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2018/04/02

I due violenti (1964 / Realizador: Primo Zeglio)

Um indivíduo acusado de homicídio evade-se da cadeia. Ao ranger do Texas, Logan, que por acaso até é amigo de longa data do evadido, cabe a ingrata tarefa de captura-lo e devolvê-lo ao xilindró. O que acontece com relativa facilidade, mas faz o destino com que se cruzem com um bando de ladrões de gado e o presumível assassino escapa novamente. A missão de Logan fica portanto acrescida, recapturar o amigo e acabar com o pio da vilanagem local. Ora aqui está mais um filme decente do italiano Primo Zeglio (Winchester, uno entre mil; Los cuatro implacables), apoiado essencialmente nos traços clássicos do western americano, que é perfeitamente natural para um filme de 1964, portanto anterior ao boom do western-spaghetti. 

George Martin a preparar-se para a emboscada.

Dependendo do estado de espírito do espectador é filme para garantir um tempo bem passado, pelo menos eu posso dizer que me encaixei nesse grupo. Não consta que existam versões DVD do filme à venda, mas se vasculharem pela Internet encontrarão por aí versões Tvrip ripadas da televisão espanhola, são versões despidas de brilho, mas é melhor do que nada. Boa caçada! 

2015/03/24

Sonora (1968 / Realizador: Alfonso Balcázar)

Aproveitando o sucesso de "Se incontri Sartana prega per la tua morte" de Gianfranco Parolini, o espanhol Alfonso Balcázar lançou-se de unhas e dentes à personagem, mesmo sem ter Gianni Garko ou um enredo relacionável com a personagem. Usou antes a prata da casa, George Martin, presença habitual nas produções da família catalã e cozinhou mais uma história de vingança. Sartana (Uriah, na dobragem inglesa/espanhola) é um caçador de recompensas, a sua presa mais apetecida é Slim Kovaks, um calhorda que lhe vale muito mais do que o valor da recompensa, é que Kovaks abusou e assassinou a esposa de Sartana. Não é propriamente o tipo de enredo que esperaríamos de um western catalogado como parte da franquia Sartana, mas lembremos-nos que não se tratando de uma sequela oficial, vale tudo menos arrancar olhos!

George Martin veste a capa de Django, perdão, Sartana.

Em bom nome da verdade diga-se que o filme não foi sequer planeado com esse propósito e o titulo italiano "Sartana non perdona" - que foi traduzido à letra em quase todo o lado - é a única coisa que faz paralelo com o pistoleiro de Parolini. E ao contrário do que eu próprio desconfiaria, a maior influência do filme nem sequer foi Parolini, mas sim Sergio Leone. Sendo especialmente reminiscente dos dois primeiros filmes da saga do «homem sem nome». Sem qualquer vergonha na cara, Balcázar copia mesmo algumas das situações usadas nesses dois filmes. Fá-lo ainda assim com algum bom gosto e com suporte de uma fotografia muito sólida. E a malandrice resultou, gorando até as minhas expectativas, que admito serem por regra fracas quando de produções da Balcázar Producciones Cinematográficas se trata.

Kirchner, um pistoleiro de traços ambíguos, lugar comum na carreira do mexicano Gilbert Roland.

Para além de Martin temos ainda interpretações eficazes de dois veteranos do western americano, Gilbert Roland, presença habitual nas produções deste lado do atlântico. Ele que volta aqui a aplicar a sua muito característica postura de pistoleiro romântico. O outro é Jack Elam (no papel de Kovacs), o actor de olhar diabólico que tantas vezes vimos nos westerns americanos faz aqui a sua segunda participação no western europeu, logo após a perninha que fez no supremo "C'era una volta il West". O autor Jasper P. Morgan desanca a interpretação de Elam no seu "Spaghetti Heroes: Django - Sartana - Ringo", mas pergunto-me se ele terá visto o mesmo filme que eu ou alguma dobragem alemã maluca? É que pessoalmente fiquei muito bem impressionado e até orgulhoso por vê-lo num papel maior do que habitualmente lhe cabia. Aquele olhar diabólico, que fazia a sua imagem de marca, mescla-se aqui francamente bem com este protótipo de vilão de aspecto nojento, trapaceiro e cobardolas.

