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14/03/2015

8 ½ Festa do Cinema Italiano com retrospectiva Sergio Leone


Este ano, o 8 ½ Festa do Cinema Italiano em colaboração com a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema organiza uma retrospetiva de Sergio Leone - cineasta que popularizou em todo o mundo o género Spaghetti Western. Com atores célebres como Clint Eastwood, Lee Van Cleef, Gian Maria Volonté, Eli Wallach e Charles Bronson, que se tornaram verdadeiros ícones do género, músicas que fizeram a história das bandas sonoras do cinema graças ao génio do maestro Ennio Morricone, juntamente com um talento cinematográfico único fazem das películas de Leone verdadeiras obras-primas da sétima arte, amadas pelo público de todo o mundo. Nesta retrospetiva, o 8 ½ apresenta, pela primeira vez em Portugal, algumas das suas obras em novas versões restauradas em formato digital, entre as quais a antestreia do director’s cut do célebre Era uma vez na América e a versão em 4K de O Bom, Mau e o Vilão. Em Abril, na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema: 

O Colosso de Rodes (Il Colosso di Rodi)
Por um Punhado de Dólares (Per un Pugno di Dollari)
Por uns Dólares a Mais (Per Qualche Dollaro in Più)
O Bom, o Mau e o Vilão (Il buono, brutto e cattivo)
Era uma Vez no Oeste (C’era una volta il West)
Quando Explode a Vingança (Giù la testa)
Era uma Vez na América (C’era una volta in America)

23/09/2014

Fora de tópico | Lançamento "Töte Amigo"


Reconhecido por muitos como um dos melhores westerns que o filão europeu viu ser lançado, "Quién sabe?", passa agora a estar disponível em formato BluRay também na Europa. A edição é da Koch Media e vêm apinhada de opções e material extra. Já está à venda na Amazon.

01/10/2013

Maus como as cobras


Aqui, no blogue “Por Um Punhado de Euros”, andamos há mais de 4 anos a divulgar o western-spaghetti. Os que nos acompanham conhecem Django, Ringo, Sabata, Sartana, Silêncio ou Harmónica. Contudo, para esses personagens terem alcançado o estatuto de heróis foi necessário ter acontecido algo. Foi necessário terem enfrentado inimigos de alto calibre que acagaçavam qualquer um! Na maior parte das vezes, os vilões dos filmes são negligenciados em detrimento dos heróis que defendem a honra, os valores morais e os bons costumes. Mas neste âmbito as coisas nem sempre são assim. Neste subgénero, heróis e vilões confundem-se. Até mesmo no aspeto físico. O vilão já não é o gajo com cara de mau e chapéu preto e o bom já não é o galã bem vestido e com a marrafinha toda janota. 

Por razões óbvias, é impossível mencionar todos os “maus da fita”. Este texto serve essencialmente para falar sobre vilões carismáticos, violentos, sádicos, assassinos, drogados, uns são elegantes, outros vestem-se como maltrapilhos, todos eles frios como um bloco de gelo e mais brutos do que uma carrada de porcos! Uns manejam as armas como verdadeiros especialistas, outros usam outras geringonças e tudo o que se possa imaginar. Em suma, estamos perante indivíduos “maus como as cobras”! Começamos com Ramon Rojo e El Índio (Gian Maria Volonté). O primeiro usa uma winchester e o outro dedica-se a fumar material que faz rir. Ambos nem pestanejam quando limpam o sarampo a todos aqueles que andam a chatear. 

Frank (Henry Fonda) é um assassino elegante que varre tudo pela mesma medida enquanto contempla as suas vítimas com o seu gélido olhar azul. Na mesma linha de elegância estão David Barry (Horst Frank) ou Gauche (Alain Delon). Stengel (Franco Ressel) mantém o nível e as roupas todas pipis que o homem veste tornam-no ainda mais odiável. Não admira que Sabata lhe tenha tratado da saúde! Na fação com menos elegância temos ótimos vilões como Aldo Sambrell, Fernando Sancho, Roberto Camardiel, Eduardo Fajardo ou Mario Brega. Estes iam diretos ao assunto e funcionavam à base de chicotadas, murros, pontapés, torturas e chapadas. Ou seja, tudo pessoas de bem! 

