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14/08/2019

Pochi dollari per Django (1966 / Realizador: Enzo G. Castellari)

O pistoleiro Reagan dirige-se para cidade de Miles City, Montana. Antes de chegar, tropeça no cadáver de um xerife. Reagan fica com o distintivo do morto e apresenta-se na cidade como xerife. Sally Norton é a sobrinha de um tal Trevor Norton, pacífico agricultor da região. Mas Trevor é a cara chapada de Jim Norton, um bandido procurado pela lei. Será que são irmãos gémeos ou tudo não passa de uma farsa? A ver vamos… O tema do filme é a guerra entre criadores de gado e agricultores com o seu famigerado arame farpado. Mas o melhor de tudo isto é que não se vê uma única cabeça de gado bovino em todo o filme! O projeto foi realizado a quatro mãos e duas cabeças: León Klimovsky e Enzo G. Castellari.

Quem será o gajo montado no burro?

O primeiro não tinha muito jeito e foi-se embora, o segundo remediou a coisa. Além disso, temos também os dois cabeças de cartaz, Anthony Steffen e Frank Wolff. Ambos tiveram carreiras e vidas muito distintas: Steffen tornou-se numa grande vedeta em Itália e, quando acabou a sua carreira artística, foi para o Brasil gozar uma reforma dourada. 

Estás lixado, Anthony Steffen!!

Em sentido contrário, o americano Frank Wolff, aos poucos, foi definhando a nível artístico e pessoal, acabando por cair numa terrível depressão que o levou ao suicídio! A necrologia definitiva: Frank Wolff morreu a 12 de dezembro de 1971, “requiescat in pace”. Anthony Steffen morreu a 4 de junho de 2004, “requiescat in pace”.

03/06/2019

Il suo nome gridava vendetta (1968 / Realizador: Mario Caiano)

Os atores Anthony Steffen, William Berger, Robert Hundar, Evelyn Stewart, Mario Brega e Jean Louis unem forças neste western de Mario Caiano. O realizador, juntamente com Tito Carpi, alinhavou e escreveu o argumento. Enzo Barboni assinou o seu nome como diretor de fotografia. Este leque de profissionais, em conjunto, deu origem a um western bastante decente, longe da genialidade de uns e longe da palhaçada de outros. Como diriam alguns: “não é bom, nem mau… antes pelo contrário”! Davy Flanagan, ex-militar ianque, tem a cabeça a prémio. É acusado de traição e deserção. Após cinco anos de ausência, Flanagan regressa a Dixon, a cidade onde sempre viveu.

O taciturno Steffen!

A vizinhança é pouco amistosa. O ambiente naquela cidade é de cortar à faca. Mas Flanagan não percebe o porquê de tanta animosidade. Pior: o facto de ter sido baleado na cabeça durante a Guerra Civil fez com que perdesse a memória.Lisa, a sua ex-mulher, casou-se com um tipo chamado Clay Hackett. O desgosto de Lisa é tão grande que passa os dias a encher as trombas de bebida. O juiz Sam Kellog é o único que o quer ajudar.

O sádico Berger!

Aos poucos, a memória torna-se menos turva. Mas à medida que Davy Flanagan maneja o seu revólver com mestria, a sua memória vai-se tornando mais clara e aí é que haverá tiros e batatada que até ferve! E ferve de tal maneira que, no final, o vilão dará um belo mergulho no bebedouro dos cavalos para arrefecer as suas malévolas intenções.É um mergulho digno dos melhores que já vimos, semelhante aos mergulhos do pessoal maluco que se atirava em grande estilo do alto da 3ª prancha na Piscina Municipal de Portalegre. Aqueles que viveram esses tempos nesta cidade do Alto Alentejo sabem do que eu estou a falar!

29/01/2018

Una lunga fila di croci (1969 / Realizador: Sergio Garrone)

Dois indivíduos estranhos, com nomes estranhos (Ordep e Leuname) e com gostos cinematográficos ainda mais estranhos (muitos dirão que não lembram nem ao diabo!) estão de regresso ao seu bem conhecido tabernáculo, o Epicnirp Laer, cujo cabecilha agora é o Ogait, para emborcar as benditas garrafas com sumo de cevada da famosa marca Sergas. A degustação do trotil é inicialmente acompanhada por algumas observações futebolísticas porque um fala do seu clube, o Acifneb, e o outro comenta a atualidade do seu Sesneneleb. Mas esse tema é sol de pouca dura. O assunto principal é o cinema. Vejamos como decorre a conversa:

- Eh pá, há poucos dias estive a rever um western do Sergio Garrone.
- Qual? Não me digas que foi o “Django, il Bastardo”?
- “Django il Bastardo” não! O nosso amigo António Rosa já nos ensinou que o filme em Portugal chama-se “O Sinal de Django”! Mas não, não foi esse.
- Qual foi, então?
- Foi aquele que, além do Anthony Steffen, tem também o William Berger. Ambos são caçadores de prémios.
- Ah, já sei! Estás a falar do “Una Lunga Fila di Croci”.
- Exatamente.
- Esse é um bom western. É um dos melhores do Garrone.

