28/04/2015

Anche per Django le carogne hanno un prezzo (1971 / Realizador: Luigi Batzella)

Os westerns de Luigi Batzella (pseudónimo Paolo Solvay) fazem parte do lote mais fraco do subgénero. Batzella sofria daquilo que eu chamo de “síndrome Demofilo Fidani”, ou seja, tirava cenas de filmes anteriores, editava-as e usava-as para um novo filme (recycled footage). Para fundamentar ainda mais a minha opinião Batzella foi buscar Jeff Cameron, um dos protagonistas dos westerns de Fidani. Embora seja um filme fraco salva-se o atraente “casting” feminino (Esmeralda Barros, Dominique Badou, Angela Portaluri). Na vertente masculina apenas Jeff Cameron se safa encarnando um Django relativamente convincente. Os restantes nem vale a pena mencionar.


Goffredo Scarciofolo aka Jeff Cameron, o nosso Django de serviço, 

Eis um pequeno resumo: Alguns bandidos mexicanos liderados pelos irmãos Cortez atacam uma herdade daquela região. Destroem tudo, matam os dois proprietários e raptam a sua filha. Antes disso tinham concretizado um golpe a um banco de onde roubaram uma soma avultada. Os irmãos Cortez são quatro homens (ou são três homens e uma mulher?) todos vestidos com roupas iguais que faz lembrar algo como a junção entre “os irmãos Dalton” e “os Três Amigos”. Todos eles têm a cabeça a prémio mas ninguém tem coragem de mexer uma palha porque os mexicanos são mais venenosos do que um punhado de escorpiões! Django chega ao local, bebe uns copos, anda à sopapada, dispara uns balázios e ainda papa a dona do hotel.

O vil metal sempre como razão para a escaramuça.

Para acrescentar mais lenha a esta confusa fogueira andam outros dois indivíduos a esparvoar: um finório engravatado especialista na batota e um tipo bruto que nem uma capa de parede que anda com uma sela que herdou do seu avô. Cada um destes personagens tem um objetivo concreto no enredo: será o dinheiro da recompensa? Será recuperar o dinheiro roubado do banco? Ou será algo mais? Ficarão a saber tudo quando virem este filme mas ficam desde já avisados: o conteúdo é adequado apenas para maníacos da série B que gostam de ver uns disparates de vez em quando. Os outros… nem o cheiro!!!

Trailer:

26/04/2015

Filme completo | Django (1966)



O fim-de-semana está aborrecido e não sabem bem o que fazer para passar o tempo? Aceitem então esta sugestão. Versão do clássico de Sergio Corbucci, "Django", em formato HD e dobrado em português do Brasil. Uma versão deliciosa em que encontrarão trechos de musicas de outros filmes (C'era una volta il West) a substituir a banda sonora original de Luis Bacalov. Um mimo! 

14/04/2015

Fora de tópico | Lançamento "Day of Anger"


E finalmente chegou a primeira edição de "Gigantes em duelo" em alta definição. Abaixo detalhes desta edição tripla da Arrow. Apressem-se!

This lively, intelligent western, notable for the chemistry between its charismatic leads, some memorable action set-pieces (including a rifle duel on horseback that has to be seen to be believed), and a jazzy Riz Ortolani score, is presented here in an exclusive high-definition restoration from the original Techniscope negative.
SPECIAL EDITION CONTENTS:
* Brand new restoration from the original 35mm Techniscope camera negative
* High Definition Blu-ray (1080p) and Standard Definition DVD presentation of both versions of the film: the original Italian theatrical release, and the shortened version that was screened internationally
* Original uncompressed mono audio, with English or Italian soundtracks on the longer cut and an English soundtrack on the shorter one
* Newly translated English subtitles for Italian audio and optional English subtitles for the deaf and hard of hearing for English audio
* Brand new interview with screenwriter Ernesto Gastaldi
* Brand new interview with Tonino Valerii’s biographer Roberto Curti
* Previously unreleased 2008 interview with Tonino Valerii
* Deleted scene
* Theatrical trailers
* Reversible sleeve featuring original and newly commissioned artwork by Reinhard Kleist
* Booklet featuring new writing on the film by Howard Hughes (author of Spaghetti Westerns), illustrated with original poster designs

