23/07/2009

La Resa dei conti (1966 / Realizador: Sergio Sollima)


La Resa dei contiSeria de esperar que a minha primeira abordagem aqui neste intento de blog, aos títulos do western spaghetti, fosse feita à obra do mestre Sergio Leone, justamente considerado o pai do género, e incontestavelmente o homem responsável pela realização dos seus mais marcantes momentos. Pois bem, não o farei, Leone terá de esperar. Debrucemo-nos então sobre algo menos óbvio, mas igualmente de grande qualidade, senhores e senhoras apresento-vos Sergio Sollima. A dedicação de Sollima ao género foi fugaz mas de grande destaque, o expoente máximo da sua criatividade terá sido nesta co-produção italo/hispânica, La resa dei conti (1966), que agora vos falo. Com um excelente argumento do próprio em colaboração com gente como Sergio Donati (Faccia a faccia, Giù la testa, C'era una volta il West) e cinematografia de Carlo Carlini (Da uomo a uomo, Los pistoleros de Arizona).


O enredo é uma espécie de história do gato e do rato com claros contornos político-sociais pelo meio. Girando à volta da personagem de Jonathan Corbett, interpretado por Lee Van Cleef; e Cuchillo Sanchez, interpretado pelo cubano, Tomas Milian. Ambos donos de vastas filmografias e em pleno estado de graça na época. Corbett, um famoso caçador de cabeças prepara-se para deixar a profissão depois de aliciado pelo magnata Brokston (Walter Barnes) a seguir uma carreira política no Senado. Mas como última caçada deve capturar Cuchillo, um bandido Mexicano injustamente acusado de ter violado e assassinado uma menina. A tarefa não se lhe revelará no entanto fácil e nem tudo o que parece o é. Cuchillo, exímio manejador de facas e afins, com alguma mestria e esperteza consegue iludir e escapar ao seu carrasco. O duelo final mostra-se revelador e coloca frente a frente o mestre da faca contra a pistola do seu oponente, momento absolutamente memorável!


Infelizmente penso que “O grande pistoleiro” (isso mesmo, titulo nacional!) não está editado no circuito DVD Português, alguém me corrija por favor se estiver enganado. A cópia que possuo foi adquirida na conhecida loja virtual espanhola, DVDGO.com, sob o título “El halcón y la presa”, e contém o filme num belo widescreen com áudio em Espanhol e Italiano. Muito recomendável a todos aqueles que não têm estes idiomas como obstáculo, e que querem conhecer o western mediterrâneo para além da filmografia de Sergio Leone. Se o obstáculo existir, e não querendo de modo algum incentivar a partilha ilegal de ficheiros, sugiro uma rápida pesquisa em sítios dedicados à partilha de torrents de cinema mais alternativo. O Cinemageddon.org é uma opção muito válida neste aspecto. E se alguém vos disser que é ilegal, por favor lembrem-lhe que ilegal é privar o acesso a obras como esta, e… metam-lhe uma bala no meio dos olhos!


Trailer

35 comentários:

  1. Gostei imenso deste post. Estás a trabalhar bem! ;) Podes continuar a dar-nos artigos assim giros!

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  2. É uma pena que não é em Portugal a versão em DVD deste grande filme.
    E sim, o último duelo é lendária!

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  3. O enredo é sem dúvida o ponto forte deste filme pois, mais do que a perseguição entre caçadores e caçados, é uma saga pela justiça e pela verdade. E é sempre bom não esquecer que um dia, no meio de revolveres, a hora da caça pode chega na ponta de uma lâmina...

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  4. muito bom, assisti numa cópia francesa no Youtube,e o duelo de faca Vs colt é inesquecivel.

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  5. I must admit that didn't expect to get visits from countries as far as Canada. By the way Skipper Bartlett, I’m on your Vengeance Trail as well!

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  6. O GRANDE PISTOLEIRO (LA RESA DEI CONTI) além de tudo o que o pedro diz no seu artigo, é também um filme de forte componente política em que o realizador passa uma mensagem forte contra o capitalismo, na personagem de Brokston em oposição ao povo , representado pelo pobre peão Cucillo, seguindo a corrente da época também sollima simpatizava com a causa comunista e defende-a neste filme o que o torna ainda mais fascinante. A personagem de Corbett é um pouco como o espectador, um cidadão comum que o capitalismo tenta subverter, fazê-lo não pensar, suborná-lo, mas o povo acaba sempre por dar a volta por cima e Cucillo, o pobre peão, acaba por vencer o rico capitalista, mas este filme no fundo é grande western a todos os níveis, este é apenas mais um ponto de vista...

