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2017/08/28
2015/04/14
Fora de tópico | Lançamento "Day of Anger"
E finalmente chegou a primeira edição de "Gigantes em duelo" em alta definição. Abaixo detalhes desta edição tripla da Arrow. Apressem-se!
This lively, intelligent western, notable for the chemistry between its charismatic leads, some memorable action set-pieces (including a rifle duel on horseback that has to be seen to be believed), and a jazzy Riz Ortolani score, is presented here in an exclusive high-definition restoration from the original Techniscope negative.
SPECIAL EDITION CONTENTS:
* Brand new restoration from the original 35mm Techniscope camera negative
* High Definition Blu-ray (1080p) and Standard Definition DVD presentation of both versions of the film: the original Italian theatrical release, and the shortened version that was screened internationally
* Original uncompressed mono audio, with English or Italian soundtracks on the longer cut and an English soundtrack on the shorter one
* Newly translated English subtitles for Italian audio and optional English subtitles for the deaf and hard of hearing for English audio
* Brand new interview with screenwriter Ernesto Gastaldi
* Brand new interview with Tonino Valerii’s biographer Roberto Curti
* Previously unreleased 2008 interview with Tonino Valerii
* Deleted scene
* Theatrical trailers
* Reversible sleeve featuring original and newly commissioned artwork by Reinhard Kleist
* Booklet featuring new writing on the film by Howard Hughes (author of Spaghetti Westerns), illustrated with original poster designs
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Tonino Valerii
2015/02/23
2014/12/12
Fora de tópico | Lançamento "Blutiges Blei"
E vai mais uma para a colecção "Western classics" da MLV, "Il prezzo del potere" de Tonino Valerii. Como habitual contem com duas opções, DVD ou Bluray. Com dobragem alemã e original italiano. Quem pede ao Pai Natal?!
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2014/07/15
Fora de tópico | Lançamento "Die Koch Media Italowestern-Enzyklopädie No. 3"
Na primeira quinzena de Agosto chega ás lojas o terceiro volume da "Die Koch Media Italowestern-Enzyklopädie". Para não variar este volume também vêm carregado de bons westerns, incluindo os dois filmes da saga «Pecos», e o seminal "Mille dollari sul nero". A não perder!
2014/06/30
Sergio Leone: The Way I See Things
Deliciem-se com este interessante filme documentário de Giulio Reale. Resmas de testemunhos para satisfação das massas!
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2013/12/10
Trailers | I giorni dell'ira (1967)
Trailer de "I giorni dell'ira", que em Portugal foi lançado sob o titulo "Gigantes em duelo". Legendado em Português por António Rosa.
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2013/11/26
Il prezzo del potere (1969 / Realizador: Tonino Valerii)
Estamos em Dallas, Texas, pouco depois do final da Guerra Civil. As feridas entre Norte e Sul ainda não sararam. O presidente dos Estados Unidos da América está de visita oficial à cidade. O ambiente que se vive é tenso. Os sentimentos dos cidadãos em relação ao homem mais importante do país são ambíguos. Os serviços responsáveis pela segurança do presidente suspeitam de um atentado mas não encontram indícios suficientes. Nos bastidores, entidades poderosas alinham estratégias para eliminar o presidente. O jovem Bill Willer salva o comboio da comitiva presidencial de um atentado bombista numa ponte próxima de Dallas. Apesar dos conselhos de Willer, o presidente insiste na sua campanha pela cidade mesmo sabendo que a sua vida corre perigo. Pouco depois, a comitiva desfila pelas ruas de Dallas em grande estilo. O presidente vai na carroça ao lado da sua esposa, ambos acompanhados por seguranças.
