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31/10/2019

Uccidi Django... uccidi per primo! (1970 / Realizador: Sergio Garrone)

Eis mais um de muitos westerns-spaghetti cujo título é mentiroso. Não há nenhum “Django” em todo o filme. O título em Espanha não é melhor: “Tequila”! E porquê este título? Não sei e duvido que alguém saiba. Este filme foi completamente desprezado, a distribuição foi praticamente inexistente e foi parar às salas de cinema de 3ª categoria. Muitos anos depois, Sergio Garrone até admitiu em entrevistas que não se lembra de absolutamente nada. O elenco tem à cabeça Giacomo Rossi Stuart, ator italiano que, anos mais tarde, iria interpretar o papel do Capitão Fritz Von Merkel no bem-sucedido “Zorro”, de Duccio Tessari. Temos também os inevitáveis vilões Aldo Sambrell e George Wang, o habitual Furio Meniconi e as lindíssimas Krista Nell e Diana Lorys. 
Aldo Sambrell a fumar uma cigarrada!

A receita é a habitual: Johnny McGee, o velho Thomas Nathaniel Livingstone (nome todo pomposo para um velho jarreta) e um mestiço vivem numa cabana perto da sua mina de ouro. O banqueiro Anthony Burton quer todas as minas da região e não aceita que lhe digam “não”. Todos os mineiros da zona são ameaçados, atacados e, alguns deles, assassinados. O braço armado de Burton é um mexicano chamado Lupe Martinez, que na maior parte do tempo anda todo grogue e vive escondido numa gruta húmida e terrivelmente lúgubre.

Além da pistola, o protagonista também maneja a picareta.

Para defender o que é seu, o trio de mineiros não vira a cara à luta. Johnny é implacável com o seu colt, o mestiço é mestre em lançar dardos através da sua flauta e o velho Livingstone, quando não está a agravar a sua cirrose, resmunga. Os condimentos da habitual receita acima mencionada são os inevitáveis balázios e sopapada! No auge dos westerns italianos, uns panhonhas franceses escreveram numa revista que “em Roma há lá um Sergio que faz três westerns por semana”. 

Esta gravata é mesmo à tua medida!!

Eles referiam-se a Sergio Garrone mas estavam completamente errados porque Garrone só fez cinco westerns. Participou, posteriormente, em mais dois westerns porque foi chamado pelo produtor para terminar o que outro realizador, Luigi Mangini, já tinha começado. “Uccidi Django… Uccidi Per Primo!” é um western pobre. Eu adjetivá-lo-ia como um filme “feito às três pancadas”. Ou, como se diz na minha terra, um filme “feito à papo-seco”!

20/02/2018

Get Mean (1975 / Realizador: Ferdinando Baldi)

Stranger é um homem muito viajado! Já andou por aldeias mexicanas, cidades fantasma, até já andou aos trambolhões no Japão e agora foi outra vez mudar de ares. O destino é o nosso país vizinho: Espanha. Mas o que é que ele foi lá fazer?! Passo a explicar: em pleno Oeste Americano Stranger chega a uma cidade abandonada. Dentro de um barracão está uma família de ciganos que o acolhe, dá-lhe de comer e de beber e faz-lhe uma proposta que Stranger não pode recusar: por 10 000 dólares terá de escoltar uma bela princesa cigana até Espanha para ela ocupar o trono desse país. A viagem decorre sem incidentes mas quando lá chegam é que a porca torce o rabo! Espanha ainda é um país medieval cheio de bárbaros, mouros, cavaleiros medievais e vikings! O líder daquela corja é Sombra, um gajo que tem a mania que é Ricardo III (da peça de teatro de Shakespeare).

Vilões muito exóticos!

Stranger e a cigana não chegam a acordo com Sombra e o pior acontece: a rapariga é assassinada e Stranger sofre as habituais torturas e humilhações (pendurado num poste de cabeça para baixo, amarrado a uma bandeja com uma maçã na boca, tal e qual um porco no espeto, foge a sete pés à frente de um touro bravo, etc.). A paciência tem limites e Stranger já está farto de levar na corneta. Com uma caçadeira de vários canos e muita, mas mesmo muita, dinamite o homem vai acabar com as palhaçadas de uma vez por todas!

Stranger rebenta com tudo!

Este é o quarto e último capítulo da saga “Stranger” e é porventura o mais aparvalhado. A fórmula não muda (muda apenas o cenário), o elenco também permanece igual (Tony Anthony, Lloyd Battista, Raf Baldassare), veem-se alguns castelos e mosteiros espanhóis e revisita-se a bela fortaleza “El Condor”. Ferdinando Baldi realiza, Tony Anthony produz, o trio Bixio, Frizzi, Tempera compõe a música (em certos momentos irritante, diga-se).

Munições é coisa que não me falta!

“Get Mean” é um western-spaghetti tardio. Ao contrário da caçadeira do protagonista, que é um grande e imponente canhão, o filme não é grande espingarda.