

Silver entra em cena.
Peter Lee Lawrence é Silver, um pistoleiro a soldo, 1000 dólares é o valor que aceita para matar. Um dos «serviços» leva-o Carson City onde acaba por ser contratado para encontrar e eliminar os meliantes responsáveis pelo assalto de uma diligência carregada com o ouro do banco local. Silver não tem muitas pistas que o possam colocar na senda dos patifes responsáveis pelo massacre de todos os passageiros da diligência, mas o banho de sangue deixado para trás parece incriminar alguém das redondezas, alguém que não arriscou ser reconhecido.

Tudo bons rapazes.
O clima misterioso criado por Alfonso Brescia (realizador) e Enzo Gicca Palli (argumentista) atira-nos para o universo da saga Sartana, mas aqui numa versão livre de todas aquelas camadas lipídicas. Muito fácil de seguir mas sem ser por isso demasiado previsível, evitando portanto as tramas ultra-complexas que Giuliano Carnimeo nos habituou. Curiosamente, em 1971 Enzo Gicca Palli assumiria a cadeira da realização numa sequela dada à personagem Silver: "Il venditore di morte". Sequela essa, em que o genuíno Sartana - Gianni Garko - encarnaria a figura do infalível pistoleiro detective.
Matas-me com esse olhar.
O filme esteve durante anos na lista de lançamentos da Wild East, mas a coisa só viu a luz do dia em finais de Julho deste ano. Uma espera longa mas que me parece ter valido a pena. O filme é apresentado em formato widescreen quase isento de danificações de fita. E pelo que os amigos da Wild East garantem, esta será também a versão completa, o que aparentemente não se verifica nas edições disponíveis no mercado alemão e brasileiro.