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  7. Assino por baixo António. Essa característica de Sollima mantém-se aliás nos seus outros dois spaghettis. Não fosse assim e provavelmente Gian Maria Volontè - que era uma pessoa de fortes convicções de esquerda - não teria aceitado desempenhar o Professor Brett Fletcher no excelente "Faccia a faccia".

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  8. Vi ontem este filme e na minha opinião acho que não acrescenta nada de novo ao género. É bom mas para mim não é nada de especial. Além disso as questões políticas nos westerns-spaghetti é algo que respeito mas não é o que mais me agrada! Vale essencialmente por Lee Van Cleef e Tomas Milian.

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  9. Olá Emanuel! Compreendo que não gostando de incursões políticas, os filmes de Sollima não te agradem tanto como a mim. Mas mesmo "descontando" essa componente não acho que seja um filme banal, na minha opinião nenhum dos três realizados por Sollima o é. Nas minhas preferências pessoais não tenho grandes dúvidas em colocar Sollima no grupo dos grandes realizadores do género, não ao nível de Leone, mas ombreia com certeza com Corbucci ou Valerii!

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  10. Acabo de ler um alerta no blog "B MOVIE BOX CAR BLUES" sobre a qualidade de uma nova edição brasileira deste filme, que quero partilhar. Por favor não comprem gato por lebre!

    http://bmovieblues.blogspot.com/2009/08/desrespeito-ao-consumidor.html

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  11. que legau amigo...es um apaixonado tambem por faroeste.
    veja como é grande minha paixão ,
    no yutube.
    "assim começou cica" obrigado pela visita no blog "so faroeste"
    orkut "um estranho ainda 100 nome"

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  12. Viva! Obrigado por passares por aqui. Parece-me que temos mais outra coisa em comum, também estou no ramo da metalurgia! A maquinaria que mostras no sucatasdigital.blogspot.com são o meu dia a dia.

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  13. De lo mejorcito en este género. Grande Sollima y grande Lee Van Cleef

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  14. La Resa dei Conti - Diversos toques:
    Conhecido também como:

    The Big Gundown | Der Gehetzte der Sierra Madre (Germany) | Halcón y la presa, El | O grande pistoleiro (Portugal) | Luodin laki (Finland) | En Blodig Kniv-Ett Dödande Skott (Sweden) | Colorado | Un maudit de plus (France) | El halcon y la presa (Spain)

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  15. Texto do Osvaldo em setembro de 2006:


    2006 está sendo bem positivo para mim, como fã de cinema. Apesar de não ter curtido tanto os lançamentos nos cinemas como no ano passado, eu estou vendo vários filmes bacanas que sequer tinha idéia de que seriam tão legais e outros queria conferir faz um bom tempo. TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA foi um deles e nesse último final de semana tive o grande prazer de assistir O DIA DA DESFORRA, um clássico dos faroestes italianos dirigido pelo talentosíssimo Sergio Sollima.

    Preciso urgentemente ver mais filmes deste diretor. Só me lembro de ter visto FACE A FACE há exatos 7 anos atrás numa cópia em VHS dublada e com fullscreen assassino da Reserva Especial. Isso não me impediu de ficar impressionado com a grande mudança de comportamento sofrida pelo personagem do excelente Gian Maria Volonté. Ele deve mesmo ser um filmaço, como os amigos Otavio Pereira e Heraclito Maia fazem questão de afirmar. Aliás, Heraclito batizou o seu querido Blog da Desforra em homenagem a este filme que aqui comento e foi através do Otavio no Cineitalia que adquiri uma cópia dele em DVD-R.

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  16. A trama principal de O DIA DA DESFORRA tem início quando Jonathan Corbett (Lee Van Cleef), um famoso caçador de recompensas com aspirações políticas, que topa de imediato perseguir um exímio atirador de facas mexicano Cuchillo Sanchez (Tomas Milian, simplesmente maravilhoso), quando passa a saber numa típica festa da alta sociedade local patrocinada por Brockston (Walter Barnes) que o sujeito é acusado de violentar e matar uma menina de 12 anos. Cuchillo não se demonstra nada difícil de ser encontrado, só que ele sempre arranja uma maneira de fugir por causa da sua invejável esperteza, enquanto Corbett continua tentando botar as mãos nele.

