2013/05/28

20.000 dollari sporchi di sangue (1968 / Realizador: Alberto Cardone)

Neste filme, Alberto Cardone demostra mais vez como se magica um western decente sem ter de levar as contas do banco a zeros. Rodeia-se antes de um punhado de actores de talentos comprovados (Brett Halsey, Fernando Sancho, Antonio Casas), prepara um bom argumento com alguns dos parceiros do costume (Ugo Guerra, Vittorio Salerno) e o resto vem com a capacidade de desenrascanço que lhe é conhecida. Afastando-se da linha mais comum do género, que também ele explorou nalguns dos seus primeiros westerns-spaghetti (L'ira di Dio, 20.000 dollari sul 7), encaminha desta vez a acção para os campos do thriller, abordando uma problemática bem mais contemporânea: o sequestro! 

Uma criança é sequestrada por um bando de encapuzados. A condição que os bandidos colocam para a sua libertação é a entrega de uma maquia de 20000 dólares. A mãe da criança acede imediatamente às exigências dos sequestradores mas as coisas complicam-se quando os homens encarregues de recolher o dinheiro do resgate são emboscados e a guita desaparece. Um desses homens é o alcoólatra Fred Leinster, que se havia associado aos bandidos sem imaginar que uma criança estava a ser usada no processo. Deixado para trás como morto, rapidamente é apontado como responsável pelo acto mas consegue ilibar-se e a consciência volta a fermentar-lhe o cérebro enfrentando ele próprio o bando de raptores.


Pessoalmente, não morro de amores por nenhum filme que tenha visito com Brett Halsey à cabeça (Roy Colt e Winchester JackOggi a me... domani a te!, etc.), creio mesmo que tenha sido uma das estrelas menos brilhantes que o western-spaghetti conheceu, mas estranhamente acho que ao menos desta vez conseguiu convencer no papel de Fred Leinster. Um antigo xerife que caí na desgraça depois de ser injustamente acusado pela morte da própria família. 


Sejamos claros, Cardone era um individuo competente e fez alguns westerns interessantes (Mille dollari sul nero, Sette dollari sul rosso), mas a maioria apenas supera ligeiramente a média de qualidade do género. E este “20.000 dollari sporchi di sangue”, tal como a maioria dos seus outros spaghettis jamais atingirá o estatuto de culto que muitos dos filmes dessa época têm vindo a ganhar décadas depois do seu lançamento original. Sobretudo devido ao seu ritmo, demasiado lento para um western à moda europeia, quase órfão de cenas de acção! Depois de “20.000 dollari sporchi di sangue”, Cardone colaborou ainda com John Guillermin em “El Condor”, e desligar-se-ia então de vez dos westerns.

5 comentários:

  1. Alberto Cardone é um realizador que teve os seus melhores momentos com os filmes que fez com Anthony Steffen. Tudo o resto não é nada de extraordinário.

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    1. Sim. Esses são os melhores. Espero que o "Mille..." tenha um DVD decente e barato para breve...

      --
      Pedro Pereira

      http://por-um-punhado-de-euros.blogspot.com
      http://destilo-odio.tumblr.com/

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  2. A pesar de su final anticlimático me parece un spaghetti interesante y de cierta originalidad tanto por la trama (la busqueda de un niño raptado) como por el personaje principal (un alcoholizado exsheriff martirizado por su pasado que buscará su redención en la misión que le encomiendan).

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    1. Holla Jesus,

      Coincido con esa opinión pero necesitaba también alguna velocidad. Como lo finalizó, esta un poquito aburrido.

      --
      Pedro Pereira

      http://por-um-punhado-de-euros.blogspot.com
      http://destilo-odio.tumblr.com/

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  3. filme interessante no qual o protagonista, assolado por fantasmas do passado, inicia uma viagem de redenção quando já pouco esperava consegui-la. Cardone / Steffen é das duplas mais interessantes do género. É verdade, para quando um DVD decente para o excelente "Mil Dólares no Preto"? Enfim, esperemos.

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