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09/07/2018

La diligencia de los condenados (1970 / Realizador: Juan Bosch)

Anthony Stevens, John Wiseman e Brett Hudson, três velhacos do piorio, têm as suas carantonhas estampadas num cartaz de recompensa. A lei anda a morder-lhes os calcanhares porque violaram e mataram duas mulheres. A arrogância deste trio é tanta que, apesar de andarem fugidos, até se atrevem a ir à cidade jogar às cartas. O xerife local é um tipo honesto e não está com meias-medidas: mete-os no xadrez. O julgamento será nos próximos dias. Mas o juiz só pode condená-los quando chegar uma testemunha que assistiu aos crimes que Stevens e os seus brutamontes cometeram. A testemunha viaja na diligência que é interpelada pelo bando de Ramon Azteco, um bajoujas com um chapéu à Benny Hill. Ramon, que é cúmplice de Tony Stevens, tem como missão impedir que essa valiosa testemunha chegue ao tribunal. A diligência é desviada para a pousada mais próxima, pousada essa que é gerida por um tal Robert Walton, homem casado e pai de um rapaz de oito anos. Mas o fanfarrão Ramon Azteco não faz ideia qual dos passageiros é a testemunha. 

Os passageiros da diligência são ameaçados.

Por isso, todos vão ter de ficar retidos na pousada e esperar que o tempo passe. Robert Walton, a sua bela esposa e o seu filho vão ter de comer e calar? Ramon Azteco conseguirá alcançar o seu objetivo? O malandro Anthony Stevens e os seus compinchas vão ser ilibados por falta de provas e falta de testemunhas? E por onde anda o famoso pistoleiro Wayne Sonnier? Consta que desapareceu misteriosamente depois de ter sido baleado há oito anos.

Põe-te manso ou levas um balázio!

O realizador espanhol Juan Bosch Palau (pseudónimo John Wood) dirige este ótimo filme protagonizado pelos gigantes do western-spaghetti Richard Harrison e Fernando Sancho. As cenas na pousada são tensas, claustrofóbicas e ameaçadoras.
“A Diligência dos Condenados” (título em Portugal) é um western muito interessante que felizmente está disponível em DVD. A edição italiana da “Wild West” é de ótima qualidade e está à venda a preço de amigo!

08/10/2016

Fora de tópico | Lançamento "Zwei Halleluja für den Teufel (Abre tu fosa, amigo, llega Sábata...)"


Aparentemente os nossos amigos da barbarolândia conseguiram uma versão do pseudo Sabata "Abre tu fosa, amigo, llega Sábata...", ligeiramente maior daquela que circula por aí. Audio alemão e espanhol, para variar. Está a preço de amigo na Amazon alemã.

04/10/2011

La caza del oro (1972 / Realizador: Juan Bosch)

Com a chegada do western cómico até o habitualmente taciturno Anthony Steffen, que por regra associamos aos mais carrancudos dos personagens do western-spaghetti (“Django il bastardo”, “Garringo”, etc), passou a interpretar personagens em filmes que não são carne, nem peixe (“Uno, dos, tres... dispara otra vez”, “Arriva Sabata!”). Filmes que se por um lado tentam imprimir algumas passagens mais cómicas nos seus roteiros, não se contêm quando chega a hora da matança.

É certo e sabido que o Steffen que adoramos é desprovido de expressividade. Coisa sem importância quando se trata de encorpar os mais destemidos pistoleiros do velho oeste, mas quando se passa para o lado da paródia, as coisas ficam estranhas. Os anos 70 foram férteis em produções deste tipo, e esta co-produção ítalo-espanhola intitulada de “La caza del oro” é um desses bichos raros.


Carver (Manuel Guitián) é um velho bandido que roubou 28 sacos de ouro à companhia mineira, mas que acabou na prisão por 20 penosos anos, onde manteve segredo sobre o paradeiro do saque. No dia da sua libertação uma série de bandidos sem escrúpulos fazem romaria até às portas da prisão, com o intuito de forçar o avozinho a indicar a localização do tesouro. O director da prisão (Raf Baldassarre) também está interessado no dinheiro e oferece protecção ao velho em troca do metal precioso, mas Carver agride o carcereiro e volta para dentro da choldra. Lá, espera-o o mexicano Paco (Daniel Martín), companheiro de cela que tenciona escapulir-se com o velho e com ele repartir o ouro. O mexicano logra em fugir com a sua «galinha dos ovos de ouro» mas não chega longe porque Trash (Anthony Steffen) - o mais afoito dos abutres - lhes interrompe a fuga.


Os três acabam por formar uma delicada sociedade, seguindo em direcção ao local onde o ouro terá sido refundido. Pelo meio encontram uma caravana de mulheres de má fama, geridas por uma velha conhecida de Carter. Ressabiado, o velho acaba por bater as botas antes de consumar o acto! Sem saberem ao certo sobre o paradeiro do ouro, Trash e Paco continuam em direcção à fronteira Mexicana. O infortúnio dura pouco e acabam por mero acaso por ter conhecimento da localização do tesouro, que afinal foi escondido dentro da imagem de San Firmino! Mas um grupo de bandidos mexicanos comandados pelo velhaco Firmin Rojas (Fernando Sancho) também estão interessados na estatueta, que crêem poder proporcionar-lhes grandes milagres nas suas actividades criminosas. Imagine-se!


No meio desta trapalhada toda salva-se a interpretação do espanhol Fernando Sancho, muito divertido nas poucas linhas que lhe couberam. De resto, nem os cenários usados na rodagem abonam a favor do filme, que apesar de ter sido rodado por Espanha não contempla nenhuma das vistosas paisagens de Almería. Um filme bastante regular que apenas o mais sedento dos fãs do género se deverá atrever em perseguir.