Jack Elam (Kovacs) lança «aquele olhar» sobre Martin (Sartana/Uriah). Que é como quem diz: Hora de surra!

Não esperem uma obra original mas no meio de tanta porcaria, encontrarão divertimento nestes 92 minutos de película. O filme esteve até recentemente disponível apenas em velhas cassetes de VHS mas os italianos da Quinto Piano deram-se ao trabalho de o editar em formato digital (e outra alemã está já a a caminho). É uma edição fraca mas também não vos vai ferir os olhinhos habituados aos 1080p.


Trailer:

2015/02/17

Fora de tópico | Lançamento "Für ein paar Leichen mehr - Sonora"


Até bastante recentemente "Sonora" (também conhecido por "Sartana não perdoa") era um dos westerns-spaghetti mais difíceis de obter em formato digital, mas a história está a mudar. Em Junho do ano passado a italiana Quinto Piano disponibilizou pela primeira vez o filme em DVD e para finais de Março chegará mais uma versão ás lojas, esta pela mão dos alemães da Wild Coyote (audio em inglês e alemão). Esperemos que a qualidade supere a versão transalpina que usou uma transferência bastante fraca (ver aqui algumas capturas de imagem). 

2014/07/15

Fora de tópico | Lançamento "Die Koch Media Italowestern-Enzyklopädie No. 3"


Na primeira quinzena de Agosto chega ás lojas o terceiro volume da "Die Koch Media Italowestern-Enzyklopädie". Para não variar este volume também vêm carregado de bons westerns, incluindo os dois filmes da saga «Pecos», e o seminal "Mille dollari sul nero". A não perder!

2012/11/20

Una Pistola per Ringo (1965 / Realizador: Duccio Tessari)

A lenda começou quando um jovem italiano alto, forte, atlético e bem parecido começou a trabalhar no cinema na década de 50. A sua capacidade física abriu-lhe portas como duplo e gradualmente começou a subir na hierarquia do cinema italiano. A sua presença agradou a alguns cineastas e até teve a honra de figurar como centurião romano em duas sequências de grande épico “Ben-Hur”. Lucchino Visconti também o quis em “Il Gattopardo”, ao lado de Alain Delon, Claudia Cardinale e um tal Mario Girotti (Terence Hill). A enorme quantidade de filmes épicos em Itália foi a oportunidade que este jovem duplo precisava para ascender ao estatuto de ator. Em 1962, o cineasta italiano Duccio Tessari pretendia fazer um “peplum” e convidou o jovem duplo para protagonizar o seu filme “Arrivano i Titani”.


A partir daí começou uma longa relação profissional (e de amizade) entre Duccio Tessari e Giuliano Gemma. Mas o “peplum” tinha os dias contados e esse género cinematográfico morreu quase tão rápido como surgiu. Os realizadores italianos voltavam-se agora para os westerns e a dupla Tessari / Gemma já tinha uma carta na manga. Em 1965, viajaram até Almería e começaram a fazer um western cujo personagem principal era um pistoleiro ganancioso chamado Ringo. O filme, intitulado “Una Pistola per Ringo”, foi um grande sucesso de bilheteira e transformou Giuliano Gemma num ídolo. O seu nome passou a ser mundialmente conhecido e o patético pseudónimo que tinha (Montgomery Wood) desapareceu para sempre.


