. Mas quando tenta alguma coisa com elas as mulheres afastam-no porque o gajo é mais bruto do que uma carrada de porcos! Sexo e dinheiro são drogas viciantes e quando surge uma oportunidade de ganhar uma bela soma através de um esquema de burla, rapto, vigarice e traição Johnny não diz que não, desde que isso implique ficar mais rico e poder papar as mulheres que quiser.
Para a história ficam as inúmeras discussões entre Klaus Kinski e Mario Costa. Um achava-se o centro do universo e o outro não conseguia controlá-lo. As zangas subiam de tom até que Mario Costa disse algo como “eu vou fazer com que sejas expulso de Itália! E vou fazer de tudo para que nunca mais faças nenhum filme!”. E Kinski, na sua habitual delicadeza semelhante às patas de um urso, ripostou: “Só eu e Deus é que sabemos se faço mais filmes e não um verme como tu! Mas muito antes disso tu já estarás estendido no caixão!”. Não se lhe conhece qualidades de profeta mas Klaus Kinski acertou. Ao fim de alguns meses o realizador Mario Costa morreu e Kinski continuou a somar filmes no seu currículo. A sua longa batalha profissional e pessoal terminou no dia 23 de novembro de 1991. Um ataque cardíaco fulminante colocou o ponto final. Tinha 65 anos.
Para a história ficam as inúmeras discussões entre Klaus Kinski e Mario Costa. Um achava-se o centro do universo e o outro não conseguia controlá-lo. As zangas subiam de tom até que Mario Costa disse algo como “eu vou fazer com que sejas expulso de Itália! E vou fazer de tudo para que nunca mais faças nenhum filme!”. E Kinski, na sua habitual delicadeza semelhante às patas de um urso, ripostou: “Só eu e Deus é que sabemos se faço mais filmes e não um verme como tu! Mas muito antes disso tu já estarás estendido no caixão!”. Não se lhe conhece qualidades de profeta mas Klaus Kinski acertou. Ao fim de alguns meses o realizador Mario Costa morreu e Kinski continuou a somar filmes no seu currículo. A sua longa batalha profissional e pessoal terminou no dia 23 de novembro de 1991. Um ataque cardíaco fulminante colocou o ponto final. Tinha 65 anos.
Mais alguma propaganda:
2014/03/18
Indio Black, sai che ti dico: Sei un gran figlio di... (1970 / Realizador: Gianfranco Parolini)
Este filme suscita-me várias interrogações: o protagonista chama-se “Sabata” ou “Índio Black”? Este filme faz parte da “trilogia Sabata” ou apenas os dois filmes com Lee Van Cleef é que contam? Se Yul Brynner é definitivamente Sabata então porque é que Lee Van Cleef não foi o escolhido, já que no ano seguinte voltou a encarnar o personagem também sob a batuta de Parolini? Será que foi uma questão de dinheiro? Mas então Yul Brynner, um dos mais bem cotados atores daquela época, era mais barato do que Lee Van Cleef? Não creio. Assim se mantém um cisma que nunca foi devidamente explicado.
Talvez a ideia inicial fosse que Índio Black desse origem a uma nova sequela / trilogia mas como o sucesso de “Hei amico, c’è Sabata… hai chiuso!” no ano anterior foi grande a produção decidiu mudar o nome Índio Black para Sabata para lucrar mais alguns trocos, especialmente no mercado internacional. Não há dúvida que Índio Black e Sabata têm várias coisas em comum: ambos são excelentes atiradores, são motivados pelo dinheiro, têm um parceiro mexicano gordo e barbudo e beneficiam da espetacular destreza de acrobatas ciganos. Um deles até consegue lançar pequenas bolas explosivas com extraordinária precisão apenas com a ponta da bota! Imaginem a carreira que este tipo poderia ter tido no futebol de alta competição…
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