"Amigos" aka "...e per tetto un cielo di stelle", já fazia parte do catálogo da Koch Media através da "Italowestern Enzyklopädie No.1" mas entretanto vai ganhar edição solo. Nas lojas em Junho!
2018/04/09
2018/04/02
I due violenti (1964 / Realizador: Primo Zeglio)
Um indivíduo acusado de homicídio evade-se da cadeia. Ao ranger do Texas, Logan, que por acaso até é amigo de longa data do evadido, cabe a ingrata tarefa de captura-lo e devolvê-lo ao xilindró. O que acontece com relativa facilidade, mas faz o destino com que se cruzem com um bando de ladrões de gado e o presumível assassino escapa novamente. A missão de Logan fica portanto acrescida, recapturar o amigo e acabar com o pio da vilanagem local. Ora aqui está mais um filme decente do italiano Primo Zeglio (Winchester, uno entre mil; Los cuatro implacables), apoiado essencialmente nos traços clássicos do western americano, que é perfeitamente natural para um filme de 1964, portanto anterior ao boom do western-spaghetti.
George Martin a preparar-se para a emboscada.
Dependendo do estado de espírito do espectador é filme para garantir um tempo bem passado, pelo menos eu posso dizer que me encaixei nesse grupo. Não consta que existam versões DVD do filme à venda, mas se vasculharem pela Internet encontrarão por aí versões Tvrip ripadas da televisão espanhola, são versões despidas de brilho, mas é melhor do que nada. Boa caçada!
2018/03/30
Fora de tópico | Lançamento "The Sartana Collection"
Chegou a ser anunciada pela Wild East mas afinal quem se posiciona para lançar a saga completa do nosso herói favorito, vai ser a Arrow (detalhes aqui). O lançamento está agendado para Junho. Preparem uns cobres valentes!
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2018/03/05
Per una bara piena di dollari (1971 / Realizador: Demofilo Fidani)
George Hamilton é um militar da Confederação que regressa a casa. A sua família foi assassinada e o seu rancho foi reduzido a cinzas. O único sobrevivente é Sam, um escravo negro que, mesmo após a Guerra Civil, quis continuar a trabalhar para a família Hamilton. Os cabrões que cometeram estes crimes andam aí! E quem é o mandachuva? O mexicano Tamayo ou o raivoso Hagen? George Hamilton vai em busca da verdade sem hesitar. A única pista, para já, é um relógio de bolso que toca uma suave melodia e que foi encontrado no meio dos escombros. O resto do mundo que se prepare porque agora George já só responde pelo seu nome de guerra: Nevada Kid.
Obra tipicamente fidaniana, “Per Una Bara Piena di Dollari” é um retrato fiel da maneira muito peculiar de como o realizador Demofilo Fidani fazia os seus westerns. Foi a segunda e última colaboração de Fidani com o ator Klaus Kinski (já tinham trabalhado juntos em “Giù La Testa… Hombre!”). Kinski era teimoso que nem um corno mas aparentemente respeitava Demofilo Fidani (pudera, o velhote tinha um físico que impunha respeito!).
Klaus Kinski está desconfiado!
O diretor de fotografia, Aristide Massaccesi (nome de guerra: Joe D’Amato), é que esteve quase a partir as trombas a Kinski. No último momento, Fidani meteu-se no meio da confusão e cada um foi para seu lado. Em privado, Kinski e Fidani tiveram uma conversa séria. Foi mais ou menos isto: “Klaus, a partir de agora ou fazes tudo o que te dizem para fazeres ou quem te parte o focinho sou eu! Chiaro?!” Foi remédio santo! A partir daí tudo correu lindamente e consta até que Klaus Kinski e Aristide Massaccesi se tornaram amigos.
Um churrasco à mexicana!
A lindíssima Simone Blondell, atriz e filha do realizador, fazia parte do elenco. Kinski, tarado sexual de primeira categoria, andava sempre com o ponteiro fora da braguilha mas não há qualquer registo sobre uma hipotética relação entre ambos. Nem mesmo na sua autobiografia, onde o irascível ator alemão se gaba constantemente das suas aventuras sexuais.
O acrobata Jeff Cameron.
Mais alguma propaganda da época:
2018/02/20
Get Mean (1975 / Realizador: Ferdinando Baldi)
Stranger é um homem muito viajado! Já andou por aldeias mexicanas, cidades fantasma, até já andou aos trambolhões no Japão e agora foi outra vez mudar de ares. O destino é o nosso país vizinho: Espanha. Mas o que é que ele foi lá fazer?! Passo a explicar: em pleno Oeste Americano Stranger chega a uma cidade abandonada. Dentro de um barracão está uma família de ciganos que o acolhe, dá-lhe de comer e de beber e faz-lhe uma proposta que Stranger não pode recusar: por 10 000 dólares terá de escoltar uma bela princesa cigana até Espanha para ela ocupar o trono desse país. A viagem decorre sem incidentes mas quando lá chegam é que a porca torce o rabo! Espanha ainda é um país medieval cheio de bárbaros, mouros, cavaleiros medievais e vikings! O líder daquela corja é Sombra, um gajo que tem a mania que é Ricardo III (da peça de teatro de Shakespeare).
