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2016/07/11
2015/01/13
Corri uomo corri (1968 / Realizador: Sergio Sollima)
Manuel “Cuchillo” Sanchez é um personagem criado por Sergio Sollima, realizador de renome e homem de esquerda. Sollima não quis um herói taciturno, veloz e imbatível nos momentos cruciais com a pistola. Cuchillo é um simples homem do campo, um pobre peão mexicano tagarela que não usa armas de fogo porque, segundo o cineasta, “é demasiado primitivo para isso”. Embora seja ignorante em letras Cuchillo também tem armas valiosas: a sua astúcia, a sua perspicácia, a sua capacidade de reação e… o manejo perfeito de facas. A vida de Cuchillo é tudo menos faustosa e vive uma relação de altos e baixos com a bela Dolores. Um pequeno delito leva-o à prisão onde partilha a cela com Ramirez, um intelectual que apoia o movimento revolucionário e a queda do atual governo.
Ambos conseguem fugir e Ramirez já tem em mente um plano: resgatar o ouro escondido para financiar a revolução. O destino é cruel e Ramirez é morto a tiro sem poder revelar o segredo, conseguindo apenas mencionar a cidade de Barton City. Cuchillo encaminha-se para lá mas o trajeto está cheio de obstáculos. Estará a revolução mexicana nas mãos de um mísero e insignificante peão?
Sergio Sollima não seguiu o caminho da esmagadora maioria dos seus colegas. Fez muito poucos westerns porque ele próprio achava que o subgénero já tinha perdido a credibilidade. Dizia que o que começou por ser uma bonita forma de arte depressa se tornou numa paródia que nunca mais podia ser levada a sério. Em “Corri Uomo Corri” os intérpretes cumprem sem mácula o seu papel: Donald O’Brien como pistoleiro / mercenário americano, José Torres como intelectual / poeta, John Ireland como líder de um grupo revolucionário, Nello Pazzafini como brutamontes e Tomas Milian a liderar como “Cuchillo”.
Uma nota de destaque para as duas belezas femininas deste filme na pessoa de Linda Veras e Chelo Alonso. Conclui-se então que Cuchillo tinha dois amores: uma loira e uma morena, tal como diziam as imortais palavras de Marco Paulo!
Ambos conseguem fugir e Ramirez já tem em mente um plano: resgatar o ouro escondido para financiar a revolução. O destino é cruel e Ramirez é morto a tiro sem poder revelar o segredo, conseguindo apenas mencionar a cidade de Barton City. Cuchillo encaminha-se para lá mas o trajeto está cheio de obstáculos. Estará a revolução mexicana nas mãos de um mísero e insignificante peão?
Sergio Sollima não seguiu o caminho da esmagadora maioria dos seus colegas. Fez muito poucos westerns porque ele próprio achava que o subgénero já tinha perdido a credibilidade. Dizia que o que começou por ser uma bonita forma de arte depressa se tornou numa paródia que nunca mais podia ser levada a sério. Em “Corri Uomo Corri” os intérpretes cumprem sem mácula o seu papel: Donald O’Brien como pistoleiro / mercenário americano, José Torres como intelectual / poeta, John Ireland como líder de um grupo revolucionário, Nello Pazzafini como brutamontes e Tomas Milian a liderar como “Cuchillo”.
Uma nota de destaque para as duas belezas femininas deste filme na pessoa de Linda Veras e Chelo Alonso. Conclui-se então que Cuchillo tinha dois amores: uma loira e uma morena, tal como diziam as imortais palavras de Marco Paulo!
Trailer:
2013/07/22
2013/03/26
La sfida dei MacKenna (1970 / Realizador: León Klimovsky)
Filme tardio do argentino León Klimovsky, em que se volta a reunir a dupla de protagonistas testada em “Quel caldo maledetto giorno di fuoco” - John Ireland e Robert Woods - lançado um par de anos antes. A dupla funcionou bem nesse primeiro contacto razão que consegue aditar algum interesse sobre este “La sfida dei MacKenna”, que não sendo grande espingarda é provavelmente o mais razoável dos westerns de Klimovsky, que como se sabe não primou por uma carreira de grande brilhantismo (não foi por acaso que um dos seus filmes apareceu no nosso ciclo de «Spaghettis que prejudicam gravemente a saúde»).
Diz quem sabe que o projecto terá sido uma aposta pessoal de John Ireland mas o nome do actor não é confirmado nos respectivos créditos do filme. Já o nome de Edoardo Mulargia aparece escarrapachado nos mesmos. Ora como se sabe, Mulargia assumiu por diversas vezes a posição de realizador – lembremo-nos de “Cjamango”, “La taglia è tua... l'uomo l'ammazzo io” ou “W Django!” – o que têm levantado algumas questões sobre o verdadeiro alcance do seu envolvimento neste filme.
