Foi-se mais uma verdadeira lenda do cinema de culto italiano. Os aficionados do cinema B conheciam-no por George Eastman, o nome artístico americano que escolheu em homenagem ao criador do filme fotográfico e fundador da Kodak Company. Foi a sua estatura imponente que o afastaram das artes plásticas e o colocaram à frente das câmaras.
A sua carreira no cinema italiano começou nos anos sessenta, no então popularíssimo western-spaghetti. Durante uma década desempenhou os mais variados papeis no género. Foi herói ("Django, O Último Matador", "Ben e Charlie", etc), mas foi ainda melhor nas vestes de vilão ("Viva Django!", "Meu Nome é Pecos", "Gatilhos da Vingança", etc).
Com o definhar da popularidade dos westerns, derivaria para os mais variados filões do cinema B dos anos setenta e oitenta, fossem eles, policiais ("Cães Raivosos", o filme «perdido» de Mario Bava), pós-apocalípticos ("1990 - Os Guerreiros do Bronx", "Os Implacáveis Exterminadores", "2019 - Depois da Queda de Nova York", etc) ou terror ("O Antropófago", que será provavelmente o seu filme mais famoso). Também chegou a participar nos famosos filmes italianos de porno-terror ("Porno Holocaust", etc).
A sua cara ficaria para sempre estampada no imaginário dos fãs destes nichos do cinema, mas o que poucos saberão é que Montefiori também escreveu roteiros para dezena de filmes, incluindo o canto do cisne do western-spaghetti: "Keoma".
O jornal «la Repubblica» informou hoje que Luigi Montefiori faleceu após um breve internamento na clínica Gemelli Curae, em Roma, devido ao agravamento do seu estado de saúde. Tinha 83 anos.
RIP
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