O nome “Ringo” provocou uma cobiça intensa em muitos outros cineastas e produtores, que mudavam o nome do protagonista apenas para tentar lucrar mais algum dinheiro mas nenhum alcançou o mesmo sucesso do original. Houve apenas uma sequela oficial produzida no mesmo ano com a mesma equipa técnica e com o mesmo elenco. “Il Ritorno di Ringo” é uma visão mais pessimista e violenta do personagem, embora o enredo não tenha nenhuma ligação com o filme anterior. Ambos os filmes são hoje marcos importantes dos westerns-spaghetti e percebe-se porquê.


Duccio Tessari sempre foi um realizador competente e aqui não é exceção. O excelente trabalho de Francisco Marin como diretor de fotografia e de Ennio Morricone como compositor faz toda a diferença. Giuliano Gemma sente-se totalmente confortável a manejar um colt, a cavalgar, a lutar e a fazer acrobacias. O restante elenco que acompanhou tudo isto não deixa margem para dúvidas. Quem pode pôr em causa a qualidade de atores como Fernando Sancho, George Martin, Antonio Casas ou Nieves Navarro? “Una Pistola per Ringo” é um bom filme, não tão bom como a sequela, e vale fundamentalmente pela atuação enérgica e carismática de um tal jovem italiano que responde pelo nome de Giuliano Gemma.


Mais algum material promocional:



Trailer:

2012/06/26

Fora de tópico | Lançamento "Los buitres cavarán tu fosa" + "Quindici forche per un assassino"


Abrimos uma brecha no meio do ciclo “Spaghettis que prejudicam gravemente a saúde” para divulgar mais um volume na colecção western-spaghetti da Wild East. E vão 42! Desta vez a edição será dupla e incluirá dois filmes protagonizados por Craig Hill, que a maioria reconhecerá pela sua participação em “Per il gusto di uccidere” ou “Lo voglio morto”.

Os filmes que aqui se agrupam não são tão reconhecidos como esses dois e nem sequer são novidade no mercado DVD, mas com certeza serão uma mais valia para aqueles que preferem versões dobradas em inglês. E são eles: “Los buitres cavarán tu fosa” (And the Crows Will Dig Your Grave) e “Quindici forche per un assassino” (The Dirty Fifteen). Sendo este último aquele que despertará maior interesse, um belo exercício de suspense com participações inestimáveis de Aldo Sambrell e George Martin.

2011/07/19

Professionisti per un massacro (1967 / Realizador: Nando Cicero)

Neste explosivo filme de Nando Cicero somos levados para os anos da Guerra da Secessão. Enquanto o Exército do Sul investe sobre uma cidade sob domínio nortista, um grupo de soldados pouco escrupulosos aproveita o caos instalado para assaltar os cofres de um banco local. Já de volta ao quartel, os três afoitos patifes desviam uma considerável porção de armas que se apressam a negociar com o Exército da União. A transacção é feita mas os soldados azuis não chegam longe, já que Preacher (George Hilton) se encarrega de acender o rastilho de uma carga de dinamite refundida no carregamento de fuzis.

As armas e os soldados vão pelos ares, mas desta vez o plano sai-lhes furado e são capturados pelo Major Lloyd (Gerard Herter), que os entrega ao tribunal militar. Ao mesmíssimo Major é-lhe entregue a missão de escoltar um importante carregamento de ouro que o Exército da Confederação tenciona usar na compra de armamento, mas o oficial e seus cúmplices aniquilam os camaradas de armas, saindo de cena com o ouro e uma inestimável metralhadora.


Ao bom estilo de “Doze Indomáveis Patifes”, os três condenados ganham a oportunidade de voltar a servir o exército. Agora não como soldados mas como larápios, salvando no processo os seus próprios pescoços. Para garantir o sucesso do resgate entra em cena um outro oficial, que terá a árdua tarefa de controlar os movimentos dos três malandros. E se quiserem saber mais terão mesmo de ver o filme!