Conhecendo o histórico de Klimovsky, que por diversas vezes se limitara a emprestar o seu nome a filmes em que não participou com uma gota de suor, não é de admirar que Mulargia tenha assumido as rédeas em determinados momentos. A verdade provavelmente nunca se conhecerá mas relatos de Woods e Ireland corroboram a ideia de que o argentino não se interessava muito pelo assunto.
John Ireland interpreta Jonas, um forasteiro que se vagabundeia no sítio errado. Um jovem acaba de ser enforcado por Don Diego e pelo maníaco do seu filho, Chris. Tudo porque teve a infelicidade de se envolver com a filha do patriarca sem a sua permissão. Don Diego deixa o corpo do enforcado e a própria filha para trás, mas Jonas ao chegar ao local faz o seu dever de bom cristão. Enterra o desgraçado e acompanha a rapariga de volta a casa. Não sabendo porém que o responsável pelo assassínio se trata do pai da cachopa. Don Diego não fica contente por saber que o corpo foi enterrado nas suas terras e Jonas acaba por se tornar alvo dos seus mimos.
Woods que pela primeira vez encarna o papel de vilão da fita, não compromete. O seu personagem, Chris, é um bon vivant mexicano de tiques algo psicóticos mas cujos comportamentos agaiatados dificilmente intimidam quem quer que seja. Muito menos o experiente Jonas, em tempos um homem de Deus que apesar de desviado dos caminhos do Senhor, tenta evitar a quebra dos dez mandamentos. Tarefa que não se lhe há-de revelar nada fácil. Um papel interessante para este americano, só é pena que não tenha dado o corpo ao manifesto nas cenas de punhada, em que também por culpa de uma fraca fotografia se revela claramente o uso de um duplo.
Não vos digo que o filme é uma perca de tempo completa mas também não posso negar que é bastante enfadonho. O arranque copiado de “Cimitero senza croci” parece pujante mas a transição entre o clima dramático que se pretendeu embeber não se mescla de uma forma coerente com a acção exigida a um western. E o interesse do mais resistente dos espectadores tende em esmorecer. Foi o que aconteceu comigo nas duas vezes que o vi…
Mais alguns lobbys bonitos:
Mais alguns lobbys bonitos:
2013/03/12
Quel caldo maledetto giorno di fuoco (1968 / Realizador: Paolo Bianchini)
A sangrenta Guerra Civil Americana entre os estados do Norte e os estados do Sul continua. O conflito está equilibrado mas aos poucos o Norte começa a ganhar cada vez mais terreno. As altas patentes militares e a administração do presidente Lincoln estudam estratégias que permitam decidir a guerra a seu favor. Os serviços secretos convenceram Gatling a apoiar a sua causa. Este contribui com uma invenção da sua autoria que irá revolucionar o poderio militar do exército: uma metralhadora!
Do outro lado da barricada, os espiões sulistas apercebem-se da jogada e preparam-se para agir. Numa operação de espionagem perfeita, os poucos indivíduos que estão a par do assunto são assassinados e Gatling é raptado. Esta jogada poderá representar uma inversão nos destinos do conflito e toda a máquina de guerra ianque entra em pânico! Numa situação extrema opta-se por medidas extremas.
Numa prisão militar está Chris Tanner (Robert Woods), ex-militar e agente da Pinkerton acusado e julgado por alta traição. Ele é o único suficientemente competente para resolver este caso. Tanner aceita a missão em troca de um perdão presidencial e dispõe apenas de 30 dias para investigar. A partir de agora, o futuro do país está nas mãos deste homem.
Este foi um dos muitos filmes protagonizados por Robert Woods (Black Jack, La Taglia è tua... l'uomo l'ammazzo io), ator americano que trabalhou intensamente nos anos áureos (e crepusculares) dos westerns italianos. Com ele estão também John Ireland, Evelyn Stewart, Rada Rassimov, Furio Meniconi e Roberto Camardiel. Ao vermos este filme percebemos logo que se trata de uma produção de segunda linha que não causa grande impacto. O tiroteio noturno no cemitério é o momento mais interessante de todo o filme. Tudo o resto é, a meu ver, perfeitamente banal…
Do outro lado da barricada, os espiões sulistas apercebem-se da jogada e preparam-se para agir. Numa operação de espionagem perfeita, os poucos indivíduos que estão a par do assunto são assassinados e Gatling é raptado. Esta jogada poderá representar uma inversão nos destinos do conflito e toda a máquina de guerra ianque entra em pânico! Numa situação extrema opta-se por medidas extremas.
Numa prisão militar está Chris Tanner (Robert Woods), ex-militar e agente da Pinkerton acusado e julgado por alta traição. Ele é o único suficientemente competente para resolver este caso. Tanner aceita a missão em troca de um perdão presidencial e dispõe apenas de 30 dias para investigar. A partir de agora, o futuro do país está nas mãos deste homem.
