05/11/2026

Un hombre llamado Noon (1973 / Peter Collinson) | SpagvemberFest 2026


«Da pena do maior escritor de western da América actual — Louis L'Amour». Assim se vendia este Um Homem Chamado Noon.

Pareceu-me uma escolha adequada para assinalar o Dia Mundial do Cinema. Trata-se de uma coprodução entre espanhóis, italianos e ingleses, protagonizada por Richard Crenna, que muitos reconhecerão dos filmes da saga Rambo, onde desempenha o Coronel Samuel Trautman. A realização ficou a cargo de Peter Collinson, que imprime ao filme um rumo pouco enquadrável no estilo que o western spaghetti nos oferecia por essa altura.

Nem mesmo a presença de uma dose considerável de carantonhas espanholas no elenco (Ángel del Pozo, Aldo Sambrell, Ricardo Palacios, entre outros) foi suficiente para o aproximar do estilo estridente popularizado pelos Sergios. Curiosamente, até a música de Luis Bacalov me soa mais afinada com o western do outro lado do Atlântico. É como se, apesar dos ingredientes tipicamente europeus, o filme procurasse uma identidade mais próxima do western americano.

Crenna interpreta um pistoleiro amnésico que, com a ajuda de um bandido meia-tigela (Stephen Boyd), tenta descobrir a sua verdadeira identidade e desvendar o próprio passado. Foi a segunda vez que vi o filme. Na primeira, confesso, dormi durante grande parte do tempo. Desta vez consegui manter-me desperto, mas não há como negar que o ritmo continua estranho, alternando momentos de excessiva lentidão com verdadeiros blitzkriegs de acção esporádica. Ainda assim, parece-me que o maior problema surge na segunda metade do filme, quando a intriga começa a tornar-se demasiado complicada.

Quem o quiser ver pode estar atento à programação do Star Movies, onde passou numa versão dobrada em espanhol. Uma opção que pode parecer um niquinho mais estranha do que o habitual, tendo em conta que o elenco é maioritariamente anglo-saxónico. A imagem desta versão é fantástica e faz justiça à belíssima fotografia de John Cabrera, que, curiosamente, também trabalhou no clássico Conan, o Bárbaro.

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