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07/11/2021

À conversa com António Araújo no Podcast Segundo Take: Episódio 304 / Remake à moda do western spaghetti

Estivemos recentemente à conversa com o ilustre António Araújo, no seu Podcast Segundo Take. O pretexto foi falarmos um pouco de nós, do livro Por um Punhado de Euros - O Génio de Leone, o caixão de Django e a loucura de Fidani e claro do western-spaghetti com foco no clássico "E Dio disse a Caino" e o filme que o precedeu "Un straniero a Paso Bravo". O episódio está agora online e podem ouvi-lo directamente no sítio www.segundotake.com ou nas plataformas habituais. Abaixo o player para uma dessas!

05/04/2016

Uno straniero a Paso Bravo (1968 / Realizador: Salvatore Rosso)

Dentro de uma diligência viaja um tal Gary Hamilton. Desce a meio da viagem, um velho que vive no deserto vende-lhe uma mula (não a preço de amigo) e dirige-se à cidade. Paso Bravo é uma localidade sob domínio do poderoso Acombar e dos seus esbirros. O xerife não passa de um banana, os homens de Acombar fazem o que querem e, mesmo a propósito, embirram com Gary porque este não bebe álcool e não anda armado. A moça que trabalha no saloon, Rosie, põe-no ao corrente da situação. A cunhada de Gary, Anna, vai regularmente ao cemitério visitar duas campas. Gary descobre que a sua esposa e a sua filha morreram num incêndio suspeito mas ninguém pia porque todos têm medo de Acombar. Aconselham-no a pisgar-se o mais depressa possível mas o gajo é teimoso, anda a meter o nariz onde não deve e, naturalmente, não se livra da costumeira dose de sopapada. Os vilões estão cada vez mais confiantes na sua invulnerabilidade. Até ao momento em que Gary Hamilton mete as mãos numa espingarda… 


Anthony Steffen aperta o fagote a um malandro.

“Uno Straniero a Paso Bravo”, cujo título em Portugal é “Justa Vingança”, é um filme que passaria despercebido pelos pingos da chuva se, no ano seguinte, Antonio Margheriti não tivesse feito o “remake” intitulado “E Dio Disse a Caino”, Ainda hoje não é clara a razão porque o fez e continua uma incógnita. É uma história que nunca foi bem explicada. 

Eduardo Fajardo está com um ar acagaçado.

Tanto o filme de Salvatore Rosso como o filme de Antonio Margheriti são westerns de baixo orçamento mas há grandes diferenças de qualidade entre ambos: o primeiro é rasco, o segundo é excelente. Tal como num jogo de futebol houve direito a três substituições. Anthony Steffen foi substituído por Klaus Kinski, Eduardo Fajardo deu o lugar a Peter Carsten e Salvatore Rosso saiu para entrar Antonio Margheriti. Estes três novos jogadores decidiram o jogo e tudo se tornou melhor!