Trailer:
2013/03/04
2013/01/24
Fora de tópico | Lançamento "Django spricht kein Vaterunser"
A «Django-mania» não dá tréguas, mas clarifique-se que o sobrenome usado neste "Django spricht kein Vaterunser" não é mais do que uma das dezenas de capitalizações engendradas nos anos dourados do western-spaghetti pelos nossos benfeitores alemães. "Quel caldo maledetto giorno di fuoco" - titulo original - é mais um bom filme de Paolo Bianchini (o tal de "Lo voglio morto") que já há muito pedia uma edição anglo-saxónica, que não fosse refém das codificações regionais norte-americanas. Vale a pena descobrir!
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Savoy Film
2012/11/12
2012/04/16
2012/04/09
Fora de tópico | Lançamento "Hate for Hate"
Não param de chegar noticias sobre agendamento de edições dedicadas ao euro-western. O senhor que se segue é o desconhecido "Odio per odio", filme protagonizado por Antonio Sabato e John Ireland, que até ver apenas estava disponível via edição da Ocean Pictures, que como se sabe não é famosa pela sua flexibilidade no que toca a distribuição para fora das fronteiras brasileiras.
Esta nova edição tem a mão da Warner Brothers e estará disponível a partir de 25 de Abril. Interessados poderão verificar as especificações desta edição seguindo este link.
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2011/08/15
2010/09/13
T'ammazzo!... Raccomandati a Dio (1968 / Realizador: Osvaldo Civirani)
Ainda não passou muito tempo desde que alguém lançou na internet o boato de que o actor George Hilton teria falecido. A notícia surgiu com toda a modernidade que nos é contemporânea - via rede social Facebook - provocando algum alarido entre os apreciadores de euro-westerns, giallos e afins. O que demonstrou o quão grande é o carinho que muitos ainda mantêm pelo actor de origem Uruguaia, que nos anos de ouro do spaghetti-western fez carreira no cinema europeu, onde protagonizou algumas das mais míticas personagens do género: Sartana, Hallelujah ou Tresette. As notícias da sua morte mostraram-se felizmente um logro, mas serviram pelo menos para que se reflectisse sobre a quantidade de filmes protagonizados por Hilton que não tiveram ainda uma merecida edição perceptível em formato DVD. O western-spaghetti de tendências cómicas T'ammazzo! - Raccomandati a Dio é um desses títulos perdidos.George Hilton interpreta Glenn Reno, um falso padre que assiste às cerimónias fúnebres do bandido Roy Fulton (Gordon Mitchel). O enterro decorre sob a atenção do xerife local, mas rapidamente se percebe tratar de um embuste, já que em vez do corpo de Roy é o saque do banco (pertencente a um tal Hartmann) que jaz dentro do caixão. Em breves, é-nos explicado como chegamos aqui: Roy escapara com o saque, mas durante a acção provou chumbo quente no bucho. O enterro serviria assim como pretexto para tirar simultaneamente do seu encalço, os parceiros que traiu e as autoridades. Mas estando gravemente ferido, não tem opção senão aceitar uma nova parceria - desta vez com Glenn - e assim partilhar os 200.000 dólares. Consolidada a sociedade, Glenn procura um médico que trate dos ferimentos de Roy, mas serão os antigos associados deste a chegar primeiro ao esconderijo. De regresso com o médico e sem vestígios de Roy, Glenn sente-se ultrajado e cavalga instintivamente para a sepultura, onde num cenário enlameado ao bom estilo de Django, desenterra o caixão, sob o qual jura matar o pantomineiro e ficar com todo o dinheiro. Mas chega novamente atrasado e em vez dos dólares é o inanimado corpo de Roy que preenche a tumba.
Apesar de "T'ammazzo! - Raccomandati a Dio "ser claramente uma produção modesta, reúne um elenco interessante, somando ao sempre regular George Hilton, a presença do canadiano John Ireland (no papel de um “Coronel” fora-da-lei) e Piero Vida (um simpático brutamontes a quem curiosamente chamam “Português”). Todas elas personagens com algum potencial - cortesia do senhor Tito Carpi - mas que uma realização atabalhoada não lhes conseguiu tirar o devido proveito. Realização essa da responsabilidade de Osvaldo Civirani, o mesmo que já havia estado por detrás do medíocre "Il figlio di Django" (ler resenha), que apesar de tudo, aqui sobe ligeiramente a fasquia, conseguindo montar um filme quase sempre divertido e acima de tudo despretensioso. E teria feito melhor se não tivesse resolvido arruinar os momentos finais do filme com uma longa e grosseira cena em que Hilton e a bela Sandra Milo devoram primitivamente uns nacos de carne assados sob grandes close-ups à comida mastigada. Horrendo e inexplicável!
O filme é nos dias que correm pérola rara, mas consegui deitar-lhe a mão através de uma transferência para DivX de uma velha cassete VHS da versão Norte-Americana (Dead for a Dollar), que um anónimo fã do género fez o favor de disponibilizar num website de má fama. A qualidade de imagem é no mínimo miserável, sendo em determinados momentos quase imperceptível. Talvez um dia surja por aí uma edição DVD que permita uma apreciação mais séria. Pelo sim, pelo não, espero… sentado!
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