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04/09/2017
08/04/2013
30/01/2012
Il grande duello (1972 / Realizador: Giancarlo Santi)
Depois de ter estado escalado como realizador de “Giù la testa”, em que reza a história terá sido despedido por pressão dos dois protagonistas do filme (James Coburn e Rod Steiger), Giancarlo Santi – ex-assistente de Sergio Leone – realiza finalmente o seu primeiro filme em 1972. Para o efeito contou com uma mão-cheia de caras facilmente reconhecidas dos westerns «Leónicos», garantindo mesmo a presença da agora grande estrela do cinema europeu, Lee Van Cleef. A acção do filme gira em torno do assassinato do patriarca de Saxon City. Um homem pouco escrupuloso que toda a população temia e odiava ao ponto de o querer ver perecer. É através de uma série de flashbacks introduzidos durante o filme que se vão desvendando os detalhes do assassinato. Definindo-se assim uma lista de suspeitos pelo disparo fatal.
A ajuda chegou rapaz.
Philip Vermeer (Alberto Dentice) estava presente na estação de comboios no momento em que tudo aconteceu. Nessa noite Vermeer enterrara seu pai, morto a mando de nada mais nada menos que o próprio Patriarca. A carapuça serve a Vermeer que rapidamente é acusado, julgado e condenado. Em sua defesa surge apenas o xerife de Jefferson City – Clayton (Lee Van Cleef) – que ficamos a saber ter sido entretanto destituído do cargo por acusar o Juiz de corruptível, chamam-lhe agora «xerife sem estrela».

Foi por um triz.
Vermeer escapa entretanto da cadeia e refugia-se num posto de diligências. Os 3000 dólares da recompensa colocam-lhe vários caçadores de cabeças no encalço mas nem todos estão atrás da maquia. Inabalável na sua intenção de provar a inocência do rapaz, Calyton usa a sua astúcia para ajudar Vermeer a escapar dos patifes e finalmente proporcionar o confronto com o poderio da família Saxon.

Um filme é tão bom quantos os seus vilões e Horst Frank aí não falha.
Lee Van Cleef teve aqui mais um papel tirado a papel químico das personagens que mais o notabilizaram no género. Tal como em “Il Buono, il brutto, il cattivo” ou “Per qualche dollaro in più”, ele é o homem impecavelmente vestido de negro, ardiloso e mortífero no gatilho. Mas este Clayton assemelha-se também ao Jonathan Corbett de “La Resa dei conti”, também aqui na senda de um bandido que afinal ajudará a provar inocente.

Vê lá se te servem!
Apesar de “Il grande duello” ter sido lançado numa época em que o spaghetti-western já se ressentia de uma falta de frescura, este antigo colaborador de Sergio Leone (em “Il Buono, il brutto, il cattivo” e “C'era una volta il West”) e de Giulio Petroni (em “Da uomo a uomo”), conseguiu executar um western bastante satisfatório. Repleto de cenas de acção e algum suspense. Também bastante interessante é a trilha sonora que Luis Bacalov reciclou para o filme e que um dia destes disponibilizaremos aqui no burgo. Mas infelizmente o filme não beneficiou de cenários à altura, tendo sido todo ele rodado em Itália. Sendo por isso desprovido da componente paisagística que a região de Almeria proporcionou a tantos outros westerns europeus.

VHS portuguesa. Foto da colecção privada do Nuno Vieira (fonte).
Em Portugal o filme foi lançado com o título “O grande duelo”. Cheguei a alugá-lo no extinto videoclube da Rua Cândido dos Reis em Portalegre, algures nos anos 90. Actualmente, o filme continua acessível aos fãs portugueses através da “Colecção Western” da Prisvideo. A qualidade de imagem é bastante boa – tratar-se-á da mesma fonte usada pela editora italiana Surf – contendo o filme em formato widescreen com áudio em Italiano e legendas em Português.
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