O potente canhão de William Berger. 

- Sim, estou de acordo. É um belo western. Mas lembro-me da primeira vez que o vi, já lá vão uns anos, e naquela altura não achei nada de especial.
- O Garrone é um bom realizador. E esse filme tem dois bons protagonistas.
- Sim, o Garrone é um gajo catita! E este filme tem vindo a subir na minha consideração. Hoje acho-o um western-spaghetti bem bom!
- Essas situações acontecem. Às vezes aprendemos a gostar mais de certos filmes à medida que os revemos. Descobrimos sempre qualquer coisa nova em cada visualização.
- Diria que sim. E além do Steffen e do Berger ainda tem o Mario Brega, o Riccardo Garrone e a Nicoletta Machiavelli.
- E o Franco Villa como diretor de fotografia. E o Joe D’Amato como “cameraman”.
- Ou seja, tudo pessoal que sabia o que fazia.
- Pois com certeza!

Anthony Steffen também tem um igual.

- Andei a pesquisar no tomo do Marco Giusti e notei que há um pormenor curioso sobre o Anthony Steffen.
- Ai sim? O quê, exatamente?
- Os depoimentos das pessoas que trabalharam com o Steffen dizem todos o mesmo!
- O quê? O gajo era ruim? Era malandro?
- Não, nem por isso. Era um tipo pacífico mas tinha a mania que era vedeta.
- E por acaso até era!
- Pois, mas demorava muito a preparar-se para as cenas. Estava constantemente a olhar-se ao espelho, a arranjar-se…
- Deixa lá o homem sossegado! Ele fez muitos westerns e quando se retirou ainda foi a tempo de gozar a reforma no Brasil.
- É verdade. Faleceu em 2004 e a sua campa está no Rio de Janeiro.
- “Requiescant In Pace”, António de Teffé!
- Só para terminar: qual é o título deste filme em Portugal?
- Eu penso que é “Sem Espaço Para Morrer”. Mas não tenho a certeza absoluta.
- O quê? Não tens a certeza absoluta? Contacta imediatamente o António Rosa, que ele trata já do assunto!

O taciturno Steffen de perfil.

- Tu és chato, pá! O raio da bebida deve ter veneno!
- Vá lá, pá! Deixa-te de cantigas e contacta o homem! Eu sei que os Açores ficam longe do Alto Alentejo mas a tecnologia supera tudo.
- Pronto, está bem! Aqui vai: amigo António Rosa, por favor esclarece esta questão e já agora… bebe um copo à nossa saúde e à saúde dos nossos bem amados westerns-spaghetti! Um abraço!

09/05/2017

Shango, la pistola infallibile (1970 / Realizador: Edoardo Mulargia)

Primeiro ponto: o nome do protagonista deste filme não é “Gringo” nem “Ringo” e nem sequer “Garringo”. Segundo ponto: o protagonista também não se chama “Django” ou “Cjamango” ou até mesmo “Durango”. Terceiro ponto: o ator Anthony Steffen, uma das grandes pérolas do western-spaghetti, desta vez encarna o personagem “Shango” (será uma mistura entre “Shane” e “Django”?), um tipo teso que nem um carapau cujo colt que empunha dispara um inesgotável número de balas sem recarregar uma única vez! Anthony Steffen e o realizador Edoardo Mulargia escreveram em parceria o argumento. E o que escreveram eles? A Guerra Civil Americana já terminou há seis meses. Num ponto isolado do país, um pelotão de soldados sulistas, liderados pelo fanático Major Droster, continuam com as armas em riste. 

Tortura à moda mexicana. 

Mercenários mexicanos sob o comando de Martinez aliaram-se aos rebeldes sulistas para ver se ganham uns trocos extra. Ambos os grupos mandam e desmandam numa aldeia onde moram apenas pobres agricultores mexicanos. O telégrafo não funciona e por isso é impossível saber notícias da frente de combate. O Major Droster é o único que sabe que a guerra já terminou mas não diz nada a ninguém porque o gajo não passa de um fanático de merda! 