Mas esta rubrica nunca poderia ficar completa sem mencionar um ator que tinha tanto de genial como de polémico e que encarnou inúmeros papéis de vilão em inúmeros westerns europeus. Senhoras e senhores, damas e cavalheiros, “Ecce Homo”, Eis o Homem: Klaus Kinski! Olhar alucinado, cabelos loiros desgrenhados, cara de maluco, é um autêntico perigo à solta e cair nas suas mãos é pior do que cair num ninho de cascavéis! Entre muitas atuações de grande valor alcançou o auge quando interpretou “Tigrero”, o implacável caçador de recompensas tão frio quanto a neve. Esse personagem tem um valioso trunfo que todos os outros já mencionados não possuem: Tigrero foi o único que venceu o seu arqui-inimigo, aplicando-lhe uns balázios disparados à traição. Por isto e por muito mais merece a imortalidade! Por isto e por muito mais merece liderar a galeria de vilões dos westerns-spaghetti, embora todos eles sejam “maus como as cobras”!

18/12/2012

Bandas sonoras | "Per un pugno di dollari" de Ennio Morricone

Ennio Morricone já havia composto uma banda sonora para um western - Duello nel Texas - antes de ser convidado pelo seu antigo colega de escola para fazer a trilha do seu novíssimo projecto, “Per un pugno di dollari”. Sergio Leone não escondeu nunca que esse trabalho anterior de Morricone não era do seu agrado mas mesmo assim confiou-lhe o projecto e o resultado haveria de tornar um dos alicerces do western europeu. Reciclado dezenas e dezenas de vezes.

Esta é uma das bandas sonoras que mais me marcou a infância. Sempre que lá em casa se alugava o VHS do filme, via e revia até à exaustão a famosa dança fúnebre que ilustrava o genérico do filme. Hoje cruzei-me novamente com ela enquanto bisbilhotava a base de dados do Grooveshark, e por isso decidi partilhar!

  Per un Pugno di Dollari by Scott Mary on Grooveshark

01/10/2012

Fora de tópico | Lançamento "Von Angesicht zu Angesicht"


Já o tínhamos comentado, mas aqui fica a confirmação, na primeira quinzena de Outubro iremos também poder contar com a edição da Explosive Media para "Faccia a faccia". Clássico de Sergio Sollima que nesta nova edição DVD surgirá na sua versão completa e com alguns extras de interesse (entrevistas com o realizador, versão Super-8, banda sonora, etc.).  Mais um a ter em conta!

19/03/2012

Fora de tópico | Lançamento "A Bullet for the General"



O western revolucionário de Damiano Damiani, "El chuncho, quien sabe?", passa a estar disponível em formato blu-ray a partir de 22 de Maio. Formato que ainda se vai mantendo limitado à fina flor do género.

O lançamento é da Blue Underground e deverá surgir num formato duplo, em que para além do filme (com opções áudio em Italiano, Inglês, Espanhol e Francês) encontraremos uma entrevista com o realizador, trailers originais, galerias temáticas e o documentário "Gian Maria Volonte: Un Attore Contro".

06/02/2012

Per qualche dollaro in più (1965 / Realizador: Sergio Leone)


