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02/02/2015
28/04/2014
27/01/2014
26/11/2013
Il prezzo del potere (1969 / Realizador: Tonino Valerii)
Estamos em Dallas, Texas, pouco depois do final da Guerra Civil. As feridas entre Norte e Sul ainda não sararam. O presidente dos Estados Unidos da América está de visita oficial à cidade. O ambiente que se vive é tenso. Os sentimentos dos cidadãos em relação ao homem mais importante do país são ambíguos. Os serviços responsáveis pela segurança do presidente suspeitam de um atentado mas não encontram indícios suficientes. Nos bastidores, entidades poderosas alinham estratégias para eliminar o presidente. O jovem Bill Willer salva o comboio da comitiva presidencial de um atentado bombista numa ponte próxima de Dallas. Apesar dos conselhos de Willer, o presidente insiste na sua campanha pela cidade mesmo sabendo que a sua vida corre perigo. Pouco depois, a comitiva desfila pelas ruas de Dallas em grande estilo. O presidente vai na carroça ao lado da sua esposa, ambos acompanhados por seguranças.
Ninguém se apercebe que há uma arma apontada ao presidente pronta a disparar. O atirador puxa o gatilho e acerta em cheio no alvo. O pânico e a confusão instalam-se. O corpo de segurança e os agentes de autoridade procuram o culpado e depressa detêm um homem, que se diz inocente. O pandemónio é geral. O presidente é levado para o hospital. A nação está em suspenso. Pouco depois, é oficial: o Presidente dos Estado Unidos morreu. Seguem-se as diligências necessárias para descobrir como foi possível o atentado, quem foram os responsáveis e porquê? Alguma semelhança com o célebre assassinato de John Fitzgerald Kennedy não é pura coincidência!
Ninguém se apercebe que há uma arma apontada ao presidente pronta a disparar. O atirador puxa o gatilho e acerta em cheio no alvo. O pânico e a confusão instalam-se. O corpo de segurança e os agentes de autoridade procuram o culpado e depressa detêm um homem, que se diz inocente. O pandemónio é geral. O presidente é levado para o hospital. A nação está em suspenso. Pouco depois, é oficial: o Presidente dos Estado Unidos morreu. Seguem-se as diligências necessárias para descobrir como foi possível o atentado, quem foram os responsáveis e porquê? Alguma semelhança com o célebre assassinato de John Fitzgerald Kennedy não é pura coincidência!
Com este filme, o realizador Tonino Valerii (I giorni dell'ira, Una ragione per vivere e una per morire, etc.) faz uma viagem no tempo e transporta para o Velho Oeste o drama que foi o assassinato do chefe da nação americana em 1963. A mesma cidade, o mesmo estado, os mesmos interesses obscuros de alguns notáveis, a cumplicidade das autoridades e dos serviços secretos, a detenção de um bode expiatório e a sua inexplicável morte, o mesmo desfecho trágico. Este western navega nas águas turbulentas da alta esfera da política americana. É uma narração sólida dos acontecimentos de Dallas em 1963 durante a administração Kennedy. Foi também um dos momentos mais chocantes da segunda metade do século XX e que Valerii captou e registou de forma inteligente.
Para ajudar, o projeto ainda contou com nomes de respeito como Giuliano Gemma, Antonio Casas, Van Johnson, Benito Stefanelli e Fernando Rey. Hoje, passados 50 anos, ainda não há certezas sobre o atentado mas uma coisa é certa: há uma linha muito ténue entre ser o homem mais poderoso do mundo e ser só mais um cadáver na morgue.
Trailer:
28/05/2013
20.000 dollari sporchi di sangue (1968 / Realizador: Alberto Cardone)
Neste filme, Alberto Cardone demostra mais vez como se magica um western decente sem ter de levar as contas do banco a zeros. Rodeia-se antes de um punhado de actores de talentos comprovados (Brett Halsey, Fernando Sancho, Antonio Casas), prepara um bom argumento com alguns dos parceiros do costume (Ugo Guerra, Vittorio Salerno) e o resto vem com a capacidade de desenrascanço que lhe é conhecida. Afastando-se da linha mais comum do género, que também ele explorou nalguns dos seus primeiros westerns-spaghetti (L'ira di Dio, 20.000 dollari sul 7), encaminha desta vez a acção para os campos do thriller, abordando uma problemática bem mais contemporânea: o sequestro!