A tripla de gatunos é interpretada por George Hilton, Edd Byrnes e George Martin; que dividem o protagonismo do filme sem que nenhum se destaque particularmente. Pessoalmente gostei sobretudo da personagem Fidel, um machão mexicano interpretado pelo actor espanhol George Martin, que aqui volta a demonstrar as suas habilidades de ginasta. George Hilton é Preacher, um piromaníaco com mania das contagens decrescentes. Bastante divertido na minha opinião, mas como fã confesso que sou do Uruguaio, não consigo ser isento na análise. Já Byrnes (Chattanooga Jim), apesar de ser o legítimo «gringo» do trio, acaba por ter a mais modesta das presenças, acabando por transmitir até a sensação de estar a fazer um grande frete.


Sem ser um mimo de competência cinematográfica e muito menos de originalidade, “Professionisti per un massacro” consegue ainda assim ser um bom veículo de entretenimento. Nando Cicero que curiosamente até começou por ser assistente de gente intocável como Luchino Visconti ou Roberto Rossellini, não faria carreira no western-spaghetti, realizando apenas mais dois filmes no género: “Due volte giuda” e “Il Tempo degli avvoltoi”. O seu nome haveria pois de ficar ligado às comédias eróticas dos anos 70, em que dirigiria por diversas vezes dois dos nomes maiores do género: Edwige Fenech e Alvaro Vitali.

“Professionisti per un massacro” está disponível em diversas edições DVD, tenho duas delas no meu acervo particular. A da editora espanhola Impulso, que conta com o filme num belo widescreen e áudio em Espanhol; e a da norte-americana Wild East que recomendo aqueles que preferem as dobragens em Inglês. Esta última é uma das famosas double features da editora, incluindo também “Sette winchester per un massacro” (filme realizado por Enzo G. Castellari e que também conta com Edd Byrnes nos principais papeis).


Mais alguns lobbys italianos:



2010/10/11

Clint el solitario (1967 / Realizador: Alfonso Balcázar)


Fugindo aos habituais cenários de Almeria no sul de Espanha, a Balcázar Producciones Cinematográficas transporta a acção deste “Clint el solitario” para as montanhas nevadas dos Pirinéus. O nosso herói de ocasião é Clint Harrinson – muito bem interpretado por George Martin. Clint é um famoso pistoleiro que regressa para junto da sua mulher e filho, prometendo renunciar definitivamente ás armas. Tudo em nome de uma vida de sossego para a si e sua família. Mas as disputas entre os pequenos fazendeiros locais e o poderoso ganadeiro Shannon (Walter Barnes) obrigam-no a empunhar as armas mais uma vez. Perante um xerife comprado pelo poder de Shannon, o pistoleiro defenderá a família e a vizinhança até ora subjugados aos caprichos do crápula que pretende eliminar todos aqueles que interfiram na sua criação de gado.


“Clint el solitario” aposta em sentimentos fortes, deixando para trás as habituais narrativas vingativas contadas em tantos outros westerns-spaghetti, utilizando apenas, e em breves momentos, algumas doses de pancadaria e tiroteio. Trata-se claramente de um daqueles filmes que agradarão ao adepto do western clássico americano (especialmente se “Shane” faz parte da lista de preferências), os outros provavelmente acharão o filme uma seca das grandes! A favor da película estão os magníficos cenários nevados, muito bem captados por Alfonzo Balcazar. E ainda um elenco internacional recheado de nomes que fizeram carreira no género: George Martin (Il ritorno di Ringo), Marianne Koch (Per un pugno di dollari), Walter Barnes (La Resa Dei Conti) ou Fernando Sancho (Arizona Colt).


A edição que me chegou às mãos é a da editora norte-americana Wild East, que aparece no formato “double feature” acompanhada pela continuação - leia-se remake - “Il Ritorno di Clint il solitario”. A qualidade da edição, ainda que respeite as proporções regulares (widescreen), não é das melhores. Denotando algumas falhas na fita original, mas o pior a apontar é o zumbido que surge na segunda metade do filme. Ainda assim nada que impossibilite a visualização do mesmo. Os extras contemplam as habituais galerias e trailers. Para coleccionistas!