    Lee Van Cleef é o primeiro nome do elenco e está muito bem interpretando Corbett, um dos ótimos papéis que justificam a predileção deste ator em continuar trabalhando na Itália, mas o filme é mesmo de Tomas Milian. O cubano encarna Cuchillo com uma bela e inesquecível desenvoltura em sua atuação. Não consigo nem imaginar alguém compondo melhor esse ótimo e ambíguo personagem. O sujeito é tão carismático e palhaço que o espectador fica indeciso se torce para ele ser pego ou não, mesmo sendo acusado de um crime tão hediondo. Eu já era fã do Tomas Milian antes e agora fiquei mais ainda ao vê-lo neste que foi o papel que o consagrou.

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  17. Além de ser um programaço para qualquer fã de bangue-bangue italiano que irá reconhecer faces familiares dos filmes do período (Gerard Herter, Fernando Sancho, Nello Pazzafini, Benito Stefanelli e Lorenzo Robledo), O DIA DA DESFORRA também possui uma grande e válida crítica aos valores sociais daquela época que é feita sem prejudicar o entretenimento. Os vários momentos antológicos como a rápida estadia de Cuchillo na fazenda de uma viúva cobiçada pelos seus capangas, a "picada" da cobra e os duelos finais conseguem ficar ainda mais memoráveis por terem a marcante trilha do genial Ennio Morricone, que faz uso de "Pour Elise" composta por Beethoven num deles. Não se deve deixar de assistí-lo em widescreen, porque a condução de Sergio Sollima é bem auxiliada pela cinematografia de Carlo Carlini, que apresenta belíssimos ângulos e enquadramentos. O DIA DA DESFORRA é um ótimo filme que merece ser mais conhecido e tenho certeza de que gostarei mais dele quando o rever por causa da riqueza dos seus detalhes. Só não dou nota 10 para ele, pois preferia que a duração fosse maior hehehe.

    OBS: Caso o visitante não tenha notado, mais links de blogs foram adicionados ao lado e acabei de colocar o tema completo do filme O RETORNO DE RINGO em MP3 no post do meu comentário sobre o mesmo.

    http://vaeveja.blogspot.com/2006/09/o-dia-da-desforra-la-resa-dei-conti.html

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  18. Dollarirosso:
    La Resa dei Conti - 1966

    O dia da Desforra (Brasil)
    The Big Gundown (EUA)
    Direção: Sergio Sollima
    Com: Lee Van Cleef, Tomas Milian, Walter Barnes, Nieves navarro e Gerhard Herter

    Texto por Rafael Hansen Quinsani:

    No Spaghetti Western destacaram-se três grandes “Sergios”: Sergio Leone, Sergio Corbucci e o não menos genial e provocador Sergio Sollima. Em 1966 quando realizou LA RESA DEI CONTI (um ano antes de Face a Face), Sollima inseriu inovações ao abordar temas políticos e também ao inserir novas formas de duelo neste filme. Ambos os fatores são marcados, por vezes expostos, por vezes mais subliminares pelo paradigma da fronteira e sua influência nos indivíduos.
    O personagem Corbett (Lee Van Cleef) nos é apresentado primeiro no meio político e burguês para depois ser inserido no “oeste”. Um poderoso capitalista oferece apoio a Corbett para sua candidatura ao Senado em troca da captura do mexicano Cuchillo Sanchez (Tomas Milian) que pode ameaçar seus planos de construir uma ferrovia ligando o México ao Estados Unidos. A ferrovia visto como elemento de expansão da fronteira, elemento chave e norteador de Era uma vez no oeste fica em segundo plano em LA RESA DEI CONTI para ressaltar como a fronteira influencia o meio social e a constituição do comportamento dos indivíduos. Logo no início do filme, quando os capitalistas fazem o acordo com Corbett, eles se referem ao mexicano como um vagabundo ao qual só sentem desprezo. O poder dessas pessoas fica destacado quando eles entregam a estrela de xerife a Corbett.