Ninguém se apercebe que há uma arma apontada ao presidente pronta a disparar. O atirador puxa o gatilho e acerta em cheio no alvo. O pânico e a confusão instalam-se. O corpo de segurança e os agentes de autoridade procuram o culpado e depressa detêm um homem, que se diz inocente. O pandemónio é geral. O presidente é levado para o hospital. A nação está em suspenso. Pouco depois, é oficial: o Presidente dos Estado Unidos morreu. Seguem-se as diligências necessárias para descobrir como foi possível o atentado, quem foram os responsáveis e porquê? Alguma semelhança com o célebre assassinato de John Fitzgerald Kennedy não é pura coincidência!
Ninguém se apercebe que há uma arma apontada ao presidente pronta a disparar. O atirador puxa o gatilho e acerta em cheio no alvo. O pânico e a confusão instalam-se. O corpo de segurança e os agentes de autoridade procuram o culpado e depressa detêm um homem, que se diz inocente. O pandemónio é geral. O presidente é levado para o hospital. A nação está em suspenso. Pouco depois, é oficial: o Presidente dos Estado Unidos morreu. Seguem-se as diligências necessárias para descobrir como foi possível o atentado, quem foram os responsáveis e porquê? Alguma semelhança com o célebre assassinato de John Fitzgerald Kennedy não é pura coincidência!
Com este filme, o realizador Tonino Valerii (I giorni dell'ira, Una ragione per vivere e una per morire, etc.) faz uma viagem no tempo e transporta para o Velho Oeste o drama que foi o assassinato do chefe da nação americana em 1963. A mesma cidade, o mesmo estado, os mesmos interesses obscuros de alguns notáveis, a cumplicidade das autoridades e dos serviços secretos, a detenção de um bode expiatório e a sua inexplicável morte, o mesmo desfecho trágico. Este western navega nas águas turbulentas da alta esfera da política americana. É uma narração sólida dos acontecimentos de Dallas em 1963 durante a administração Kennedy. Foi também um dos momentos mais chocantes da segunda metade do século XX e que Valerii captou e registou de forma inteligente.
Para ajudar, o projeto ainda contou com nomes de respeito como Giuliano Gemma, Antonio Casas, Van Johnson, Benito Stefanelli e Fernando Rey. Hoje, passados 50 anos, ainda não há certezas sobre o atentado mas uma coisa é certa: há uma linha muito ténue entre ser o homem mais poderoso do mundo e ser só mais um cadáver na morgue.
Trailer:
2013/04/09
Il mio nome è Nessuno (1973 / Realizador: Tonino Valerii & Sergio Leone)
O projeto arrancou quando surgiu a Sergio Leone a ideia de adaptar para o cinema a epopeia homérica “A Odisseia”. Essa adaptação transformar-se-ia num western situado nos anos da Guerra Civil Americana. Mas o seu amigo Duccio Tessari já tinha realizado essa ideia em 1965 com “Il Ritorno di Ringo”, o que levou Leone a rever o seu projeto. Juntamente com Fulvio Morsella e Ernesto Gastaldi, o cineasta decidiu que o filme iria ter um novo rumo mas tinha de ser outra pessoa a ocupar a cadeira de realizador. O escolhido foi Tonino Valerii, jovem realizador muito competente já com alguns westerns de qualidade no seu currículo e colaborador de Leone nos seus dois primeiros westerns.
O enredo sofreu muitas alterações e da ideia original a única coisa que permaneceu foi o nome “Ninguém” (uma clara alusão ao episódio homérico entre o herói Ulisses e o gigante Polifemo). O filme é a junção entre o western clássico americano e o novo fenómeno do western cómico italiano. Quem melhor para liderar ambas as vertentes do que Henry Fonda e Terence Hill, respetivamente?
Apesar de ser uma produção cuidada, ter um orçamento generoso e ter sido um dos maiores sucessos de bilheteira dos westerns-spaghetti nos anos 70, não se livrou de alguma polémica e momentos de conflito entre Leone e Valerii. Uma das versões é que Leone, inicialmente, tinha pouco interesse no filme e, caso as coisas descambassem, faria como Pilatos e atirava toda a responsabilidade para cima de Valerii. Este, enxovalhado na sua honra, afirma que estava a fazer um belo trabalho. Leone ter-se-á apercebido disso e, após o sucesso nas bilheteiras, tentou divulgar a (falsa) ideia que tudo o que o filme tinha de bom foi graças à sua genialidade! De facto, Leone dirigiu várias cenas enquanto assistente de realização mas isso não é suficiente para dizer que o filme foi realizado por si.
