O espanhol Ignacio F. Iquino sempre foi mais conhecido enquanto produtor e argumentista do que propriamente como cineasta. Este filme, “Un Colt Para 4 Cirios” (título em Espanha), é um dos poucos westerns que assinou como realizador. Consta que existem várias versões do filme, todas elas bem distintas umas das outras (variavam consoante o país onde era exibido). Eu acredito piamente que isso seja verdade porque a versão que eu vi não tem quase nada a ver com a versão que é mencionada no tomo de Marco Giusti. O enredo é muito mal esgalhado, muitas cenas e respetivos diálogos não fazem sentido e quase tudo é muito confuso! Pelo menos consegui perceber que as coisas giram à volta de um xerife que quer descobrir quem são os culpados de um assalto à diligência. Esses assaltantes, depois do golpe, foram às putas. Um deles foge do “bataclan” com a massa mas não vai longe porque os seus parceiros tratam-lhe da saúde. O “boss” do grupo é Oswald, um gordo careca com cara de sapo.
Tu não brinques comigo!!
O xerife anda preocupado com uma bela viúva, que é madrasta de uma rapariga mestiça com pelo na venta. Um irritante cangalheiro / coveiro, mais parvo do que um bando de pegas, aparece de vez em quando, só para chatear. Há cada vez mais confusão à medida que o filme avança! Na parte final temos direito a assistir a um “catfight” entre duas mulheres atraentes e assistimos à tentativa de um tarado usar a “tática do peru” com a rapariga mestiça, isto é, “primeiro embebeda-se e depois come-se”. Mas a única coisa que ele come é umas pazadas no focinho!
Queres levar mais uma chapada?!
A confusão alcança o seu zénite quando, absolutamente do nada, surge um pelotão da Cavalaria a perseguir o vilão cara de sapo! Em suma: o melhor: Robert Woods, a atraente viúva e a bela mestiça. O pior: a tremenda confusão que este filme é!