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  19. Num lugar longínquo o Estado se subtrai ante o personalismo de certos indivíduos que se adaptam ao meio e ao “sistema” que este impõe. E para acentuar ainda mais as diferenças, Sollima transpõe seu olhar do ambiente burguês para um povoado mexicano, destacando as diferentes condições de vida. Mesmo quando não visualizamos o personagem Cuchillo Sanchez, fica apontada sua esperteza ante um formalismo do americano e quando visualizamos o mexicano temos sua risada estridente e um tom caricatural. Uma clara diferenciação que traz a ambigüidade presente na fronteira: um tom pejorativo e certa elegia ao elemento que fica “do outro lado”. Esta ambigüidade também se faz presente pelo caráter europeu dos realizadores do filme, que traz a necessidade de olhar e resgatar os elementos do Terceiro Mundo e refletir sobre o processo de descolonização e a atuação da Europa nos séculos precedentes. Uma crítica também se faz presente, pois o personagem europeu do filme, um Barão, se alia com os americanos e apresenta uma postura fria e elitizada que o diferencia das culturas americana e mexicana.
    Nesta relação de dois mundos entrelaçados fica destacada a atitude impositiva e expansionista americana, quando Corbett prestes a entrar em solo mexicano diz que “- o que vale é a lei de seu país”, mas é avisado que se atravessar a fronteira a questão se transforma em um assunto pessoal. Para Corbett, Cuchillo é um assassino que deve ser enquadrado no seu mundo e ele não consegue perceber e aceitar a diferença cultural. Isto é destacado quando na prisão Cuchillo canta a mesma música que o guarda (uma pequena, mas peculiar participação do grande Fernando Sancho) e apesar de estar preso como Corbett, a identidade cultural é diferenciada, bem como sua forma de atuação naquela situação.
    Contudo, a fronteira não deixa de modificar o próprio Corbett, quando ele rouba o cavalo de uma família agredindo um homem. Temos uma modificação dos traços individuais e também coletivos, pois os poderosos mobilizam o “seu exército” para perseguir Cuchillo Sanchez. Novamente o Estado e as instituições não se fazem presentes.

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  20. Sollima insere um tom mais bizarro nas cenas em que Cuchillo se esconde numa fazenda dominada por uma mulher autoritária e sadomasoquista. Com os agitados anos 1960 e a Revolução feminina, a personagem de Nieves Navarro exprime a revolta e o enfrentamento do mundo masculino, mas o filme aponta o despreparo para essa autonomia, quando ela pede a Corbett que não a deixe sozinha. Devemos destacar a inserção da história no século XIX, mas não podemos esquecer da possibilidade do viés masculino ainda predominante e uma possível reação apontada pelas lentes de Sollima. O filme apresenta dois duelos peculiares para um Spaghetti: quando Cuchillo enfrenta um touro e quando embate-se com os americanos onde ele não usa armasn de fogo, mas uma faca. Quando Corbett descobre que a morte de Cuchillo era desejada por que ele assumiu a culpa pela violação de uma menina para encobrir o genro do poderoso capitalista, Corbett dá a esse a chance de enfrentar seus algozes. Numa cena memorável, Cuchillo caminha pelas montanhas e emerge “do deserto”, onde os ângulos dão uma supra-dimensão ao mexicano, mas também mostra a grandeza do ambiente e a pequenez do ser humano. Duas dimensões que se imbricam, como a relação entre Cuchillo e Corbett, mas entre esses os caminhos a seguir são diferentes e ainda não conseguem se encontrar.
    Ainda indisponível em DVD no Brasil.

    http://dollarirosso.blogspot.com/2006_08_01_archive.html

    http://dollarirosso.blogspot.com/2006/08/la-resa-dei-conti-1966.html

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  21. Datas de estréia pelo mundo:

    Spain
    29 November 1966

    West Germany
    27 June 1967

    Finland
    2 August 1968

    USA
    21 August 1968
    (New York City, New York)


    Sweden
    14 April 1969

    France
    4 June 1969

    West Germany
    1 February 1990
    (TV premiere)

    Italy
    31 August 2007
    (Venice Film Festival)

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  22. Toque do Sollima>


    Director Sergio Sollima stated that Tomas Milian's character,Cuchillo is based on Mifune's character,Kiuchiyo in The Seven Samurai.

    /////////////

    Kurosawa em todas!