Tonino Valerii resume bem a situação: “Franco Giraldi era o assistente de Leone em “Per Un Pugno Di Dollari” e dirigiu praticamente metade das cenas incluídas na versão final! Mas ninguém diz que o filme é do Franco Giraldi! Por isso, “Il Mio Nome è Nessuno” é um filme de Tonino Valerii!” Creio que é claro para todos que Sergio Leone era um cineasta genial e deixou-nos obras magníficas que ficarão para sempre, mas neste caso estou do lado de Tonino Valerii. Leone exagerou no seu cinismo e maltratou o seu pupilo. Conclusão: tudo isto resultou numa rutura profissional e pessoal entre ambos. Foi-se a amizade… ficou a obra!
Lobbys germânicos:
Trailer:
2012/12/17
2012/06/18
2012/02/20
Fora de tópico | Lançamento "Der Tod ritt dienstags"
O grande clássico do western-spaghetti, "I giorni dell'ira", está desde 16 de Fevereiro disponível em mais uma edição DVD. Trata-se de um lançamento da dependência alemã do Studio Canal/Arthaus. O DVD conta com áudio em alemão e italiano, e as características de tela devem respeitar os 16:9 - 2.35:1.
Será no entanto mais uma edição com a duração do filme incompleta. Ainda assim pelo preço low-cost que a editora está a fazer nesta fase de lançamento, vale o destaque.
Será no entanto mais uma edição com a duração do filme incompleta. Ainda assim pelo preço low-cost que a editora está a fazer nesta fase de lançamento, vale o destaque.
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2012/02/13
2010/08/09
Una ragione per vivere e una per morire (1972 / Realizador: Tonino Valerii)
Ainda me lembro do primeiro contacto que tive com Uma Razão para Viver, Outra para Morrer, foi num daqueles trailers promocionais que a maioria dos videoclubes dos anos 80 faziam incluir nos minutos iniciais das suas cassetes de aluguer. Eram quase sempre selecções avulsas e pouco criteriosas, que por regra levaram com um convincente fast-forward da minha parte, mas dessa vez a manobra de marketing funcionou. Devo ter revisto o trailer meia dúzia de vezes. Era puto, e Bud Spencer era ainda uma referência nas minhas escolhas devido aos filmes da saga “Trinitá” e a comédias de acção como O Xerife Quebra-Ossos. Os poucos minutos em que se sequenciavam brutais cenas de acção, pejadas de tiroteios, explosões e apenas alguns resquícios de humor, pareceram-me extremamente cativantes e fora da habitual matriz cómica que estava habituado a ver em filmes protagonizados pelo gorducho. Conseguir deitar a mão a uma cópia do filme seria por isso o maior objectivo por esses tempos!Realizado e co-escrito por Tonino Valerii (Gigantes em duelo), o filme não é muito mais do que uma transposição do sucesso Os doze Indomáveis Patifes para os tempos da guerra civil americana. Aqui, o Coronel Pembroke (James Coburn), um oficial do Exército da União acusado de traição, recruta seis condenados à forca e um sargento corrupto para uma missão suicida: Atacar o impenetrável Fort Holmam! Fortaleza outrora sob mãos da União e comandada pelo próprio Pembroke, que por entre linhas percebemos ter sido entregue aos confederados em condições pouco explícitas. A inexpugnabilidade da fortaleza desencoraja a recaptura por parte do exército, mas com uma perca de recursos mínima o Major Charles Ballard (José Suárez) concorda em fornecer a Pembroke a carne para canhão necessária. As razões que levam Pembroke a iniciar tão arriscada missão acabam entretanto por se revelar meramente pessoais, mas sobre isso mais não poderei contar sob pena de retirar o elemento surpresa do filme!