Eduardo Fajardo, o habitual vilão de serviço.

Na floresta daquela zona há uma gaiola pendurada nas árvores. Está um homem lá dentro (prisioneiro, obviamente). O homem está fisicamente debilitado e não se lembra do que lhe aconteceu. O Major Droster liberta-o para que o prisioneiro sirva de bode expiatório e que seja acusado de matar o telegrafista. Mas o prisioneiro foge e deixa militares e mexicanos à rasca! Acolhido por uma família de camponeses, o homem recupera as suas faculdades físicas e mentais. 

Anthony Steffen no seu registo habitual. 

Ele é Shango, um Ranger americano que caiu numa emboscada quando liderava um pelotão de soldados ianques. Shango também sabe que o armistício foi há seis meses mas com fanáticos é impossível negociar. O colt de Shango é que vai falar alto e bem certeiro, disparando de todas as maneiras, feitios e posições (de pé, sentado, deitado no chão ou dentro de uma saca de serapilheira!). Quarto e último ponto: sendo conhecedor da filmografia western de António Luís de Teffé Von Hoolholtz, vulgo Anthony Steffen, diria que este é um dos seus melhores momentos.

17/01/2017

Mille dollari sul nero (1966 / Realizador: Alberto Cardone)

A Itália, à semelhança dos seus vizinhos do sul da Europa, Portugal e Espanha, tem uma cultura de séculos e séculos ligada à religião. Roma, outrora o grande centro do mundo civilizado, também passou a ser a sede da Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana. Ainda hoje a Bíblia é o livro mais vendido de sempre. Acontece que em 1966, em pleno “boom” do género cinematográfico western-spaghetti, os atores Gianni Garko e Anthony Steffen e o realizador Alberto Cardone são os líderes de um western claramente baseado num dos episódios mais famosos do Antigo Testamento: Abel e Caim. Para os mais distraídos eis um breve resumo: Abel e Caim são os dois filhos de Adão e Eva (o primeiro casal criado por Deus), que foram expulsos do Jardim do Éden por Deus. O grande chefe disse-lhes: “juizinho!”, mas o casal só queria ramboia e por isso foram postos na alheta!

O protagonista trata da saúde a dois vilões.

Agora que vivem na Terra têm de sofrer e têm de trabalhar. Abel é um gajo porreiro temente a Deus mas o seu maninho Caim é ruim como os cornos. Num ataque de fúria Caim assassinou Abel e Deus amaldiçoou-o. Matar um irmão é coisa séria. E é aqui que incide este western. Johnny cumpriu 12 anos no xadrez por homicídio e agora voltou a casa. Sempre alegou a sua inocência. O seu irmão Sartana é o fanfarrão que manda na cidade de Campos e arredores (e ainda por cima anda a papar a namorada de Johnny). Faz o que quer e ninguém chia!

Johnny Liston atura a sua ébria mãezinha!

A mãe de ambos é uma viúva que raramente sai de casa, vive uma vida amargurada e refugia-se na bebida para esquecer as suas agruras. Os dois irmãos adoram a mãe, respeitam-na, mas esta parece preferir Sartana. Johnny não esqueceu o martírio que passou durante 12 anos e quer descobrir quem é que o tramou. O vaidoso General Sartana, cujo quartel-general é um magnífico templo asteca, não acha que isso seja uma boa ideia. Um duelo mortal entre ambos é inevitável. Será que o irmão mau vai outra vez matar o bom, tal como nas Sagradas Escrituras? Ou a História, desta vez, não se vai repetir?

Excelente cena noturna dentro do forte asteca!

Nota final: o título do filme (Mil Dólares no Preto) é uma referência a um colar de diamantes no valor de 1000 dólares que Sartana oferece à sua mãe, que veste sempre de preto.

01/11/2016

Lançamentos | "Eine Bahre für den Sheriff (Una Bara per lo sceriffo)"


A Colosseo lança em Novembro, "Una Bara per lo sceriffo". Western mediano da chancela de Mario Caiano e que conta com o taciturno Anthony Steffen no papel principal. Esta edição contará ainda com diversos extras, incluindo entrevistas com o realizador e  Francesco de Masi.

06/09/2016

Fora de tópico | Lançamento "Jetzt sprechen die Pistolen (Perché uccidi ancora?)