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  23. Arma do Baron von Schulenberg
    Baron von Schulenberg's Revolver is a a pinfire revolver in the style of Eugène Gabriel Lefaucheux from France. Eugène and his dad were two of the most influental gun inventors, but especially in the English speaking countries really underrated. Millions of these, sometimes cheap, sometimes expensive different models, were made between 1850 and 1875. Von Schulenberg's holster is modified for a 'swifter' draw.

    http://spaghettiwesterns.1g.fi/guns.htm

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  24. LA RESA DEI CONTI






    Anno: 1966
    Cast: Lee Van Cleef, Tomas Milian, Fernando Sancho, Walter Barnes.
    Musiche di Ennio Morricone - Durata: 98 min.
    Regia: Sergio Sollima

    Un ex colonello che aspira a divenire senatore si mette sulle tracce di un messicano di nome Cuchillo accusato dello stupro e dell'uccisione di una bambina. Inseguendo questo strano individuo ben presto scoprirà che non è lui il vero assassino, anzi è un prezioso testimone che ha visto il vero mostro. Si ritroveranno dopo un'intensa caccia all'uomo tutti sulle montagna, qui Cuchillo attende la sua resa dei conti.

    Il primo capitolo con lo straordinario personaggio di Cuchillo un messicano scansafatiche che viene accusato ingiustamente di stupro e omicidio, si mette sulle sue tracce un Lee Van Cleef assolutamente strepitoso nel ruolo di un testardo e impietoso Bounty Killer. Sollima tira fuori dal suo cilindro delle idee originali, un nuovo personaggio che è rimasto nella storia dei western; altra nota di spicco: Cuchillo non usa pistole ma solo un coltello col quale non sbaglia un colpo. Epico il duello finale coltello contro pistola tra Cuchillo è il vero assassino della donna. Assolutamente un cimelio dello spaghetti western.

    http://www.spaghettiwestern.altervista.org/resa_dei_conti.htm

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  25. Listagem top 20:

    'O Dia da Desforra' esta em setimo lugar com 218 pontos, sendo que na frente estão os 4 principais do Leone e 2 do Corbucci: Django e o Vingador Silencioso:

    01. The Good, the Bad & the Ugly (555 points)
    02. Once Upon a Time in the West (488 points)
    03. For a Few Dollars More (477 points)
    04. The Great Silence (330 points)
    05. A Fistful of Dollars (316 points)
    06. Django (225 points)


    07. The Big Gundown (218 points)


    08. The Mercenary/A Professional Gun (142 points)
    09. Companeros (134 points)
    10. A Fistful of Dynamite/Duck, You Sucker! (129 points)
    11. Death Rides a Horse (124 points)
    12. (tie) Face to Face (107 points)
    13. (tie) A Bullet for the General (107 points)
    14. My Name is Nobody (79 points)
    15. Django, Kill... If You Live, Shoot! (68 points)
    16. Day of Anger (64 points)
    17. Cemetery without Crosses (49 points)
    18. (tie) Keoma (43 points)
    19. (tie) Sabata (43 points)
    20. Mannaja (41 points)



    http://www.spaghetti-western.net/index.php/Essential_Top_20_Films

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  26. Curiosidade extra:

    O personagem Cuchillo já tinha aparecido no filme Por um punhado
    de dolares a mais e interpretado pelo ator Aldo Sambrell.

    É só dá uma conferida e rever que ele esta lá...

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  27. download do filme:

    e de um blog português também:

    http://myonethousandmovies.blogspot.com/2010/12/big-gundown-la-resa-dei-conti-1967.html

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  28. blog espanhol:

    download filme:
    El halcón y la presa
    Ficha Técnica:

    Título original: La resa dei conti
    Año: 1966
    País: Italia
    Género: Western
    Dirección: Sergio Sollima
    Guión: Sergio Sollima, Sergio Donati
    Duración: 106 min

    Reparto:

    Lee Van Cleef, Tomas Milian, Fernando Sancho, Luisa Rivelli, Nieves Navarro, Roberto Camardiel, Benito Stefanelli, Tom Felleghy, Walter Barnes

    Datos del archivo

    Idioma: Italiano con subs en inglés (srt)
    Calidad: DVDRip
    Resolución: 720 x 432 letterboxed
    Formato: AVI
    Tamaño: 1142 MB

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  29. El primero de los tres spaghetti westerns firmados por Sergio Sollima puede ser considerado sin lugar a dudas como una de las cumbres del género. Desde los actores y los personajes encarnados por ellos, hasta la puesta en escena acompañada de la excelente banda sonora compuesta por Ennio Morricone, El halcón y la presa tiene lo mejor que puede ofrecer un western al estilo europeo. Y si Sollima es hoy mucho menos conocido que sus homónimos Leone y Corbucci, no se debe despreciar la influencia que tuvieron sus películas en el posterior desarrollo del género.