Com o seu recém formado mini-exército de pulhas, Pembroke terá de lidar com adversidades várias e as deslealdades sucedem-se obviamente a bom ritmo. Pembroke cria no entanto a ilusão da existência de um grande carregamento de ouro confederado no interior da fortaleza o que eventualmente bastará para unir o grupo num propósito único. A acção do filme decorre quase sempre a um ritmo lento, despoletando-se finalmente no explosivo assalto à fortaleza. E que bela sequência de acção essa, do melhor que o euro-western terá alguma vez alcançado. Nota-se claramente que "Uma Razão para Viver, Outra para Morrer" terá gozado de um generoso orçamento, e Valerii não o fez desperdiçar!O elenco aqui reunido inclui para além do “enorme” Bud Spencer (que até chega a fazer um hilariante sprint numa das cenas), um James Coburn acabadinho de protagonizar o zapata-western de Sergio Leone (Aguenta-te, canalha) e Telly Savalas (que curiosamente também fez parte do elenco de Os doze Indomáveis Patifes) no papel do maníaco Major confederado. Para além disso contam-se ainda meia dúzia de caras habituais nos filmes de Valerii/Leone. Destaque para o caricato Benito Stefanelli, que desempenha um dos delinquentes salvo da forca.
Tonino Valerii era um tipo com talento, os seus spaghettis foram quase todos grandes sucessos de bilheteira. Mas este filme é ainda hoje desprezado por muita gente, que o considera demasiado violento e sem grande desenvolvimento das personagens. Com estes concordarei apenas parcialmente, pois também eu creio que a figura do Major Frank Ward (Telly Savalas) é claramente metade do que devia ter sido. Mas se o filme peca em argumento ganha em acção, aqui mais explosiva do que em qualquer outro filme do realizador italiano. Pessoalmente continuo a crer que entre todas as abordagens que o tema “men on a mission” teve no spaghetti-western, este será o filme mais bem conseguido. O filme chegou mesmo a ser lançado em alguns países como “Massacre at Fort Holmam” o que faz justiça à brutal carnificina em que o filme capitula.
Este título não está infelizmente disponível em formato DVD no mercado Português, mas existem por aí bastantes edições. Por um golpe de sorte reencontrei-o há alguns anos atrás num dia de compras em Badajoz, ali do outro lado da fronteira. As especificações não são as melhores, resumindo-se à inclusão do filme em formato 4:3 num áudio mono e sem opções linguísticas para além da trilha em espanhol. Por isso recentemente resolvi fazer justiça à afeição que tenho pelo filme, adquirindo a edição americana da Wild East, que como habitual faz compilar às suas apresentações nos formatos originais, uma série de extras (galerias, trailer e outros vídeos promocionais). Recomendo!
Trailer
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2009/09/30
I giorni dell'ira (1967 / Realizador: Tonino Valerii)
Não sei ao certo quantas vezes terei visto este filme, mas lembro-me bem de me ter arrebatado logo no primeiro contacto – era ainda muito novo e o então jovem canal de televisão português, SIC, fazia as primeiras emissões. Depois disso voltei a vê-lo noutros canais de televisão espanhóis e até em VHS, ora dobrado em espanhol ora em inglês. Mas a primeira visualização de I giorni dell'ira (1967) foi desde logo na sua versão original, isto é falado em italiano. Ainda que este não tenha sido o primeiro western que assisti falado nessa língua, foi neste em que pela primeira vez reflecti sobre a nacionalidade daqueles tipos que tinha dentro da caixa mágica. Não eram afinal verdadeiros gringos, mas sim na sua maioria europeus como eu. E aquele oeste selvagem que mostravam, afinal não era mais do que as áridas paisagens mediterrâneas, muitas delas aqui bem ao lado de mim.