Em Setembro teremos muita coisa nova a ver a luz do dia. Entre esses a não perder o "Perché uccidi ancora?" que já há muito pedia uma edição decente. Esta que a Wild Coyote anuncia parece suprir essa necessidade, devendo mesmo ter audio e legendas em inglês. Pode já ser reservado aqui.

05/04/2016

Uno straniero a Paso Bravo (1968 / Realizador: Salvatore Rosso)

Dentro de uma diligência viaja um tal Gary Hamilton. Desce a meio da viagem, um velho que vive no deserto vende-lhe uma mula (não a preço de amigo) e dirige-se à cidade. Paso Bravo é uma localidade sob domínio do poderoso Acombar e dos seus esbirros. O xerife não passa de um banana, os homens de Acombar fazem o que querem e, mesmo a propósito, embirram com Gary porque este não bebe álcool e não anda armado. A moça que trabalha no saloon, Rosie, põe-no ao corrente da situação. A cunhada de Gary, Anna, vai regularmente ao cemitério visitar duas campas. Gary descobre que a sua esposa e a sua filha morreram num incêndio suspeito mas ninguém pia porque todos têm medo de Acombar. Aconselham-no a pisgar-se o mais depressa possível mas o gajo é teimoso, anda a meter o nariz onde não deve e, naturalmente, não se livra da costumeira dose de sopapada. Os vilões estão cada vez mais confiantes na sua invulnerabilidade. Até ao momento em que Gary Hamilton mete as mãos numa espingarda… 


Anthony Steffen aperta o fagote a um malandro.

“Uno Straniero a Paso Bravo”, cujo título em Portugal é “Justa Vingança”, é um filme que passaria despercebido pelos pingos da chuva se, no ano seguinte, Antonio Margheriti não tivesse feito o “remake” intitulado “E Dio Disse a Caino”, Ainda hoje não é clara a razão porque o fez e continua uma incógnita. É uma história que nunca foi bem explicada. 

Eduardo Fajardo está com um ar acagaçado.

Tanto o filme de Salvatore Rosso como o filme de Antonio Margheriti são westerns de baixo orçamento mas há grandes diferenças de qualidade entre ambos: o primeiro é rasco, o segundo é excelente. Tal como num jogo de futebol houve direito a três substituições. Anthony Steffen foi substituído por Klaus Kinski, Eduardo Fajardo deu o lugar a Peter Carsten e Salvatore Rosso saiu para entrar Antonio Margheriti. Estes três novos jogadores decidiram o jogo e tudo se tornou melhor!

01/12/2015

Perché uccidi ancora? (1965 / Realizador: Jose Antonio de la Loma, Edoardo Mulargia (não creditado)

Em 1965 ainda o “Por um punhado de dólares” de Sergio Leone fazia o seu percurso na elevação a estatuto de obra definidora do western europeu, mas o filão não tardaria a ganhar caudal e este “Perché uccidi ancora” é um bom exemplo daquilo que se avizinharia por esses anos. A produção, sustentada por capital italiano e espanhol, é rodada quase na totalidade em Espanha, onde estão os melhores cenários, já os actores vem quase todos do país da bota, mais avançados nestas andanças do cinema. E Anthony Steffen, que já tinha mostrado os dentes noutro western (Der Letzte Mohikaner), consegue aqui o seu primeiro papel principal, que lhe valeria fama suficiente para ser contratado para uma média de três westerns por ano nos tempos seguintes, escapulindo-se ainda esporadicamente para outros campos do exploitation europeu.

A falta de expressividade de Anthony Steffen não parece ter feito mossa na época.

Sobre este filme existe curiosamente alguma polémica sobre quem o realizou afinal, a documentação espanhola evidencia o nome de Jose Antonio de la Loma, mas artigos da época e testemunhos de actores como Aldo Berti, sustentam a versão de que o filme é de Edoardo Mulargia, o que faria deste “Perché uccidi ancora” a sua estreia nos domínios do western. É sabido que naqueles tempos estas confusões não foram casos isolados, e na dúvida opto por acreditar nas fontes italianas, até porque o estilo de Mulargia parece bem patente. Enredo simples, acção constante e preocupação com a fotografia. Também porque quer Steffen, quer Berti haveriam de ser comparsas habituais nos filmes seguintes do italiano.

José Calvo unta as mãos de Aldo Berti e companhia. 