    El halcón y la presa es la historia de una cacería humana, un tema que tiene una larga tradición en la historia del cine. Como bien se puede esperar de Sollima, este western contiene un mensaje crítico de la sociedad. Si bien al director se le presentó originalmente un guión con una trama convencional, donde un sheriff ambicioso caza a un bandolero mexicano, pudo efectuar algunos cambios que se plasmaron en un western político que presenta a la vez un duelo de caracteres cargado de ambigüedad.

    Cuchillo es un bandolero simpático, que defiende ideales revolucionarios, mientras Brockston es el empresario inescrupuloso, que abusa de la ley y el derecho en favor propio. En el medio se halla el cazador de recompensas, Corbett, al cual se le van abriendo los ojos a lo largo de la trama y termina por tomar partido por lo que él considera justo. Sollima cuestiona así los conceptos clásicos de ley y justicia, difuminando la línea divisoria entre el bien y el mal.

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  30. Lo inusual no está tanto en que el presunto culpable, Cuchillo, se devele como inocente, sino que nos vemos confrontados con un carácter que, si bien actúa con picardía y astucia, es en el fondo un hombre bueno. Un pelagatos criminalizado únicamente por circunstancias adversas, como ser humano apenas peor que su perseguidor, y que tiene como único medio de defensa un cuchillo, el arma de los pobres. Por otra parte Corbett tampoco es un héroe irreprochable y de una pieza, sino que en cierto sentido también es un hombre acosado, cuya realización personal parece consistir en la cacería humana, que es lo único en lo cual parece hallarse como pez en el agua. Otras cosas, como por ejemplo mujeres o dinero, no pueden competir con su afición por la caza de recompensas, de modo que encontramos en él -por motivos diferentes a los de Cuchillo- un desprecio por el acomodado estilo de vida burgués. Y es realmente interesante ver en qué situaciones pone el director a sus personajes, así como los extraños caracteres con los cuales hace que se encuentren: un viejo casado con niñas, una viuda ninfómana y sádica, un monje ducho en el uso de las armas. De este modo, Sollima se aparta de las convenciones clásicas del género -como también lo hicieron Leone y Corbucci-.

    Al final, nada parece ser lo que es, y lo que aparenta ser meramente un western entretenido resulta ser una reflexión sobre la ambigüedad de las ideas preconcebidas del bien y el mal en la sociedad, de la ley y la justicia, no en cuanto garantes del orden sino en cuanto medios de las cuales se sirven inescrupulosos hombres de negocios y políticos a fin de proteger sus propios intereses monetarios y de poder.

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  31. La versión norteamericana redujo el metraje original de 110 minutos a 90 minutos, perdiéndose mucho del mensaje político del film. Peor fue la versión alemana que llegó a los cines, con sólo 85 minutos de metraje y con un doblaje que falseaba los diálogos originales. No obstante, la versión restaurada en DVD de Koch Media (2005) es hasta ahora la versión más completa del film disponible en la actualidad.

    Esta película tendría una secuela, Corre, Cuchillo... corre! (1968), también de Sollima.

    Enlaces de descarga:

    [Archivo cortado con HJSplit 2.3]
    http://www.megaupload.com/?d=CGIBQVXT
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    Subtítulos en inglés:
    http://www.megaupload.com/?d=Y1JGJM06




    ***
    fonte:

    http://www.patiodebutacas.org/foro/showthread.php?t=1305&highlight=la+resa+dei+conti

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  32. Não lhe metam uma bala, mas sim uma "cuchillada"! Obra-prima, com crítica social, cenas muito bem planejadas e realizadas, protagonistas carismáticos, atores fora-de-série... clássico absoluto!

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  33. Não tenho mais o que acrescentar,todos já contemplaram tudo.Independentemente das incursões políticas é um spaghetti dos mais completos, obra prima. Eu já havia lido a excepcional crítica de Rafael Quinsani. Na resenha que fiz para esse belo filme no meu Top Ten para o Por um punhado... digitei o nome do Magnata encarnado por Walter Barnes como Broston,faltou o K,pois na verdade é Brockston como aparece nos comentários dos amigos.

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