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22/04/2019

La Banda J. & S. cronaca criminale del Far West (1972 / Realizador: Sergio Corbucci)

Anno Domini 1972: estreia “Sonny and Jed” (título internacional). O ator cubano Tomas Milian, ainda com a mesma boina à Che Guevara que usara anteriormente com Corbucci, é o protagonista do filme. Mas o cineasta italiano nunca foi coerente. Houve sempre altos e baixos. Corbucci tanto era capaz de sacar westerns geniais como também realizava umas larachas de meia-tigela. Mas vamos ao que interessa:O xerife Franciscus (Telly Savalas) anda atrás do bandido Jed Trigado (Tomas Milian). Numa das suas fugas, Jed cruza-se casualmente com Sonny (Susan George), uma moça loira, atraente e (ainda) virginal. Ela quer unir-se a Jed e seguir o caminho do crime.

Tomas Milian: uma espécie de Che Guevara de pacotilha!

Relutante, Jed aceita-a. Mas Sonny irá rapidamente perceber que essa vida não é fácil, especialmente porque Jed é bruto que nem uma camioneta de porcos e trata-a como um cão (aliás, abaixo de cão)!Refugiam-se numa casa de putas, Jed enfarda à bruta um prato de esparguete, Sonny dá coices porque não quer ser prostiputa, perdão, prostituta, Jed enxovalha-a constantemente, Sonny apanha uma puta de uma bebedeira, fica com a passareta aos saltos, há atração sexual entre ambos e… lenha para a máquina!

Ambos os protagonistas na casa de alterne.

Casam-se pela igreja, roubam o padre e iniciam uma sociedade de gamanço. Assaltam lojas, armazéns, casas de jogo, bancos, correios e a lei oferece 5 000 dólares pela captura de ambos. Mas o casal tão depressa anda à bulha como logo a seguir anda aos linguados e a enterrar a faca, tal como em época de cio!

Telly Savalas e a sua famosa careca!

O xerife Franciscus não desiste e vai até às últimas consequências para eliminar esta dupla, principalmente porque o xerife ficou cego quando foi atacado por Jed e Sonny. Eles que se ponham a pau porque Franciscus pode ter ficado cego mas de parvo não tem absolutamente nada.Para terminar, eis a frase de lançamento: “Ladrão, zombeteiro, generoso, sanguinário, imoral. Era assim o chefe do bando J. e S., que espalhou o terror no Novo México e no Texas”!

30/12/2016

Fora de tópico | "The Ugly Ones" & "Sonny and Jed"



Outra opção para gastarem os cobres que receberam no Natal, é esta nova double feature da Wild East. Nesta juntaram dois filmes protagonizados pelo nosso bem conhecido Tomas Milian. A encabeçar a edição temos "El precio de un hombre", o primeiro euro-western de Milian e um dos seus melhores, na modesta opinião deste escriba. A realização é do espanhol Eugenio Martín, e segundo apregoa a editora, esta versão tem um final diferente daquelas até agora editadas. O segundo filme do pacote é o apalhaçado "La banda J. & S. cronaca criminale del Far West", um dos westerns mais fracos de Sergio Corbucci.

14/09/2015

26/02/2013

A Town Called Hell (1971 / Realizador: Robert Parrish)

No ano quente de 1895, um grupo de rebeldes ataca uma pequena cidade mexicana. Depois de eliminarem todos os militares, irrompem pela igreja onde despacham mais uma boa porção dos habitantes da cidade, nem o padre escapa ao massacre! Passados dez anos uma mulher misteriosa e o seu capanga mal-encarado entram na cidade num carro fúnebre. Lá dentro segue um caixão vazio que a viúva pretende ocupar com o corpo do responsável pela morte do seu marido. Durante estes dez anos a cidade mudou, para pior diga-se. O bandido don Carlos (Telly Savalas) é agora o alcaide e a população é mantida com rédea curta. Sabendo da recompensa que a viúva pretende entregar aquele que indicar o nome do assassino, don Carlos rapidamente arranja um presumível culpado pelo acto. Mas a viúva não se dá por convencida com a farsa montada e as coisas começam então a correr mal para o canalha, que acaba por beber do próprio veneno, sendo baleado por um dos seus próprios homens. 


Por essa altura chega à cidade uma coluna do exército. E para nossa surpresa o seu líder é nada mais, nada menos do que um dos cabecilhas do massacre da década anterior. A tentação do dinheiro e do poder fê-lo mudar de «equipa» a meio do jogo. Tal como a viúva, também o Coronel (Martin Landau) está à procura de um homem. Este pretende saber qual a verdadeira identidade de Águila, o misterioso líder dos rebeldes. 

Quem parece ter ambas as informações é o padre da cidade (Robert Shaw), que o Coronel trata por «irlandês». Estranhamente o padre é também um dos rebeldes responsáveis pelo dito massacre, mas que vive agora em arrependimento pelo seu passado violento. Um arrependimento parcial, digo eu, já que o homem não dispensa os mimos da bela Paloma (Paloma Cela). 


"A Town Called Hell" não é um dos mais aclamados euro-westerns. Talvez porque sendo uma produção repartida entre britânicos e espanhóis, e executada por um realizador americano, apresente um estilo algo diferente das habituais colaborações ítalo-espanholas. Mas creio que o estilo gótico que Parrish mesclou com os elementos do «western zapata» e com alguns dos clichés do género, tem o mérito de sugar a atenção do espectador durante a sua cerca de hora e meia de fita.

