2012/06/13

Una donna chiamata Apache (1976 / Realizador: Giorgio Mariuzzo)

Todos nós sabemos que os westerns-spaghetti produzidos na década de 70 não são tão bons como os que surgiram na década anterior. Apesar de já não haver tanto entusiasmo e dinheiro ainda assim havia filmes interessantes. Mas isto é uma desgraça!  A classificação deste filme é muito simples: É mau! E quando digo mau é mesmo mau! Há filmes que são tão maus que até se tornam bons. Este é tão mau que até mete ranço! 

São 90 minutos de estupidez cheios de personagens que têm o dom de irritar qualquer pessoa boa do sentido. Ao longo desta penosa hora e meia há um grupo de soldados mal esgalhados que ninguém sabe o que andam a fazer e decidem ir matar uns quantos índios apaches. E porquê? Porque sim! Apeteceu-lhes! Um desses soldados de pacotilha fica para trás juntamente com uma mulher apache que sobreviveu ao massacre. 

 
A partir daí ambos percorrem florestas e caminhos que não lembram nem ao diabo, cruzam-se várias vezes com três parvalhões que têm sempre o mesmo objetivo: partir o focinho ao soldado (e matá-lo, porque não?) e abusar sexualmente da mulher (e matá-la, pois claro). Mas ainda há mais: Como a índia consegue sempre escapar, esses tristes divertem-se de vez em quando a apalparem-se mutuamente enquanto riem às gargalhadas! Felizmente, no final todos “vão com os porcos” (vulgo, morrem) e ainda bem porque senão podia haver alguém que quisesse fazer uma sequela disto! 


Lembro-me que há alguns anos atrás ainda pensei em comprar o DVD deste filme, uma edição espanhola, pensando eu na minha ingenuidade que podia ser um filme interessante. Hoje agradeço aos céus por nunca o ter feito!  Este western-spaghetti é uma grande nódoa do subgénero. A rubrica “Spaghettis que prejudicam gravemente a saúde” está bem representada com este exemplar. Uma recomendação: Quem já viu este filme deve ir imediatamente ver outro western-spaghetti mas desta vez de qualidade. Se ficarem demasiado tempo a pensar em “Uma Mulher Chamada Apache” pode provocar danos mentais irreversíveis e crises de vómito!



Mais algumas cenas:


Trailer:
 

8 comentários:

  1. vi este filme no cinema em plena puberdade e o que mais recordo nele é a Clara Hopf (aka Yara Kewa) e acho que me lembro também da... Clara Hopf. Agora a sério, não é um bom filme, mas já vi bem pior. Fico a aguardar próximos exemplos.
    Não sei se já tinha referido a Clara Hopf...

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  2. Coincido contigo. Un western muy malo con un presupuesto paupérrimo, cutre y carente de la más mínima imaginación que se apunta descaradamente al éxito de "Soldado azul" (Ralph Nelson, 1970).

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  3. Amigo António, acredito que ver este filme na adolescência pode ser marcante mas somente por algumas cenas de nudez de Clara Hopf. O resto é para esquecer rapidamente!

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    1. Claro, Emanuel, foi mais a brincar, mas acredita que ainda vais ver coisas piores.

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  4. Claro que há vi filmes bem piores. Há outros que são tão maus que não consegui ver até ao fim... Este pelo menos consegui!

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  5. Rick Boyd nesse filme, mais uma vez como mal.
    Sou fã dele, sempre nesse papel assim como Aldo Sambrell e Frank Braña.
    Deixou sua marca no Western.
    Destes três atores, somente ele ainda está vivo.

    www.bangbangitaliana.blogspot.com

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  6. Já vi coisas piores dentro do genero, o problema desta é que é mau, e demonstra ainda para mais algum pretensiosismo

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  7. Eu sou um dos "felizardos" que resolveu comprar o DVD desta pérola, edição da espanhola Filmax que continua intocável na prateleira. Uma curiosidade sobre este filme é o titulo que recebeu (salvo erro na Argentina): "La Hermana de Keoma". Mesmo nos dias do fim alguns maganos continuavam a tentar facturar à descarada.

    --
    Pedro Pereira

    http://por-um-punhado-de-euros.blogspot.com
    http://auto-cadaver.posterous.com

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