Com o seu primeiro western, Sergio Leone deu início a uma nova fase do cinema italiano mas agora sentia na pele as desvantagens de ter assinado de forma precipitada um contrato pouco vantajoso com a Jolly Films. O contrato dizia que Leone era forçado a fazer outro filme e sucediam-se os conflitos com os produtores Arrigo Colombo e Giorgio Papi. O cineasta sentia-se injustiçado na divisão dos lucros e antes de cortar o mal pela raiz e rescindir unilateralmente disse aos produtores da Jolly Films: “Vou processá-los em tribunal! Eu nem sabia se queria fazer outro western mas agora vou mesmo fazer, só para vos chatear! E o título vai ser… Por Mais Alguns Dólares!” O advogado que se ocupou do processo foi um tal Alberto Grimaldi. Grimaldi também tinha ambições no cinema, já tinha produzido três westerns de Joaquin Romero Marchent, mas aguardava por uma grande oportunidade. Viu em Sergio Leone o homem certo para apostar e fez-lhe uma proposta irrecusável: Para o novo filme, a produção garantia as despesas, os salários e 50% do lucro das bilheteiras ia diretamente para o bolso do realizador! Mas a guerra de bastidores continuava e, numa jogada cínica, Colombo e Papi contactaram Clint Eastwood e tentaram convencê-lo para protagonizar uma sequela produzida pela Jolly Films, desviando-o do caminho de Leone. Contudo, Eastwood não aceitou e pouco tempo depois Leone viajou de propósito aos Estados Unidos para resgatar o ator para uma segunda aventura juntos. Mas “Por Mais Alguns Dólares” não podia ter apenas um protagonista. Henry Fonda, Charles Bronson, Lee Marvin e Robert Ryan recusaram categoricamente. Em Los Angeles, um dos assistentes de Leone facultou-lhe um documento com uma fotografia de um ator de segunda linha e que agora tinha desaparecido misteriosamente após um grave acidente de viação. Ao ver a foto, Leone decidiu instantaneamente: Lee Van Cleef era o homem certo e nada mais interessava! Com uma mala cheia de dinheiro, Leone apresentou o contrato ao ator e 10 000 dólares. Foi mais do que suficiente… O filme gira em torno de dois caçadores de prémios que perseguem o psicopata / assassino / ladrão / drogado / violador El Índio. Enquanto um quer o dinheiro da recompensa o outro parece ter outras razões. Alguns momentos do filme ficam para sempre na memória dos cinéfilos, nomeadamente o duelo final dentro de uma área circular, a “arena da vida”, como Sergio Leone lhe chamava, “o momento da verdade na hora da morte”, tudo isto acompanhado pela genial partitura musical do mestre Ennio Morricone. O filme estreou no outono de 1965 e foi um sucesso gigantesco, tornando-se no filme mais rentável em Itália durante vários anos. Lee Van Cleef ascendeu ao estatuto de estrela, Clint Eastwood confirmou as suas credenciais de super vedeta e Sergio Leone matou dois coelhos com uma cajadada só: conseguiu mais um extraordinário marco da História do Cinema e vergou definitivamente as intenções malévolas dos seus inimigos de estimação.
Galeria: Trailer:

01/02/2010

Per un pugno di dollari (1964 / Realizador: Sergio Leone)


De certa forma, este filme salvou a indústria cinematográfica italiana do desastre total. Quem diria que um projecto com um orçamento tão curto e destinado ao fracasso seria o pontapé de saída para a loucura dos westerns europeus? É verdade que antes disso os alemães já tinham produzido westerns para televisão, nomeadamente as adaptações dos livros de Karl May, mas com pouca qualidade. 

Os anos 50 na Itália foram marcados pelos filmes épicos (peplum) e as super produções americanas recorriam aos estúdios europeus porque era menos dispendioso e obtinham melhores resultados. Clássicos com Quo Vadis e Ben-Hur foram êxitos estrondosos. Cleópatra, o filme mais caro da história do cinema, foi um desastre total nas bilheteiras. A indústria cinematográfica de Itália caiu a pique, muitos estúdios faliram e centenas de pessoas viram-se desempregadas da noite para o dia.

Joe bebe uma verga de água.

Cineastas como Sergio Corbucci, Duccio Tessari e Sergio Leone também participaram activamente nos “peplum”, tendo Leone realizado o interessante O colosso de Rodes (1960). Em finais de 1963, a conselho de Enzo Barboni, Leone dirige-se ao cinema Arlecchino em Roma para ver Yojimbo, um filme de samurais de Akira Kurosawa

O filme é baseado num romance negro de Dashiell Hammett chamado “Red Harvest”. Leone ficou maravilhado e teve uma ideia: transformar aquilo que viu num western.

Joe e o seu amigo taberneiro.

