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26/12/2017

Lo sceriffo che non spara (1965 / Realizador: José Luis Monter, Renato Polselli)

Depois de assassinar o próprio pai numa troca de tiros com um grupo  de bandidos, Jim renuncia a vida de violência. Tudo certo até aqui, mas amiguinhos estamos nos pântanos do western-spaghetti, e por aqui tudo se permite, inclusive acabar com qualquer sentido de continuidade ou lógica. Por isso o nosso amigo ex-xerife ao chegar a outra cidade, desanca uns arruaceiros que o provocam e imediatamente aceita o cargo de xerife dessa cidade.

Ao longo dos anos tenho visto muita merda de western-spaghetti, por vezes perguntou-me até se valerá a pena continuar com este objectivo de vê-los a todos. E é nestes dias em que me deparo com tal falta de qualidade que quase me apetece deitar a toalha ao chão e ficar por aqui. Os que estamos nestas andanças consideramos por regra que é Demofilo Fidani o Ed  Wood do género mas a verdade é que se fossarmos, encontramos sempre algo pior. Hoje voltei a confirmar isso mesmo, graças ao magnânimo monte de bosta: Lo sceriffo che non spara

Quem se esconde por detrás da máscara?

Não me vou alongar com largas sinopses porque nem eu entendi de onde se justificam as constantes mudanças de continuidade; também não me alongarei em mais comentários porque sinceramente não quero sequer espevitar o interesse no mais teimoso dos fãs, digamos que eu já servi de mártir por todos vós. Sigam caminho sff.

27/10/2017

Giunse Ringo e... fu tempo di massacro (1970 / Realizador: Mario Pinzauti)


O realizador Mario Pinzauti deve ter esfregado as mãos de contente quando soube que contava com o ator americano Mickey Hargitay para protagonizar a seu primeiro western. Mas o destino foi cruel e, ao fim de poucos dias, Mickey Hargitay voltou para o seu país sem passar cartão a ninguém. O ator até já tinha filmado algumas cenas mas agora era impossível fazer com que ele voltasse. 

A trama inicial tinha como protagonista o pistoleiro Mike Wood (Mickey Hargitay) mas as circunstâncias levaram a produção a mudar o foco para Ringo (Jean Louis), o irmão de Mike Wood. Wood tem fama de ser um pistoleiro mortífero. O rancheiro mexicano Don Alonzo oferece-lhe dinheiro e trabalho. Mike envolve-se com a bela Pilar, a filha de Don Alonzo. Ao fim de um mês Mike desaparece sem deixar rasto.

Foram todos com os porcos!

Na aldeia, os camponeses mexicanos falam de uma poderosa maldição que atingiu Mike. Bruxaria, mau-olhado, magia negra, bonecos de vudu… Um agente da lei anda atrás de Mike. Ringo também quer saber o que aconteceu ao seu irmão. Ambos interrogam Don Alonzo, Pilar e todo o pessoal da zona incluindo taberneiros, mulheres da vida e um mestiço tarado. 

Alegadamente ninguém sabe nada, ninguém viu nada e ninguém ouviu nada. Gradualmente e inesperadamente várias pessoas são encontradas mortas por envenenamento (todas as vítimas espumam pela boca).

Alguém te vai curar a bebedeira.

Ringo também já foi ameaçado quando deixaram no seu quarto um lúgubre boneco de vudu, um dos muitos símbolos da temível magia negra! O epílogo desta história macabra será desvendado no interior de uma austera caverna subterrânea e o verdadeiro assassino vai provar (literalmente) do seu próprio veneno. 

Como diz o provérbio “quem com ferros mata, com ferros morre”. Última nota sobre este filme: a produção começou e terminou os trabalhos em 1966 mas o produto final só viu a luz do dia em 1971, ou seja, Mario Pinzauti guardou este projeto na gaveta (principalmente por causa da enorme falta de dinheiro) durante cinco longos anos!

28/09/2015

Posters | Uno straniero a Sacramento (1965)

Um estrangeiro em Sacramento (Portugal) | Um pistoleiro em Sacramento (Brasil)

29/09/2014

Posters | 3 colpi di Winchester per Ringo (1966)

Três balas para Ringo (Portugal) | Três Tiros de Ringo (Brasil)

13/05/2014

Cjamango (1967 / Realizador: Edoardo Mulargia)


Este western é um filme simples, com um enredo simples, com momentos de ação simples e que aborda os temas mais simples do subgénero: a ganância e a vingança. Vivia-se a época em que a prioridade de qualquer cineasta / produtor italiano que quisesse ganhar uns trocos a fazer westerns era única e exclusivamente imitar as obras de Leone, Corbucci e Tessari. O protagonista deste filme é claramente um cruzamento entre Clint Eastwood e Franco Nero. O nome também não deixa margem para dúvidas. A fórmula foi usada “ad nauseam” por muitos outros, ou seja, a velha parceria entre um pistoleiro que procura dinheiro e vingança e outro que quer, acima de tudo, justiça. Edoardo Mulargia construiu a sua reputação nos westerns de série B e “Cjamango” é um desses westerns. O ator Ivan Rassimov / Sean Todd cumpre bem o papel de pistoleiro infalível sempre num registo muito próximo de heróis como “Django” ou “Homem Sem Nome”.


Quanto ao enredo, o que há a dizer? Cjamango vence um jogo de cartas e a aposta foi em ouro. Subitamente, vários homens entram no saloon e disparam sobre toda a gente. O ouro é levado. Cjamango sobrevive ao massacre e vai à procura dos assassinos e do ouro. Tudo acontece dentro de um triângulo infernal composto por Hernandez, Don Pablo e Tigre. Enquanto isso, do lado de fora corre Clinton, um forasteiro que parece ter uma missão bem definida. As presenças da bela Pearl e do jovem Manuel servem apenas para conferir a Cjamango uma aura de compaixão que fazem lembrar “Shane”.


No meu ponto de vista não há nada de surpreendente neste filme. Mas, como era hábito naqueles anos, a produção em massa de westerns não tinha muito que saber. Era fundamentalmente adotar a mesma estratégia, estando esta fortemente consolidada em dois sólidos pilares: a imitação e o plágio.

Lobbys:


Trailer:



28/12/2013

Trailers | Cjamango (1967)



Trailer de "Cjamango", que em Portugal foi lançado sob o titulo "Cjamango, o vingador". Legendado em Português por António Rosa.