A minha devoção por este filme tornou-se grande ao longo dos anos e sem grandes hesitações considero ainda hoje que tenha qualidades suficientes para figurar num hipotético “spaghetti top 10” pessoal, surgindo nas minhas preferências logo após as obras-mestras de Sergio Leone. Foi por isso com muito prazer que algures em 2008, aquando de uma viagem de trabalho que fiz a Madrid, finalmente encontrei à venda uma cópia em DVD deste filme que me permitiria fazer a substituição da já gasta cassete VHS pirata lá de casa. Foi aliás através desta compra que tomei conhecimento da existência da excelente “La colección sagrada del spaghetti western”, editada en tierras de nuestros hermanos pela Impulso. Esta colecção merece algumas linhas, dada a qualidade e raridade de alguns dos seus títulos, entre os quais destaco películas de grande valor inéditas em Portugal como, Lo voglio morto (1968), Un treno per Durango (1968), Una pistola per cento bare (1968) ou Una nuvola di polvere... un grido di morte... arriva Sartana (1971).

I giorni dell'ira, lançado por estas paragens como “Gigantes em duelo”, foi o segundo filme dirigido por Tonino Valerii (Per il gusto di uccidere, Una ragione per vivere e una per morire, Il mio nome è Nessuno). Valerii ao contrário do elenco de actores que teve à sua disposição – ambos com louros recolhidos – tinha ainda que demonstrar o seu valor, objectivo que atingiu com o seu empenho no projecto, que passou não só pela realização mas também pelo argumento (adaptado do romance “Der Tod ritt dienstags"). Este conta-nos a história de Scott (Giuliano Gemma), um pacato rapaz que sonha um dia ser um grande pistoleiro, mas que por circunstâncias de uma vida dura se vê relegado para as árduas e indesejadas tarefas de limpeza na cidade de Clifton. Comummente enxovalhado pelos respeitáveis cidadãos locais, Scott vê na chegada à cidade de um tal Frank Talby (Lee Van Cleef) a sua grande oportunidade de aprender a manejar o colt e assim impor o respeito aqueles que sempre o humilharam. Talby que se revelará um implacável pistoleiro, acaba eventualmente por se tornar o seu mentor, incutindo-lhe assim os seus ensinamentos, permito-me chamar-lhe uma espécie de mandamentos do pistoleiro! Os momentos em que Talby instrui as lições a Scott, são mesmo alguns dos pontos altos da narrativa do filme, sempre eficazmente acompanhados por uma magnífica trilha sonora de Riz Ortolani (Requiescant, La notte dei serpenti) - característica que provavelmente foi aprendida por Valerii nos tempos em que trabalhou como assistente de Sergio Leone. Talby, como rato velho que é, surge então com um esquema para chantagear e dominar a cidade. Aproveitando-se da então criada relação com Scott de mestre/aprendiz, para fazer deste o seu guarda-costas pessoal. Depostos do poder, os corruptos e até então pouco amistosos habitantes de Clifton tentarão convencer Scott a livrar-se de Talby e do seu então criado bando de bandidos. E mais não conto sob pena de desvendar demasiado da história do filme.

Este é sem dúvida o meu filme favorito de Valerii, de quem admito ser grande adepto, conto em breve voltar a debruçar-me sobre mais um título da sua obra. Quem também parece ser apreciador do cinema de Valerii, é George Lucas. Aparentemente o mestre da ficção-ciêntifica terá declarado ser apreciador de western-spaghetti, facto mais que suficiente para muitos terem já especulado sobre o paralelo entre as personagens de I giorni dell'ira com as de Star Wars. Dá que pensar!
Um excelente argumento, superiormente interpretado por um elenco muito bem escolhido, que não se esgota de modo algum nas já então estrelas do cinema europeu - Lee Van Cleef e Giuliano Gemma - associado a uma cuidada escolha de cenários, filmagem e montagem de se lhe tirar o chapéu, e claro, uma inesquecível trilha sonora; fazem de I giorni dell'ira um clássico imperdível!