Mas o melhor do filme é mesmo o elenco internacional, que é espectacular. Ora vejamos, temos o grego Telly Savalas (Una Ragione per vivere e una per morire) enquanto alcaide irascível, o inglês Robert Shaw (From Russia with Love) enquanto padre promíscuo, o americano Martin Landau (Mission: Impossible) enquanto Coronel de falsos idealismos e ainda mais um punhado de caras conhecidas dos fãs do género: Aldo Sambrell, Fernando Rey, Tito Garcia, Chris Huerta, etc. 


Estranho ou não, é um filme que vale a pena conferir. E felizmente até está disponível em várias edições DVD. Eu tenho a edição da editora espanhola Suevia - "Una Ciudad Llamada Bastarda" - que apresenta o filme com áudio espanhol e inglês mas que tem uma imagem bastante esbatida, por isso se poderem optem por uma versão melhorzita.


Mais alguns lobbys da «barbarolândia»:



Trailer:

09/08/2010

Una ragione per vivere e una per morire (1972 / Realizador: Tonino Valerii)


Ainda me lembro do primeiro contacto que tive com Uma Razão para Viver, Outra para Morrer, foi num daqueles trailers promocionais que a maioria dos videoclubes dos anos 80 faziam incluir nos minutos iniciais das suas cassetes de aluguer. Eram quase sempre selecções avulsas e pouco criteriosas, que por regra levaram com um convincente fast-forward da minha parte, mas dessa vez a manobra de marketing funcionou. Devo ter revisto o trailer meia dúzia de vezes. Era puto, e Bud Spencer era ainda uma referência nas minhas escolhas devido aos filmes da saga “Trinitá” e a comédias de acção como O Xerife Quebra-Ossos. Os poucos minutos em que se sequenciavam brutais cenas de acção, pejadas de tiroteios, explosões e apenas alguns resquícios de humor, pareceram-me extremamente cativantes e fora da habitual matriz cómica que estava habituado a ver em filmes protagonizados pelo gorducho. Conseguir deitar a mão a uma cópia do filme seria por isso o maior objectivo por esses tempos!


Realizado e co-escrito por Tonino Valerii (Gigantes em duelo), o filme não é muito mais do que uma transposição do sucesso Os doze Indomáveis Patifes para os tempos da guerra civil americana. Aqui, o Coronel Pembroke (James Coburn), um oficial do Exército da União acusado de traição, recruta seis condenados à forca e um sargento corrupto para uma missão suicida: Atacar o impenetrável Fort Holmam! Fortaleza outrora sob mãos da União e comandada pelo próprio Pembroke, que por entre linhas percebemos ter sido entregue aos confederados em condições pouco explícitas. A inexpugnabilidade da fortaleza desencoraja a recaptura por parte do exército, mas com uma perca de recursos mínima o Major Charles Ballard (José Suárez) concorda em fornecer a Pembroke a carne para canhão necessária. As razões que levam Pembroke a iniciar tão arriscada missão acabam entretanto por se revelar meramente pessoais, mas sobre isso mais não poderei contar sob pena de retirar o elemento surpresa do filme!

Com o seu recém formado mini-exército de pulhas, Pembroke terá de lidar com adversidades várias e as deslealdades sucedem-se obviamente a bom ritmo. Pembroke cria no entanto a ilusão da existência de um grande carregamento de ouro confederado no interior da fortaleza o que eventualmente bastará para unir o grupo num propósito único. A acção do filme decorre quase sempre a um ritmo lento, despoletando-se finalmente no explosivo assalto à fortaleza. E que bela sequência de acção essa, do melhor que o euro-western terá alguma vez alcançado. Nota-se claramente que "Uma Razão para Viver, Outra para Morrer" terá gozado de um generoso orçamento, e Valerii não o fez desperdiçar!


O elenco aqui reunido inclui para além do “enorme” Bud Spencer (que até chega a fazer um hilariante sprint numa das cenas), um James Coburn acabadinho de protagonizar o zapata-western de Sergio Leone (Aguenta-te, canalha) e Telly Savalas (que curiosamente também fez parte do elenco de Os doze Indomáveis Patifes) no papel do maníaco Major confederado. Para além disso contam-se ainda meia dúzia de caras habituais nos filmes de Valerii/Leone. Destaque para o caricato Benito Stefanelli, que desempenha um dos delinquentes salvo da forca.

Tonino Valerii era um tipo com talento, os seus spaghettis foram quase todos grandes sucessos de bilheteira. Mas este filme é ainda hoje desprezado por muita gente, que o considera demasiado violento e sem grande desenvolvimento das personagens. Com estes concordarei apenas parcialmente, pois também eu creio que a figura do Major Frank Ward (Telly Savalas) é claramente metade do que devia ter sido. Mas se o filme peca em argumento ganha em acção, aqui mais explosiva do que em qualquer outro filme do realizador italiano. Pessoalmente continuo a crer que entre todas as abordagens que o tema “men on a mission” teve no spaghetti-western, este será o filme mais bem conseguido. O filme chegou mesmo a ser lançado em alguns países como “Massacre at Fort Holmam” o que faz justiça à brutal carnificina em que o filme capitula.

Este título não está infelizmente disponível em formato DVD no mercado Português, mas existem por aí bastantes edições. Por um golpe de sorte reencontrei-o há alguns anos atrás num dia de compras em Badajoz, ali do outro lado da fronteira. As especificações não são as melhores, resumindo-se à inclusão do filme em formato 4:3 num áudio mono e sem opções linguísticas para além da trilha em espanhol. Por isso recentemente resolvi fazer justiça à afeição que tenho pelo filme, adquirindo a edição americana da Wild East, que como habitual faz compilar às suas apresentações nos formatos originais, uma série de extras (galerias, trailer e outros vídeos promocionais). Recomendo!



Trailer