Procurou alguém que financiasse o projecto e a muito custo conseguiu convencer Arrigo Colombo e Giorgio Papi, da Jolly Films. O filme intitulado “Il magnífico straniero” tinha de ser protagonizado por um actor americano. Henry Fonda e Charles Bronson eram inalcançáveis, James Coburn também, Steve Reeves e Richard Harrison declinaram o convite. 

Eis então que surge um jovem actor conhecido da televisão americana que aceitou o trabalho por 15 000 dólares. A partir daí, os nomes de Sergio Leone e Clint Eastwood tornaram-se inseparáveis.

Partiram o focinho ao homem

A fórmula, como Christopher Frayling expõe num dos seus livros, denomina-se “servant of two masters plot”. Um forasteiro solitário (homem sem nome / Joe) chega a uma pequena vila mexicana e ao aperceber-se que há duas facções rivais (a família Rojo e a família Baxter) tenta jogar de ambos os lados e lucrar financeiramente com a rivalidade, mas as coisas nem sempre correm como previsto… 

O duelo final entre Clint Eastwood e Gian Maria Volonté fica para a História: “Quando um homem com uma pistola defronta um com uma espingarda, o da pistola é um homem morto!”

Uma Winchester infalível!

Este filme marca um novo estilo, recorrendo ao uso de grandes planos das caras dos actores, olhos e armas. A música de Ennio Morricone é a todos os níveis original e brilhante! Este foi também o primeiro western-spaghetti a ser rodado em Almeria, embora muitas cenas aconteceram na zona norte de Madrid. 

Após meses atribulados, o filme finalmente estreou e em poucas semanas tornou-se num estrondoso êxito de bilheteira na Europa, no Japão e, mais tarde, nos Estados Unidos. A indústria de cinema na Itália começava um novo ciclo que duraria cerca de 15 anos graças a este balão de oxigénio chamado Por um punhado de dólares.

O ajuste de contas vai começar!

Há muitas edições DVD à venda e desta vez Portugal não é excepção (até admira!). Comprei a edição portuguesa da Costa do Castelo Filmes, versão integral com áudio em italiano, legendas em português e formato letterbox 2.35:1. Além disso, contém o documentário “Era uma vez Sergio Leone”, a biografia e filmografia do realizador. 

Para mim, este filme é fundamental na minha DVDteca. Quem se considera um fã de westerns-spaghetti e nunca viu esta obra-prima, diria que é, no mínimo, um escândalo!

13/10/2009

Quien sabe? (1966 / Realizador: Damiano Damiani)


Motivado pela interessante interacção que se desenvolveu com a publicação da resenha de Vamos a matar, compañeros (1970) no blogue irmão Dementia 13, decidi abordar agora o filme Quien sabe?, mais conhecido por aí como A bullet for the general. Quien Sabe? é um excelente filme de contornos políticos realizado em 1966 pelo reconhecido intelectual de esquerda italiano, Damiano Damiani. A acção do filme desenrola-se no epicentro da revolução mexicana, condição que haveria de servir como elemento diferenciador dentro do género, carregando este tipo de filmes o rótulo de Zapata westerns. Pois bem, neste campo este título merece especial destaque já que terá sido o pioneiro!

Barricada à Mexicana.

Numa tentativa de rentabilização do sucesso que Quien Sabe? alcançaria, muitos outros Zapata westerns seriam lançados pelas produtoras cinematográficas ítalo-espanholas, mas só Damiani conseguiu fazer á primeira tentativa o que muitos outros cineastas jamais lograram nas suas carreiras - conceber um filme de fortes convicções políticas e ao mesmo tempo uma poderosa obra de entretenimento. O realizador sempre refutou a ideia de que Quien Sabe? é um western-spaghetti, mas sim uma critica ás incursões americanas na América do Sul, nomeadamente através dos conhecidos esquemas ilegais da CIA. O facto de a acção decorrer num ambiente western seria portanto uma mera casualidade. Teimas à parte, para a maioria dos mortais, Quien Sabe? contém todos os elementos do género, sendo por isso logicamente metido no grande saco do western-spaghetti. E se nos restringirmos ao subgénero Zapata, arrisco-me mesmo a considerá-lo o melhor de todos!

