Mostrar mensagens com a etiqueta Claudio Camaso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Claudio Camaso. Mostrar todas as mensagens

12/07/2011

Joko invoca Dio... e muori (1968 / Realizador: Antonio Margheriti)


De gladiador a pistoleiro. É o que se pode dizer de Richard Harrison, ator americano muito popular em Itália nos anos 60, que abandonou as arenas, as togas, as sandálias e os gládios para colocar um chapéu e empunhar um colt. O realizador Antonio Margheriti era um apaixonado do cinema de suspense e terror mas fez alguns westerns patéticos por causa da mania de imitar o estilo americano. Quando se apercebeu que essa fórmula não valia uma beata tomou o caminho certo e fez a junção do terror com o western.

Muito tiroteio!

“Joko invoca Dio… e muori” seria um filme banal se não tivesse os elementos típicos do “giallo”. O tiroteio noturno cheio de sombras inquietantes e medos recíprocos; a mina de enxofre visualmente repugnante e decadente; um vilão de aspeto excêntrico, com roupas estranhas, mas que basta um olhar para perceber a sua astúcia, o seu calculismo e a sua crueldade! É um bom western que aos poucos se aproxima dos terrenos do terror! Dir-se-ia que este filme foi o prelúdio para o extraordinário “E Dio disse a Caino”, esse sim um assustador western gótico de grande qualidade!

Um vilão muito exótico!

O filme está subdividido em 5 atos, à semelhança de uma ópera ou peça teatral. Joko Barrett participou num assalto minuciosamente planeado pelo seu astuto sócio Mendoza e brilhantemente executado pelo ágil Ricky. Para não variar, há sempre algo que corre mal e tanto Mendoza como Ricky morrem e o dinheiro desaparece. Joko vai agora, um por um, desmascarar os traidores e enviar cordiais saudações em formato de balázios e murros no focinho! Mas o destino aguarda uma chocante revelação…

Joko encurralado na caverna.

Este filme tem vindo aos poucos a ganhar cada vez mais terreno e a ter um reconhecimento mais justo. O DVD talvez tenha contribuído para isso porque há muitas edições DVD em muitos países. Tenho a versão francesa intitulada “Avec Django, la mort est lá”, da editora Seven 7. Os extras ajudam a perceber melhor o trabalho de Antonio Margheriti, através dos depoimentos de Ruggero Deodato (Cannibal Holocaust, Uomini si nasce poliziotti si muore, etc.).


Uma tortura original.

É para ser visto e revisto pelos fãs que respiram westerns-spaghetti por todos os poros. Para os pseudo-intelectuais do cinema: Não se metam nisto! Continuem a vossa incessante busca pela verdade artística nos filmes de meninas que deixaram a claque da escola para casar com um príncipe encantado num mundo estupidamente cor-de-rosa!