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13/03/2017
10/10/2016
04/08/2015
Cuatro Balazos (1964 / Realizador: Agustín Navarro)
Soaram quatro balázios e Henry cambaleou-se do cavalo. A lente capta tudo à distância o que pode levar à ilusão de que vêm aí mais um western-spaghetti leónico, mas desenganem-se espectadores incautos, muito antes pelo contrário. O clima deste "Cuatro Balazos" é completamente americanizado, esqueçam-se por isso dos pistoleiros mal encarados, dos bandidos sebosos e dos banqueiros avarentos. A moda aqui é outra, como sussurra Adolfo Luxuria Canibal no infame "Chabala": Quem matou?!
Então, vamos lá. A pobre Katy aguarda o seu amado - Henry - mas este rapidamente passa a finado e para ajudar à festa caem-lhe ainda em cima as culpas do assassinato, sendo levada a julgamento. A desgraçada é considerada culpada pelo júri e num laivo de desespero tenta escapulir-se mas acaba imediatamente atropelada por uma carroça desgovernada.
Triste sorte a de Katy Dalton.
Os testemunhos soaram a esturro e o xerife (Fernando Casanova) não ficou nada convencido da implicação da cachopa no assassinato. Também desconfiado de haver aqui marosca da grande, está Frank Dalton (Paul Piaget), irmão de Katy e notório pistoleiro das redondezas. Dalton rapidamente demonstra a vontade cravejar de chumbo os implicados no complot, mas alguém se adianta e uma onda de assassinatos assola a cidade.
Apesar de não ser a minha praia, de quando a quando não resisto a fazer uma incursão no western dito clássico. Serve para desenjoar e também para confirmar que também há um ou outro espécime destes capaz de entreter a mente por uns momentos. Ainda assim, tenho de admitir que, por regra, neste campo os europeus não ombrearam o que se fazia do outro lado do Atlântico.
Alguém traga um escadote a Fernando Casanova.
Tratam-se quase sempre de obras paupérrimas tiradas a papel químico dos clássicos gringos, com os seus pistoleiros barbeados e de colts cintilantes, a galope nos seus magníficos cavalos brancos. Haja paciência! Mas adiante. Neste "Cuatro Balazos" apreciei especialmente a escolha de cenários exteriores, captados em Hoyo de Manzanares (Madrid) e Barranco de la Hoz (Guadalajara), muito diferentes das características ramblas Andaluzas que chafurdaram o western europeu dos anos seguintes.
Note-se que estamos em 1964, e portanto a fornada de westerns europeus ainda estava longe de ser uma realidade. O ambiente misterioso também abona em favor do filme e mesmo que não seja tão complexo como os crimes da carola de Agatha Christie, o suspense está lá e a lista de possíveis assassinos é longa. Por isso sentem-se no sofá e descubram vocês próprios: Quem matou?
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Tito Garcia
26/11/2012
31/10/2011
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