Vivendo toda a minha vida perto da fronteira com Espanha, tal como o meu amigo e sócio Pedro Pereira, sempre ouvimos falar de expressões como “contrabando”, “contrafação” ou “refugo”. O contrabando, que no nosso tempo de infância quase já não existia, era inócuo: sacas de batatas, café, bolachas, bacalhau ou garrafas de Coca-Cola.
Hoje, o mundo é muito mais evoluído e o contrabando mudou: droga, armas, tabaco, putas, chulos, terroristas e afins. A contrafação, vulgo falsificação ou adulteração, também havia (e continua a haver). O refugo, isto é, aquilo que sobra, depois de escolhido o melhor, continua presente.
Mas o que é que tudo isto tem a ver com o filme “Carambola”? A resposta é simples: tem tudo a ver! “Carambola” é a contrafação dos filmes de sucesso da dupla Trinitá e Bambino. “Carambola” é o contrabando da dupla Trinitá e Bambino porque plagiam descaradamente e não pagam direitos de autor ou direitos alfandegários. “Carambola” é o refugo porque, não havendo Terence Hill e Bud Spencer, sobraram Antonio Cantafora e Paul Smith.

Colby, o pilha-galinhas.
O filme, per se, é um chorrilho de palhaçadas protagonizadas pelo elegante Colby e pelo abrutalhado Lem. À la carte ou à discrição temos chapadas nas trombas, murros no toutiço (também conhecidos por “murros à pedreiro”), jogos de snooker e uma banda a tocar Jazz, ou “Jás”, como se diz no Pé da Serra. E é tudo! Não vale a pena aprofundar mais o assunto porque o filme é tão mau que, se insistirem muito, é capaz de moer o juízo e os colhões ao padre-santo!

A força de Lem é proporcional à sua brutidade!
Epílogo: para os iniciantes em jogos de snooker / bilhar, um conselho: desconfiem sempre quando alguém pegar no giz azul (que é usado para esfregar na ponta do taco) e vos disser: “Cheira lá isto! Cheira a banana!”.







































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