Mostrar mensagens com a etiqueta Cris Huerta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cris Huerta. Mostrar todas as mensagens

10/09/2018

Un colt por 4 cirios (1971 / Realizador: Ignacio F. Iquino)

O espanhol Ignacio F. Iquino sempre foi mais conhecido enquanto produtor e argumentista do que propriamente como cineasta. Este filme, “Un Colt Para 4 Cirios” (título em Espanha), é um dos poucos westerns que assinou como realizador. Consta que existem várias versões do filme, todas elas bem distintas umas das outras (variavam consoante o país onde era exibido). Eu acredito piamente que isso seja verdade porque a versão que eu vi não tem quase nada a ver com a versão que é mencionada no tomo de Marco Giusti. O enredo é muito mal esgalhado, muitas cenas e respetivos diálogos não fazem sentido e quase tudo é muito confuso! Pelo menos consegui perceber que as coisas giram à volta de um xerife que quer descobrir quem são os culpados de um assalto à diligência. Esses assaltantes, depois do golpe, foram às putas. Um deles foge do “bataclan” com a massa mas não vai longe porque os seus parceiros tratam-lhe da saúde. O “boss” do grupo é Oswald, um gordo careca com cara de sapo.

Tu não brinques comigo!!

O xerife anda preocupado com uma bela viúva, que é madrasta de uma rapariga mestiça com pelo na venta. Um irritante cangalheiro / coveiro, mais parvo do que um bando de pegas, aparece de vez em quando, só para chatear. Há cada vez mais confusão à medida que o filme avança! Na parte final temos direito a assistir a um “catfight” entre duas mulheres atraentes e assistimos à tentativa de um tarado usar a “tática do peru” com a rapariga mestiça, isto é, “primeiro embebeda-se e depois come-se”. Mas a única coisa que ele come é umas pazadas no focinho!

Queres levar mais uma chapada?!

A confusão alcança o seu zénite quando, absolutamente do nada, surge um pelotão da Cavalaria a perseguir o vilão cara de sapo! Em suma: o melhor: Robert Woods, a atraente viúva e a bela mestiça. O pior: a tremenda confusão que este filme é!

06/02/2018

Los fabulosos de Trinidad (1972 / Realizador: Ignacio F. Iquino)

Os três irmãos Pinzio (Chris Huerta), Panza (Ricardo Palacios) e Ponza (Tito Garcia), contrabandistas de profissão, encontram-se aprisionados no campo de trabalhos forçados que o coronel Jiménez (Fernando Sancho) administra. Mas a estadia por lá não se vai alongar, uma vez que a bela Nora Vargas (Fanny Grey) vai usar os seus dotes sedutores para ludibriar o coronel e assim saca-los do presidio. Para azar de todos com essa fuga surge também o interesse do caçador de recompensas Scott (Richard Harrison). E a trama desenvolve-se por aí.


É o regresso de Richard Harrison a um western cómico e com o mote Trinitá escarrapachado no titulo, neste caso justificado pelo sobrenome dos contrabandistas balofos, Trinidad. Contudo ao contrário do anterior, “Jesse &Lester - Due fratelli in un posto chiamato Trinità”, a comédia aqui não sai do registo estúpido e as tentativas de fazer piadas resultam invariavelmente em grandessíssimos flops.

Os "fabulosos" irmãos Trinidad!

“Los fabulosos de Trinidad” aparecem rotulados como uma produção ítalo-espanhola, mas é evidente a preponderância dos daqui do lado, participação italiana nem vê-la. Quer o elenco quer a equipa técnica é assumida inteiramente por nuestros hermanos. A única intromissão à falange hispânica é feita pelo cabeça de cartaz, Richard Harrison, que queimava os seus últimos cartuchos no género. 

Adeus rapaziada, tenho de ir fazer uma visita ao Godfrey Ho.

A realização ficou a cargo de Ignacio F. Iquino (que também escreve e produz), homem responsável por uma porção considerável de westerns mediterrâneos, mas nenhum deles digno de grande nota. E tal como Harrison, também ele derivaria a partir daqui, no seu caso abordando o cinema mais “picante”. Talvez se tenha safado melhor…