Uma criança é sequestrada por um bando de encapuzados. A condição que os bandidos colocam para a sua libertação é a entrega de uma maquia de 20000 dólares. A mãe da criança acede imediatamente às exigências dos sequestradores mas as coisas complicam-se quando os homens encarregues de recolher o dinheiro do resgate são emboscados e a guita desaparece. Um desses homens é o alcoólatra Fred Leinster, que se havia associado aos bandidos sem imaginar que uma criança estava a ser usada no processo. Deixado para trás como morto, rapidamente é apontado como responsável pelo acto mas consegue ilibar-se e a consciência volta a fermentar-lhe o cérebro enfrentando ele próprio o bando de raptores.
Pessoalmente, não morro de amores por nenhum filme que tenha visito com Brett Halsey à cabeça (Roy Colt e Winchester Jack, Oggi a me... domani a te!, etc.), creio mesmo que tenha sido uma das estrelas menos brilhantes que o western-spaghetti conheceu, mas estranhamente acho que ao menos desta vez conseguiu convencer no papel de Fred Leinster. Um antigo xerife que caí na desgraça depois de ser injustamente acusado pela morte da própria família.
Sejamos claros, Cardone era um individuo competente e fez alguns westerns interessantes (Mille dollari sul nero, Sette dollari sul rosso), mas a maioria apenas supera ligeiramente a média de qualidade do género. E este “20.000 dollari sporchi di sangue”, tal como a maioria dos seus outros spaghettis jamais atingirá o estatuto de culto que muitos dos filmes dessa época têm vindo a ganhar décadas depois do seu lançamento original. Sobretudo devido ao seu ritmo, demasiado lento para um western à moda europeia, quase órfão de cenas de acção! Depois de “20.000 dollari sporchi di sangue”, Cardone colaborou ainda com John Guillermin em “El Condor”, e desligar-se-ia então de vez dos westerns.
20/11/2012
Una Pistola per Ringo (1965 / Realizador: Duccio Tessari)
A lenda começou quando um jovem italiano alto, forte, atlético e bem parecido começou a trabalhar no cinema na década de 50. A sua capacidade física abriu-lhe portas como duplo e gradualmente começou a subir na hierarquia do cinema italiano. A sua presença agradou a alguns cineastas e até teve a honra de figurar como centurião romano em duas sequências de grande épico “Ben-Hur”. Lucchino Visconti também o quis em “Il Gattopardo”, ao lado de Alain Delon, Claudia Cardinale e um tal Mario Girotti (Terence Hill). A enorme quantidade de filmes épicos em Itália foi a oportunidade que este jovem duplo precisava para ascender ao estatuto de ator. Em 1962, o cineasta italiano Duccio Tessari pretendia fazer um “peplum” e convidou o jovem duplo para protagonizar o seu filme “Arrivano i Titani”.
A partir daí começou uma longa relação profissional (e de amizade) entre Duccio Tessari e Giuliano Gemma. Mas o “peplum” tinha os dias contados e esse género cinematográfico morreu quase tão rápido como surgiu. Os realizadores italianos voltavam-se agora para os westerns e a dupla Tessari / Gemma já tinha uma carta na manga. Em 1965, viajaram até Almería e começaram a fazer um western cujo personagem principal era um pistoleiro ganancioso chamado Ringo. O filme, intitulado “Una Pistola per Ringo”, foi um grande sucesso de bilheteira e transformou Giuliano Gemma num ídolo. O seu nome passou a ser mundialmente conhecido e o patético pseudónimo que tinha (Montgomery Wood) desapareceu para sempre.
