2013/06/11

Dio non paga il sabato (1967 / Realizador: Tanio Boccia)

O bandido Braddock está prestes a ser enforcado pelas autoridades. No último momento é salvo por um grupo de pistoleiros liderados pelos seus dois sócios. A população foge aterrorizada e os bandidos escapam. Braddock e os seus dois amigos pagam ao grupo de mercenários pelos seus serviços e… matam-nos logo a seguir para recuperar o dinheiro e não deixar testemunhas. O trio viaja para uma cidade abandonada que servirá de esconderijo. Pouco tempo depois, a namorada / cúmplice de Braddock junta-se ao grupo. Em pouco tempo organizam e executam um novo assalto a uma diligência para roubar uma caixa cheia de dinheiro.


Agora é voltar à cidade fantasma, aguardar pacientemente que as autoridades desistam das buscas, repartir o dinheiro e ir cada um à sua vida. Mas a inveja, os ciúmes e a ganância falam mais alto. O que acontecerá a seguir não vai ser nada pacífico… Este filme ainda continua (injustamente) no anonimato no vasto mundo dos westerns-spaghetti. Os atores não têm nomes sonantes, o realizador também não e o dinheiro que a produção investiu foi mínimo. Mas isso não significa absolutamente nada!


Não concordo com aqueles que acreditam que a qualidade de um filme se resume à quantidade de dinheiro investido. Para mim, este western é um valioso tesouro escondido no meio de centenas. Bastou vê-lo uma vez para despertar o meu interesse. Gosto da história, gosto dos personagens, gosto dos cenários (a cidade fantasma é excelente) e gosto da atitude sexual da vilã! Em 1970, o realizador Cesare Canevari fez o “remake” intitulado “Màtalo” mas é mais fraco que o original. Perante tudo isto foi uma questão de dias até ter comprado o DVD. A edição italiana da Cecchi Gori tem boa qualidade de som (italiano) e imagem (2.35:1), contém o trailer como bónus e, obviamente, já cá canta!


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Trailer:

13 comentários:

  1. na realidade não é coincidência nenhuma q as duas produções tenham semelhanças, pois Mino Roli roteirizou Dio Non Paga il Sabato e Matalo! http://www.imdb.com/name/nm0738247/?ref_=tt_ov_wr

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  2. Não é dos meus preferidos, há outros filmes do género de orçamento paupérrimo mais do meu agrado (uma questão de gosto), como por exemplo "Pede Perdão a Deus" ou "Cjamango o Vingador", contudo torna-se agradável de seguir pelos motivos muito bem, como sempre, apresentados pelo Emanuel. Quanto a "Matalo!", tenho de ser sincero, detesto! Boomerangs e erva a mais para o meu gosto, mas lá está, é uma questão de gosto.

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    1. Estou contigo António. A facção psicadélica que o género conheceu a páginas tantas não é coisa que me agrade por aí além. "O especialista" de Corbucci, por exemplo, é um desses que vai para o saco.

      Ainda assim se me perguntam hoje qual dos filmes prefiro, então o voto vai mesmo para este que o Emanuel agora resenha.

      Recebi a semana passada, o segundo volume da enciclopédia spaghetti da Koch, onde este aparece. Mas ainda não confirmei se a qualidade de imagem/som ombreia a versão da Wild East ou essa italiana.

      --
      Pedro Pereira

      http://por-um-punhado-de-euros.blogspot.com
      http://destilo-odio.tumblr.com/

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    2. Este filme por acaso tem boas edições, a Koch normalmente não desilude, o que se saúda. concordo contigo em relação ao "Especialista" que ainda por cima mistura uns hippies que não percebi muito bem o que fazem ali. Mas enfim, "perdoo" o Sergio Corbucci porque nos deixou um legado extraordinário com obras como Django, Navajo Joe, o Pistoleiro Profissional (Il Mercenario) ou Companheiros. Abraço

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    3. Exacto. Eu ás vezes até me esqueço que ele se meteu nessas andanças. Mais vale assim.

      --
      Pedro Pereira

      http://por-um-punhado-de-euros.blogspot.com
      http://destilo-odio.tumblr.com/

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  3. É verdade, amigo António, "Màtalo" é um filme que parece que toda a gente anda sob o efeito de LSD. Este "Dio non paga il Sabato" é mais um bom exemplo de como fazer um western interessante com muito pouco dinheiro. Situações como esta eram habituais naquela época e isso aguçava ainda mais a capacidade de improvisar dos realizadores e técnicos. Hoje isso é praticamente impensável...

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    1. Felizmente temos muitos bons exemplos no género de filmes interessantes com pouco dinheiro, e ainda bem. A falta do dito aguça a imaginação e o resto é estilo, música espetacular e tiroteios à maneira. sim, e até ás vezes têm um argumento...

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  4. António, tu que és um especialista, sabes dizer-nos qual é o título deste filme em Portugal?

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    1. Amigo Emanuel, ainda não consegui encontrar qualquer registo sobre o título deste filme. Ou não foi lançado em Portugal ou passou completamente despercebido. Inclusive alguns deste filmes só forma lançados em Portugal nos anos de 1980. O caso mais estranho é Faccia a Faccia (Cara a Cara, em Portugal)de Sollima. E foi tratado como como filme de baixa qualidade. uma história que contarei mais tarde...

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    2. Algum critico com dificuldades de visão...

      --
      Pedro Pereira

      http://por-um-punhado-de-euros.blogspot.com
      http://destilo-odio.tumblr.com/

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    3. Pedro, desconfio que o sujeito nem sequer viu o filme. apostaria, até.

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  5. OK António, obrigado pela informação. Quanto aos disparates que os críticos de cinema dizem e escrevem eu tenho por regra não acreditar em uma só palavra. Normalmente, esses indivíduos acham-se iluminados mas eu não lhes passo cartão nenhum...

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  6. a história, de bandidos que vão parar numa cidade fantasma onde disputam dinheiro roubado, é bem parecido ao de um western americano clássico, CÉU AMARELO (Yellow Sky), de William Wellman, com Gregory Peck e Richard Widmark, rotulado por muitos críticos como um "western noir".

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