2010/04/04

Il ritorno di Ringo (1965 / Realizador: Duccio Tessari)


A literatura da Antiguidade Clássica grega e latina marcou há muitos séculos atrás a nossa vida. Portugueses, espanhóis, italianos e gregos foram educados e regidos segundo uma matriz clássica que hoje temos bem presente nas obras literárias de Cícero, Tito Lívio ou Virgílio. No caso português, Luís Vaz de Camões, considerado o príncipe dos poetas renascentistas, é o caso mais marcante com “Os Lusíadas”. Contudo, acima de todos estes nomes está Homero. Este brilhante poeta grego é o expoente máximo da literatura greco-latina clássica porque as epopeias “A Ilíada” e “A Odisseia” ainda hoje são objecto de estudo, são ricas em simbologia e são fundamentalmente um tributo aos povos do mediterrâneo. Como se sabe, antes da exploração até à exaustão do western houve a exploração até à exaustão do “peplum” na Itália dos anos 50. Temas como a guerra de Tróia, o império romano, os gladiadores, os temas religiosos e os feitos dos heróis (Hércules, Sansão, Ulisses, Aquiles, Eneias, Ursus, Maciste) viram a luz do dia pelos mesmos cineastas que mais tarde se dedicariam ao western. Sergio Leone considerava Homero como o primeiro criador de westerns mas ironicamente foi o seu amigo Duccio Tessari quem transformou a parte final de “A Odisseia” num western. O resultado foi O regresso de Ringo.


Este filme tem todos os elementos chave da epopeia homérica que tem como protagonista Ulisses, o mais astuto dos heróis gregos. O herói volta da guerra após anos de ausência. Ao chegar vê-se confrontado com uma dura realidade: a cidade onde vivia foi tomada de assalto e ocupada por forasteiros. Como se não bastasse a sua esposa é forçada a viver com o líder invasor, sempre na esperança de ver o marido regressar são e salvo, tal qual Penélope espera por Ulisses sem nunca casar com os pretendentes (símbolo da fidelidade feminina). A única forma do herói obter sucesso é infiltrar-se na cidade disfarçado e aguardar pela hora certa para ajustar contas! Este é o final de “A Odisseia” e é o enredo de “O regresso de Ringo”. Ulisses passa a ser Giuliano Gemma, Penélope é Hally Hammond e os vilões estão a cargo de George Martin e Fernando Sancho. A Guerra de Tróia é substituída pela Guerra Civil Americana e a justiça vai prevalecer ao fim de 90 minutos de acção, drama, traição, violência e amor.


Na minha opinião, este filme é em tudo superior ao seu antecessor Uma pistola para Ringo. Pessoalmente nem sequer considero que ambos os filmes estejam ligados porque são muito distintos. Por acaso, “O regresso de Ringo” até está editado em DVD em Portugal juntamente com “Uma pistola para Ringo” numa caixa de dois discos intitulada “Caixa Giuliano Gemma”. Conheço o conteúdo mas preferi a versão francesa no formato original 2.35:1 sem legendas e áudio em francês. Esta edição tem extras bem interessantes mas breves. O documentário “De Ringo a Ulisses” tem cerca de 10 minutos mas é esclarecedor. Há também uma entrevista de 7 minutos com Vera Gemma, a filha de Giuliano Gemma, que nos ilumina sobre o sucesso que o seu pai teve na Itália e além fronteiras. Fala do privilégio que foi passar a sua infância nos bastidores dos westerns protagonizados pelo seu progenitor e afirma que, após muitas viagens ao Japão, só dois actores europeus provocavam tantas paixões loucas e tanta histeria naquele país: Um deles é o francês Alain Delon, o outro é o italiano Giuliano Gemma! Eis a prova que os westerns-spaghetti são admirados e respeitados pelo mundo inteiro! Quem defende o contrário pode fazê-lo mas está enganado!


Trailer

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