Argentina VS Uruguai num western italiano! De um lado temos Carlos Monzón, ex-pugilista profissional nascido na Argentina e campeão mundial na categoria de pesos-médios em 1970. Do outro lado temos Jorge Hill, aliás George Hilton, ator uruguaio que fez uma longa carreira em Itália (este foi o seu último western). Juntos protagonizam “El Macho”, um western que aposta no carisma de uma celebridade latino-americana do mundo do desporto (neste caso, o boxe). Também há quem diga que Carlos Monzón foi escolhido por ter algumas parecenças com Charles Bronson. Será verdade? El Macho é um batoteiro especialista em jogos de cartas e que, curiosamente, tem traços fisionómicos muito semelhantes a Buzzard, um bandido que foi morto pelas autoridades e que trabalhava para Duke. A lei quer prender Duke mas desconhece o seu paradeiro. El Macho é então contratado para se infiltrar no bando de Duke para tentar desatar esse difícil nó.
A única pessoa que percebe que El Macho é um impostor é Kelly, uma mulher que colabora com Duke mas que, a troco de uma percentagem, aceita manter-se calada e alinhar na farsa. Com mais socos e menos tiros El Macho trata do caso e, apesar de ser feio que nem um bode, as gajas vão todas na sua cantiga (é uma espécie de Don Juan da América do Sul).
Carlos Monzón, um pugilista transformado em pistoleiro.
Existem aqui alguns pormenores nunca antes vistos no subgénero tais como o protagonista tocar flauta, manejar “boleadoras” e, pasme-se, até há um “peep-show” no saloon! Carlos Monzón teve uma vida bem sucedida no pugilismo. Disputou oficialmente 100 combates e perdeu apenas 3. Fora do ringue as coisas não correram nada bem. Anos mais tarde foi condenado por ter assassinado a sua esposa e cumpriu 11 anos de prisão. Em 1995, Carlos Monzón faleceu num acidente de viação.
“El Macho” fica para a História como um western sem alma, sem chama e sem ideias. Resume-se numa simples palavra: fraco!
El Macho e o bando de Duke.