13/04/2015

Posters | E poi lo chiamarono il Magnifico (1972)

E Agora Chamam-lhe Magnífico (Portugal) | ...E Agora Me Chamam 'O Magnífico' (Brasil)

06/04/2015

Em Abril há "Ciclo Sergio Leone e os géneros populares" na Cinemateca Portuguesa


8 ½ Festa do Cinema Italiano já terminou mas a colaboração com a Cinemateca ainda vai continuar durante todo o mês de Abril. Para além da já anunciada exibição da obra completa de Sergio Leone fomos ainda presenteados pela curadoria com um punhado de westerns-spaghetti, o que a gerência aqui do espaço muito agradece. Consultem a programação completa aqui.

Em complemento ao Ciclo dedicado a Sergio Leone, organizado em colaboração com a 8 ½ Festa do Cinema Italiano, apresentamos uma seleção de filmes de dois géneros populares em que Leone trabalhou, o peplum e o western spaghetti, além de um filme de aventuras. Embora Leone seja o máximo expoente do western spaghetti e tenha lançado verdadeiramente o género, não foi o seu inventor. Sem irmos à Pré-História (LE DESPERADO, de 1907, do francês Joë Hammam, que fez outros westerns antes da Primeira Guerra Mundial), os primeiros sinais do western europeu moderno surgiram em Espanha, onde em 1962 Michael Carreras, da Hammer Films, realizou SAVAGE GUNS, o primeiro western de produção americana rodado na Europa. No mesmo ano, foi realizado o primeiro western europeu moderno feito por europeus: EL SHERIFF TERRIBLE/DUE CONTRO TUTTI, coprodução ítalo-espanhola assinada por Antonio Momplet. Durante a preparação deste filme, deu-se um facto decisivo. O produtor espanhol pediu aos cenógrafos que fizessem o cenário mais simples e barato possível. Estes fizeram uma contraproposta: em vez de algumas placas de madeira pintada, edificar uma cidade inteira, que depois poderia ser alugada para outras rodagens. O produtor aceitou a ideia e foi construída em Hoyo de Manzanares uma cidade de western para ninguém botar defeito, Golden City, onde seriam rodados dezenas destes filmes: esta decisão mudou alguma coisa no cinema europeu. Mas foi o inesperado triunfo de PER UN PUGNO DI DOLLARI, em 1964, que desencadeou verdadeiramente a produção destes westerns. Todos são profundamente influenciados pelos filmes de Leone (quando não os imitam ou plagiam abertamente), com o seu ritmo lento, os seus personagens lacónicos (os produtores faziam tudo para que alguns deles se parecessem tanto quanto possível a Clint Eastwood), a sua violência gratuita, a sua falta de redenção moral, por mais hipócrita que fosse, que é a principal diferença entre estes filmes e o western americano. Em diversos westerns spaghettis, há personagens com o mesmo nome (Ringo, Sabata, Django, Sartana, Trinidad), embora nem sempre o ator e o personagem sejam os mesmos, mas os nomes estavam sempre nos títulos (até quando nenhum personagem tinha este nome…) porque atraíam os espectadores. Italianos e espanhóis, os realizadores e atores assinavam quase sempre com pseudónimos americanos. Embora um cineasta como Rainer Werner Fassbinder tenha abordado este género, no alucinado WHITY (1971), estes filmes não foram levados muito a sério pela crítica, como se vê pela expressão western spaghetti, obviamente pejorativa (o estudioso Rafael de España propõe, sem ilusões, western mediterrâneo). Mas tiveram muito êxito de público e tornaram-se um dos grandes géneros populares dos anos sessenta e início dos setenta. As suas vedetas foram Giuliano Gemma e Franco Nero e, mais tarde, a dupla Bud Spencer e Terence Hill. Propomos um conjunto destes filmes, acompanhados por um filme de aventuras e peplums, aqueles filmes situados na Antiguidade (grega, romana ou bíblica), ironicamente denominados filmes de selas e sandálias nos países de língua inglesa, um género que foi inventado pelos italianos nos primórdios do cinema e no qual sempre foram mestres. Estes nove filmes são apresentados pela primeira vez na Cinemateca.

Posters | Una pistola per cento croci (1971)

Sartana, uma pistola e 100 cruzes (Brazil)