O nome “Ringo” provocou uma cobiça intensa em muitos outros cineastas e produtores, que mudavam o nome do protagonista apenas para tentar lucrar mais algum dinheiro mas nenhum alcançou o mesmo sucesso do original. Houve apenas uma sequela oficial produzida no mesmo ano com a mesma equipa técnica e com o mesmo elenco. “Il Ritorno di Ringo” é uma visão mais pessimista e violenta do personagem, embora o enredo não tenha nenhuma ligação com o filme anterior. Ambos os filmes são hoje marcos importantes dos westerns-spaghetti e percebe-se porquê.
Duccio Tessari sempre foi um realizador competente e aqui não é exceção. O excelente trabalho de Francisco Marin como diretor de fotografia e de Ennio Morricone como compositor faz toda a diferença. Giuliano Gemma sente-se totalmente confortável a manejar um colt, a cavalgar, a lutar e a fazer acrobacias. O restante elenco que acompanhou tudo isto não deixa margem para dúvidas. Quem pode pôr em causa a qualidade de atores como Fernando Sancho, George Martin, Antonio Casas ou Nieves Navarro? “Una Pistola per Ringo” é um bom filme, não tão bom como a sequela, e vale fundamentalmente pela atuação enérgica e carismática de um tal jovem italiano que responde pelo nome de Giuliano Gemma.
A partir daí começou uma longa relação profissional (e de amizade) entre Duccio Tessari e Giuliano Gemma. Mas o “peplum” tinha os dias contados e esse género cinematográfico morreu quase tão rápido como surgiu. Os realizadores italianos voltavam-se agora para os westerns e a dupla Tessari / Gemma já tinha uma carta na manga. Em 1965, viajaram até Almería e começaram a fazer um western cujo personagem principal era um pistoleiro ganancioso chamado Ringo. O filme, intitulado “Una Pistola per Ringo”, foi um grande sucesso de bilheteira e transformou Giuliano Gemma num ídolo. O seu nome passou a ser mundialmente conhecido e o patético pseudónimo que tinha (Montgomery Wood) desapareceu para sempre.
O nome “Ringo” provocou uma cobiça intensa em muitos outros cineastas e produtores, que mudavam o nome do protagonista apenas para tentar lucrar mais algum dinheiro mas nenhum alcançou o mesmo sucesso do original. Houve apenas uma sequela oficial produzida no mesmo ano com a mesma equipa técnica e com o mesmo elenco. “Il Ritorno di Ringo” é uma visão mais pessimista e violenta do personagem, embora o enredo não tenha nenhuma ligação com o filme anterior. Ambos os filmes são hoje marcos importantes dos westerns-spaghetti e percebe-se porquê.
Duccio Tessari sempre foi um realizador competente e aqui não é exceção. O excelente trabalho de Francisco Marin como diretor de fotografia e de Ennio Morricone como compositor faz toda a diferença. Giuliano Gemma sente-se totalmente confortável a manejar um colt, a cavalgar, a lutar e a fazer acrobacias. O restante elenco que acompanhou tudo isto não deixa margem para dúvidas. Quem pode pôr em causa a qualidade de atores como Fernando Sancho, George Martin, Antonio Casas ou Nieves Navarro? “Una Pistola per Ringo” é um bom filme, não tão bom como a sequela, e vale fundamentalmente pela atuação enérgica e carismática de um tal jovem italiano que responde pelo nome de Giuliano Gemma.
Mais algum material promocional:
Trailer:
23/04/2012
Minnesota Clay (1965 / Realizador: Sergio Corbucci)
Depois de dividir créditos com Albert Band em “Massacro al Grande Canyon”, Sergio Corbucci consegue finalmente o financiamento necessário para lançar o seu primeiro western em nome próprio. Talvez devido a alguma inexperiência, “Minnesota Clay” é um filme tosco, devendo bastante aos padrões do western norte-americano. Mas curiosamente a inspiração para o filme até foi a mesma que levou Sergio Leone a realizar o seminal “Per un pugno di dollari”.
Tal como fizera com Leone, Enzo Barboni também recomendaria a Sergio Corbucci que assistisse a “Yojimbo”. Ambos os Sergios ficaram tão impressionados que decidiram fazer as suas próprias versões do filme japonês, mas neste braço de ferro Corbucci perderia para Leone, quer em timing quer em qualidade do produto final.