O filme é particularmente violento para o ano e que foi lançado, período em que já se faziam alguns westerns mas em que a maioria pendia para os pressupostos do western clássico americano. Começa logo com a morte de McDougall, linchado selvaticamente pelos homens de Lopez (Pepe Calvo), que obriga os seus capangas a disparar sobre o desgraçado, uma bala por cada um. A razão da rixa não se esclarece para além do mote «sangue chama sangue», uma chavão que seria utilizado vezes sem conta nos anos seguintes.


Oh, pá! Aqui há gato!

Steven McDougall (Anthony Steffen), ao tomar conhecimento do sucedido, deserta do exército e regressa ao povoado com a missão única de limpar o sebo aos patifes que participaram no assassinato. Todos sabemos que a avalanche de histórias de vingança suceder-se-iam nos anos seguintes mas pelo carácter madrugador desta produção, recomenda-se a viagem!

15/11/2015

Filme completo | W Django! (1971)



Django segue o rastro dos bandidos que violaram e mataram a sua esposa. No caminho, salva da forca um ladrão de cavalos, que sabe quem assassinou a sua esposa. O filme é de Edoardo Mulargia, italiano que ficou conhecido pela sua capacidade em debitar westerns decentes mas de baixo orçamento, quase todos com usurpação de cenas de filmes de Sergio Leone. Este não foi excepção, baseando-se aqui e ali no clássico "Il buono, il brutto, il cattivo", com Glauco Onorato (Carranza) a fazer um decalque descarado do famoso "Tuco". Ver para crer! 

11/08/2015

Fora de tópico | Lançamento "Garringo" & "Two Crosses at Danger Pass"



O quinquagésimo terceiro volume da colecção western-spaghetti da editora americana Wild East vai homenagear o realizador e argumentista espanhol, Rafael Romero Marchent. A edição será dupla e incluirá dois dos seus melhores filmes, "Garringo" (analisamo-lo aqui) e "Due croci a Danger Pass", para além de uma entrevista exclusiva com Marchent e os habituais trailers e galerias. Disponível nas lojas a 18 de Agosto.

22/07/2015

Fora de tópico | Lançamento "A Man Called Gringo" & "The Last Tomahawk"


Na primeira semana de Agosto chegará ás lojas mais um número da colecção spaghetti-western da Wild East. Este novo número será dedicado ao actor espanhol Daniel Martin que a maioria dos nossos leitores recordará do breve papel em "Per un pugno di dollari" de Sergio Leone. Os dois filmes deste novo pacote serão "Sie nannten ihn gringo" e "Der Letzte Mohikaner", dois euro-westerns razoáveis de chancela alemã e que comungam de uma atmosfera mais clássica, ou não fossem eles produções anteriores à febre do western à italiana. Destacamos o último, que conta ainda com um Anthony Steffen em plena entrada no género, um papel bem diferente do habitual pistoleiro carrancudo! 

16/06/2015

Killer Kid (1967 / Realizador: Leopoldo Savona)

Se juntarmos dois gigantes como Anthony Steffen (Django il bastardo, Un uomo chiamato Apocalisse Joe, etc.) e Fernando Sancho (Il ritorno di Ringo, 7 pistole per i MacGregor, etc.) num western o produto final só pode ser bom, certo? Errado! “Killer Kid” é um Zapata-Western fraco porque não basta só “sombreros” e discursos sobre revolução. É preciso muito mais e é preciso muito melhor! Mas com o sofrível realizador Leopoldo Savona a dirigir não se pode esperar mais. O enredo: O capitão Morrison, mais conhecido por Killer Kid, está detido no cárcere de um forte militar norte-americano. Como é habitual nestas circunstâncias o prisioneiro foge para o México, país que vive tempos de turbulência devido aos intensos movimentos revolucionários.

Não foram poucas as vezes que Anthony Steffen e Fernado Sancho contracenaram.

Kid mete-se no assunto, junta-se a El Santo, o líder da resistência, e oferece-lhe os seus serviços de pistoleiro na qualidade de mercenário. Após voltas e reviravoltas o enredo vai bater na mesma tecla, isto é, a já conhecida fórmula de “forasteiro envolve-se na revolução mexicana por dinheiro mas no final acaba por amar tanto a causa e os ideais de justiça e liberdade que luta como um herói até que se torna líder”!

 Tempos difíceis para a revolução.

Fernando Sancho interpreta o seu habitual papel de mexicano gordo, extrovertido, que grita muito e esperneia para todos os lados. Anthony Steffen abandonou os papéis de vingador monossilábico e dedicou-se à causa política mexicana não com discursos pomposos e cheios de cagança mas sim com o seu habitual discurso: tiroteio e mais tiroteio até derreter o cano da arma!