Que estás tu a fazer palerma?

O elenco aqui compilado é todo ele de grande qualidade, o papel principal (El Chuncho) foi muito bem entregue ao magnífico actor italiano Gian Maria Volontè, certamente o único actor italiano que nunca deixou créditos por mãos alheias no cinema spaghetti, participando apenas em filmes dirigidos por realizadores comprometidos com as suas ideologias de esquerda. Terá porventura por isso ter perdido a hipótese de enriquecer rapidamente, mas por outro lado conseguiu um registo imaculado, com presença em filmes que se poderão todos eles considerar de topo (Per un pugno di dollari, Per qualche dollaro in più, Faccia a faccia).

Na vida real, Lou Castel foi parte activa no movimento maoista italiano.

A Lou Castel, que também teve uma curta mas interessante passagem pelo western-spaghetti (em que se destaca Requiescant), coube o papel de Bill “Niño” Tate, um gringo algo misterioso que transporta consigo uma bala de ouro e cujo único interesse parece ser o de enriquecer muito rapidamente. O terceiro nome do cartaz foi entregue ao arrepiante Klaus Kinski (Il grande silenzio, E Dio disse a Caino, Prega il morto e ammazza il vivo), um dos actores europeus que mais presenças teve neste tipo de cinema, e que pelas características físicas e tipo de interpretação demencial, tem um lugar especial nas minhas preferências. Kinsky desempenha aqui a personagem de Santo (meio-rmão de El Chuncho) um indivíduo cujas motivações religiosas não impediram o empunhar das armas em nome da libertação do povo mexicano.

Um padre demasiado extravagante.

Damiani precisou de quase duas horas para contar esta excelente história, que não terá sido por acaso co-escrita com outro conhecido esquerdista italiano, Franco Solinas (que chegou a ser nomeado para um Óscar). O inicio das hostilidades não poderia ser mais violento, com um brutal fuzilamento de um grupo de peones pelo exército do governo mexicano. É aqui que nos cruzamos pela primeira vez com Tate, o gringo americano de intenções pouco claras. Fazendo-se passar por prisioneiro, o americano junta-se aos supostos revolucionários após o assalto feito por estes ao comboio militar em que seguia. Comboio esse que o próprio Tate faz deter - sem que isso o impeça de limpar o sebo quer a um soldado quer a um bandido.

Anda cá ao palanque falar com o Chuncho.

A dualidade e falta de escrúpulos do personagem demarca-se em cada uma das suas acções, não obstante consegue cair nas graças de El Chuncho, o alegre homem do tambor e também líder do grupo de saqueadores revolucionários. Estes parecem no entanto importar-se muito pouco com os ideais revolucionários, estando mais interessados em roubar o máximo de armas aos soldados do exército para de seguida as vender à Revolução, encabeçada pelo General Elias. Este esquema interessa a Tate, cujo objectivo cedo se perceberá consistir em chegar suficientemente perto do General Elias, para assim lhe tirar a vida. Tate engendra assim uma série de assaltos a guarnições militares, que permitirá aos pseudo-revolucionários engrossar o seu stock e assim levá-lo ao quartel-general secreto do General Elias quanto antes…

Dois dos melhores actores a trabalhar em Itália nos anos sessenta.

Quien sabe?, que em Portugal foi lançado como "O mercenário” – por favor não confundir com Il Mercenario (1968) de Sergio Corbucci – teve honras de edição em formato DVD pela Prisvideo, fazendo parte da “Colecção western” da editora. Esta colecção foi lançada em caixas (mais ou menos) temáticas de duas unidades e peca apenas pela sua curta amplitude. Quien sabe? aparece incluído na designada “caixa spaghetti”, lado a lado com Il bianco, il giallo, il nero (1975), com o qual não vislumbro qualquer ponto de contacto. O conjunto vale sobretudo por este de que agora vos falo. O filme é apresentado em formato 16:9 com excelente qualidade de imagem e idioma original em italiano (curiosamente a informação do booklet indica o inglês). Vale a compra!