O infalível Xerife Minnesota Clay (Cameron Mitchell) é condenado por um crime que não cometeu e relegado para o campo de trabalhos forçados. Aí permanece durante anos até que um dia aproveita a oportunidade de escapar. Os anos que passara na prisão militar prejudicaram-lhe gravemente as suas capacidades visuais, mas ainda assim arrisca voltar ao seu território com o propósito de confrontar os responsáveis pela sua condenação e limpar o seu nome.
Ao regressar deparar-se-á com uma região encurralada por dois bandos. Um deles é liderado por Fox – que substitui Clay no cargo de xerife – um biltre que explora os habitantes da cidade em troco de uma suposta protecção. A razão para essa nomeação fora justamente a necessidade de protecção de outro grupo agressor, este constituído por uns bandidos mexicanos a mando do General Ortiz (a primeira de muitas interpretações de Fernando Sancho enquanto líder de um bando de fora-da-lei mexicanos). E tal como «o homem sem nome» de Leone, também Clay se envolve no meio dos dois bandos rivais, acabando por aniquilar ambos.
“Minnesota Clay” não ficaria para a história como um grande western-spaghetti, e para isso muito contribuiu a introdução de alguns enfadonhos discursos à moda dos westerns clássicos americanos, mas sobretudo pela existência de sequências desprovidas de qualquer sentido lógico. Apesar disso notam-se já aqui alguns dos traços sádicos que o realizador haveria de imputar à maioria dos seus heróis.
Tal como aconteceria anos mais tarde com o seu opus magnum – “Il grande silenzio” – foram feitas duas versões do filme, diferindo entre elas o grande final da trama. Na versão original italiana, Clay aparece estendido nas ruas da cidade após o duelo com Fox (Georges Rivière), mas na cena seguinte ele surge recuperado e agora munido de uns uteis óculos que acaba por lançar ao ar, baleando-os em seguida num estilo badass muito pouco credível para o espectador que acaba de ver o que aquele homem passou devido à sua falta de visão. A versão americana apesar de imposta pela distribuidora norte-americana, funciona muito melhor. Nesta, Clay permanece estendido no chão após o duelo com Fox e o filme acaba.
Tal como aconteceria anos mais tarde com o seu opus magnum – “Il grande silenzio” – foram feitas duas versões do filme, diferindo entre elas o grande final da trama. Na versão original italiana, Clay aparece estendido nas ruas da cidade após o duelo com Fox (Georges Rivière), mas na cena seguinte ele surge recuperado e agora munido de uns uteis óculos que acaba por lançar ao ar, baleando-os em seguida num estilo badass muito pouco credível para o espectador que acaba de ver o que aquele homem passou devido à sua falta de visão. A versão americana apesar de imposta pela distribuidora norte-americana, funciona muito melhor. Nesta, Clay permanece estendido no chão após o duelo com Fox e o filme acaba.
Apesar das suas imperfeições, explicáveis pela prematura fase em que foi lançado, “Minnesota Clay” fez algum sucesso e marcou até um ponto de viragem no género. Foi o primeiro western italiano em que o realizador ostentou o seu nome de baptismo nos créditos deixando para trás os pseudónimos americanizados, até aí utilizados por todas as produtoras italianas. E depois disto Sergio Corbucci haveria de recuperar algumas ideias base deste “Minnesota Clay” no seu primeiro grande sucesso, “Django”. Esse sim, um western capaz de agradar a gregos e troianos!
“Minnesota Clay” está disponível em diversas edições DVD, a que possuo é uma edição sul-americana lançada pela editora Argentina, DSX Films. Edição que adquiri via venda online em meados de 2008, e que graças a uma favorável taxa de conversão entre o peso argentino e o euro, revelou-se uma pechincha. Relatos de outros compradores indicam que alguns dos DVDs desta editora não primam pela qualidade de imagem, mas esta edição específica é bastante boa, o filme aparece num widescreen cristalino, com áudio original italiano e legendas opcionais em espanhol.
Mais um grande slogan: "Deus criou os homens diferentes, o colt tornou-os iguais". Aqui ficam mais algumas imagens promocionais:
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