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17/07/2017
20/10/2015
Mannaja (1977 / Realizador: Sergio Martino)

Maurizio Merli pronto a disparar
O empresário McGowan é o dono das minas de prata perto de Suttonville, cidade que também controla. McGowan aparenta ser um magnata poderoso mas na realidade é um gigante com pés de barro porque é Voller, o capataz, que mexe todos os cordelinhos. É neste contexto que surge Mannaja, um homem hábil no gatilho e principalmente no uso da machadinha, como o próprio nome indica. Mannaja é um indivíduo com um passado traumático, tal como sugerem os vários “flashbacks” ao longo do filme.
Mannaja também sabe usar os punhos
Os temas principais são a vingança, a traição, a exploração abusiva dos patrões sobre os empregados e o puritanismo radical / fanatismo religioso que culmina em atos violentos contra mulheres. Os irmãos Guido e Maurizio de Angelis dão o ambiente certo ao filme com uma partitura musical muito interessante. Infelizmente esta foi a única aventura do ator Maurizio Merli em westerns porque uma fatalidade não lhe permitiu uma vida longa. Este western-spaghetti crepuscular tem uma aura misteriosa cheia de sombras e escuridão mas também emana luz porque tem qualidade. Não é contraditório; é mesmo assim!
31/08/2015
09/02/2015
16/06/2014
05/11/2013
I quattro dell'Apocalisse (1975 / Realizador: Lucio Fulci)

O realizador Lucio Fulci deixou a sua marca no cinema italiano principalmente no “giallo” e no terror (O Estripador de Nova Iorque, Zombi 2 - A Invasão dos Mortos-Vivos, As Sete Portas do Inferno). Este cineasta ainda arriscou trabalhar em outros géneros, nomeadamente nos westerns, mas os resultados estão entre o satisfatório e o medíocre. O enredo do filme resume-se ao encontro casual de quatro personagens muito distintos e à viagem (sem rumo definido) que fazem juntos. O jogador de cartas profissional / batoteiro Stubby Preston, a jovem prostituta grávida Bunny, o bêbado Clem e o alucinado Bud deparam-se ao longo da viagem com Chaco, um pistoleiro mexicano obcecado por drogas, sexo e sadismo. Obviamente, esta mistura explosiva de personalidades vai dar bronca…

Cadáveres por todo o lado!
Na minha opinião, este filme é fraco, sem chama, desinteressante e, em alguns momentos, sem nexo. A ação situa-se no oeste americano mas isso é apenas um pormenor insignificante porque tudo isto mais parece uma excursão de um grupo de “hippies” que não sabem o que andam a fazer!
Bem sei que Lucio Fulci nutria carinho por filmes bizarros e tentou defender o valor desta sua obra. Também sabemos que a sua paixão cinematográfica nunca foi o western. Talvez por isso os seus westerns nunca chegaram a patamares elevados. A reputação de Fulci ainda hoje é comentada em Itália. Giuliano Gemma e George Hilton trabalharam com ele em harmonia. Fabio Testi conquistou o respeito e admiração do realizador. Franco Nero representou uma espinha na garganta de Fulci.

O Charles Manson dos spaghettis!
Bem sei que Lucio Fulci nutria carinho por filmes bizarros e tentou defender o valor desta sua obra. Também sabemos que a sua paixão cinematográfica nunca foi o western. Talvez por isso os seus westerns nunca chegaram a patamares elevados. A reputação de Fulci ainda hoje é comentada em Itália. Giuliano Gemma e George Hilton trabalharam com ele em harmonia. Fabio Testi conquistou o respeito e admiração do realizador. Franco Nero representou uma espinha na garganta de Fulci.
Senhor de uma personalidade forte, por vezes conflituosa, o facto é que isso não bastou para colocá-lo num lugar de topo dos westerns-spaghetti. “Os Quatro do Apocalipse” também não ajudou.
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Tomas Milian
22/07/2013
01/11/2011
Sella D'Argento (1978 / Realizador: Lucio Fulci)

Giuliano Gemma, um dos reis do subgénero, aceitou protagonizar este filme sob o comando do realizador Lucio Fulci, que juntamente com Dario Argento ou Antonio Margheriti, dava cartas nos “giallos”. “Sela de Prata” é um filme que não traz grandes surpresas mas, apesar de ser uma das últimas produções western na Itália, é um filme decente, com alguns nomes consagrados (Giuliano Gemma, Ettore Manni, Geoffrey Lewis, Aldo Sambrell) e com boas doses de ação e entretenimento.
Roy Blood é um menino de 10 anos que vive com o pai, um pobre agricultor que foi enganado num negócio que fez com a família Barrett. Desesperado, o homem tenta recuperar o dinheiro perdido mas é assassinado pelo pistoleiro Luke. Roy assiste a tudo e num momento de raiva pega na espingarda do seu pai e mata Luke, roubando-lhe o cavalo e a sua preciosa sela de prata. Os anos passam e Roy tornou-se num pistoleiro de primeira linha. Ao longo do seu percurso depara-se várias vezes com um tipo chamado Serpente, que ganha a vida a roubar objetos de valor aos cadáveres que encontra.
O destino dita que Roy e a família Barrett voltam a encontrar-se, mas desta vez o ódio é substituído por um sentimento mais nobre: a amizade entre Roy e o jovem Thomas Barrett Jr. É curioso ver um cineasta como Lucio Fulci fazer um western numa época em que já ninguém apostava nesse tipo de filmes. Ainda por cima Fulci esteve sempre mais ligado a outras vertentes do cinema italiano. Seja como for, estamos perante um filme sólido, sóbrio, bem construído (embora longe da magia de outrora) e que se apoia essencialmente no carisma do protagonista. Mas qual é o realizador que não o faria, se tivesse Giuliano Gemma às suas ordens?
Este foi um dos muitos westerns que descobri no início dos anos 90 em formato VHS. Mas hoje em dia o DVD é que manda e “Sela de Prata” está editado em vários países. Posso garantir a todos aqueles que queiram comprar um DVD que a editora alemã Koch tem disponível um exemplar de qualidade, com excelente imagem (2.35:1) e várias opções áudio. Esta seria a penúltima aventura de Giuliano Gemma enquanto pistoleiro. A última ficou guardada para meados nos anos 80, onde Gemma reencontrou o homem que o transformou numa vedeta: Duccio Tessari.
Mais algumas imagens usadas na promoção do filme:
Trailer:
12/09/2011
15/08/2011
08/08/2011
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