A minha devoção por este filme tornou-se grande ao longo dos anos e sem grandes hesitações considero ainda hoje que tenha qualidades suficientes para figurar num hipotético “spaghetti top 10” pessoal, surgindo nas minhas preferências logo após as obras-mestras de Sergio Leone. Foi por isso com muito prazer que algures em 2008, aquando de uma viagem de trabalho que fiz a Madrid, finalmente encontrei à venda uma cópia em DVD deste filme que me permitiria fazer a substituição da já gasta cassete VHS pirata lá de casa. Foi aliás através desta compra que tomei conhecimento da existência da excelente “La colección sagrada del spaghetti western”, editada en tierras de nuestros hermanos pela Impulso. Esta colecção merece algumas linhas, dada a qualidade e raridade de alguns dos seus títulos, entre os quais destaco películas de grande valor inéditas em Portugal como, Lo voglio morto (1968), Un treno per Durango (1968), Una pistola per cento bare (1968) ou Una nuvola di polvere... un grido di morte... arriva Sartana (1971).

I giorni dell'ira, lançado por estas paragens como “Gigantes em duelo”, foi o segundo filme dirigido por Tonino Valerii (Per il gusto di uccidere, Una ragione per vivere e una per morire, Il mio nome è Nessuno). Valerii ao contrário do elenco de actores que teve à sua disposição – ambos com louros recolhidos – tinha ainda que demonstrar o seu valor, objectivo que atingiu com o seu empenho no projecto, que passou não só pela realização mas também pelo argumento (adaptado do romance “Der Tod ritt dienstags"). Este conta-nos a história de Scott (Giuliano Gemma), um pacato rapaz que sonha um dia ser um grande pistoleiro, mas que por circunstâncias de uma vida dura se vê relegado para as árduas e indesejadas tarefas de limpeza na cidade de Clifton. Comummente enxovalhado pelos respeitáveis cidadãos locais, Scott vê na chegada à cidade de um tal Frank Talby (Lee Van Cleef) a sua grande oportunidade de aprender a manejar o colt e assim impor o respeito aqueles que sempre o humilharam. Talby que se revelará um implacável pistoleiro, acaba eventualmente por se tornar o seu mentor, incutindo-lhe assim os seus ensinamentos, permito-me chamar-lhe uma espécie de mandamentos do pistoleiro! Os momentos em que Talby instrui as lições a Scott, são mesmo alguns dos pontos altos da narrativa do filme, sempre eficazmente acompanhados por uma magnífica trilha sonora de Riz Ortolani (Requiescant, La notte dei serpenti) - característica que provavelmente foi aprendida por Valerii nos tempos em que trabalhou como assistente de Sergio Leone. Talby, como rato velho que é, surge então com um esquema para chantagear e dominar a cidade. Aproveitando-se da então criada relação com Scott de mestre/aprendiz, para fazer deste o seu guarda-costas pessoal. Depostos do poder, os corruptos e até então pouco amistosos habitantes de Clifton tentarão convencer Scott a livrar-se de Talby e do seu então criado bando de bandidos. E mais não conto sob pena de desvendar demasiado da história do filme.

Este é sem dúvida o meu filme favorito de Valerii, de quem admito ser grande adepto, conto em breve voltar a debruçar-me sobre mais um título da sua obra. Quem também parece ser apreciador do cinema de Valerii, é George Lucas. Aparentemente o mestre da ficção-ciêntifica terá declarado ser apreciador de western-spaghetti, facto mais que suficiente para muitos terem já especulado sobre o paralelo entre as personagens de I giorni dell'ira com as de Star Wars. Dá que pensar!
Um excelente argumento, superiormente interpretado por um elenco muito bem escolhido, que não se esgota de modo algum nas já então estrelas do cinema europeu - Lee Van Cleef e Giuliano Gemma - associado a uma cuidada escolha de cenários, filmagem e montagem de se lhe tirar o chapéu, e claro, uma inesquecível trilha sonora; fazem de I giorni dell'ira um clássico imperdível!
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