Trailer:

10/03/2015

Un uomo chiamato Apocalisse Joe (1970 / Realizador: Leopoldo Savona)

“Ser ou não ser, eis a questão!”. Assim começa o mais célebre monólogo de “Hamlet”. Joe Clifford é um ator apaixonado pelas obras de William Shakespeare. Viaja por todo o Oeste Americano disposto a interpretar no palco as peças do velho dramaturgo inglês. Além dos seus dotes de ator Joe Clifford também sabe manejar a pistola e isso garante-lhe vários problemas com as autoridades. Um dia é informado que herdou uma mina de ouro do seu falecido tio. Joe dirige-se à cidade para tomar posse da mina mas depressa percebe que as coisas não vão ser assim tão fáceis porque Berg, um poderoso homem de negócios e cabecilha de um bando de pistoleiros, já tomou posse da mina de forma (aparentemente) legal. Joe desconfia, entra em conflito com Berg e está o caldo entornado!


O trio Leopoldo Savona, Anthony Steffen e Eduardo Fajardo trabalharam juntos várias vezes neste registo. Talvez até demasiadas vezes porque as coisas já estavam a ser repetitivas e mais do que óbvias. Para desenjoar a bela música da autoria de Bruno Nicolai é um dos trunfos do filme bem como breves referências às obras mais conhecidas de Shakespeare (Hamlet, Macbeth).


Anthony Steffen a gastar pólvora e munições em dose industrial, Eduardo Fajardo no típico papel de vilão mau como as cobras e Leopoldo Savona assina um western banal, que não surpreende e que é minimamente decente mas sem qualquer hipótese de se aproximar do panteão onde residem os melhores do subgénero!

Mais alguns lobby cards:



Trailer:

16/12/2014

Uno, dos, tres... dispara otra vez (1973 / Realizador: Tulio Demicheli)

Shoshena e Bobo unem esforços para assaltar o banco de Cogan, um tipo avarento que mantém os rancheiros da região com a corda na garganta. Entre os rancheiros não há quem não lhe queira limpar o sebo e a entrada em cena dos dois pilantras só vai ajudar a complicar um pouco mais a situação local. Apesar de uma entrada em que os cadáveres caem que nem tordos, literalmente falando, o filme rapidamente toma uma direcção mais leve e descontraída. Não é de estranhar, afinal de contas lembremos-nos que estamos em 73 e os filmes da saga Trinitá são agora lideres de vendas nos cinemas europeus. Razão que veio mudar definitivamente a cara do western-spaghetti, que rapidamente transitou da ultra-violência para a comédia aparvalhada.



A vida continua, e até o mais carrancudo dos actores do género se teve de adaptar ás novas solicitações do mercado. Ora como é sabido, o ítalo-brasileiro Anthony Steffen não primou nunca pela sua grande expressividade, muito menos pela sua veia humorística. Talvez por isso tenham cabido essas tarefas ao aragonês Roberto Camardiel, muito mais capacitado para essas andanças. Curiosamente os dois até já haviam trabalhado juntos na sequela de "Arizona Colt""Arizona si scatenò... e li fece fuori tutti", onde fizeram uma dupla não muito diferente desta aqui, mas aí com resultados bastante mais satisfatórios.


São dias difíceis para o western-spaghetti, O cuidado com os detalhes é cada vez menor e aparentemente a coerência é algo que já pouco ou nada interessa aos produtores/realizadores da época. Ora a mim, este tipo de filmes deixam-me quase sempre com o estômago meio revoltado e os neurónios baralham-se-me com as transições não anunciadas entre as piadas secas e a saraivada de balas. Mas enfim, amo o western-spaghetti do inicio ao fim e há que vê-los a todos, mesmo sabendo que de quando a quando temos de levar com uma nulidade destas. 


O argentino Tulio Demicheli, autor de quatro westerns-spaghetti despedia-se aqui do género, e o próprio Steffen já só apareceria em mais uma entrada no género, "Il mio nome è Scopone e faccio sempre cappotto, o nível não varia muito mas sobre esse falamos outro dia!

15/07/2014

Fora de tópico | Lançamento "Die Koch Media Italowestern-Enzyklopädie No. 3"


Na primeira quinzena de Agosto chega ás lojas o terceiro volume da "Die Koch Media Italowestern-Enzyklopädie". Para não variar este volume também vêm carregado de bons westerns, incluindo os dois filmes da saga «Pecos», e o seminal "Mille dollari sul nero". A não perder!