Vilões muito exóticos!
Stranger e a cigana não chegam a acordo com Sombra e o pior acontece: a rapariga é assassinada e Stranger sofre as habituais torturas e humilhações (pendurado num poste de cabeça para baixo, amarrado a uma bandeja com uma maçã na boca, tal e qual um porco no espeto, foge a sete pés à frente de um touro bravo, etc.). A paciência tem limites e Stranger já está farto de levar na corneta. Com uma caçadeira de vários canos e muita, mas mesmo muita, dinamite o homem vai acabar com as palhaçadas de uma vez por todas!
Stranger rebenta com tudo!
Este é o quarto e último capítulo da saga “Stranger” e é porventura o mais aparvalhado. A fórmula não muda (muda apenas o cenário), o elenco também permanece igual (Tony Anthony, Lloyd Battista, Raf Baldassare), veem-se alguns castelos e mosteiros espanhóis e revisita-se a bela fortaleza “El Condor”. Ferdinando Baldi realiza, Tony Anthony produz, o trio Bixio, Frizzi, Tempera compõe a música (em certos momentos irritante, diga-se).
Munições é coisa que não me falta!
“Get Mean” é um western-spaghetti tardio. Ao contrário da caçadeira do protagonista, que é um grande e imponente canhão, o filme não é grande espingarda.
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2018/02/06
Los fabulosos de Trinidad (1972 / Realizador: Ignacio F. Iquino)
Os três irmãos Pinzio (Chris Huerta), Panza (Ricardo Palacios) e Ponza (Tito Garcia), contrabandistas de profissão, encontram-se aprisionados no campo de trabalhos forçados que o coronel Jiménez (Fernando Sancho) administra. Mas a estadia por lá não se vai alongar, uma vez que a bela Nora Vargas (Fanny Grey) vai usar os seus dotes sedutores para ludibriar o coronel e assim saca-los do presidio. Para azar de todos com essa fuga surge também o interesse do caçador de recompensas Scott (Richard Harrison). E a trama desenvolve-se por aí.É o regresso de Richard Harrison a um western cómico e com o mote Trinitá escarrapachado no titulo, neste caso justificado pelo sobrenome dos contrabandistas balofos, Trinidad. Contudo ao contrário do anterior, “Jesse &Lester - Due fratelli in un posto chiamato Trinità”, a comédia aqui não sai do registo estúpido e as tentativas de fazer piadas resultam invariavelmente em grandessíssimos flops.
“Los fabulosos de Trinidad” aparecem rotulados como uma produção ítalo-espanhola, mas é evidente a preponderância dos daqui do lado, participação italiana nem vê-la. Quer o elenco quer a equipa técnica é assumida inteiramente por nuestros hermanos. A única intromissão à falange hispânica é feita pelo cabeça de cartaz, Richard Harrison, que queimava os seus últimos cartuchos no género.
A realização ficou a cargo de Ignacio F. Iquino (que também escreve e produz), homem responsável por uma porção considerável de westerns mediterrâneos, mas nenhum deles digno de grande nota. E tal como Harrison, também ele derivaria a partir daqui, no seu caso abordando o cinema mais “picante”. Talvez se tenha safado melhor…
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2018/01/29
Una lunga fila di croci (1969 / Realizador: Sergio Garrone)
Dois indivíduos estranhos, com nomes estranhos (Ordep e Leuname) e com gostos cinematográficos ainda mais estranhos (muitos dirão que não lembram nem ao diabo!) estão de regresso ao seu bem conhecido tabernáculo, o Epicnirp Laer, cujo cabecilha agora é o Ogait, para emborcar as benditas garrafas com sumo de cevada da famosa marca Sergas. A degustação do trotil é inicialmente acompanhada por algumas observações futebolísticas porque um fala do seu clube, o Acifneb, e o outro comenta a atualidade do seu Sesneneleb. Mas esse tema é sol de pouca dura. O assunto principal é o cinema. Vejamos como decorre a conversa:
- Eh pá, há poucos dias estive a rever um western do Sergio Garrone.
- Qual? Não me digas que foi o “Django, il Bastardo”?
- “Django il Bastardo” não! O nosso amigo António Rosa já nos ensinou que o filme em Portugal chama-se “O Sinal de Django”! Mas não, não foi esse.
- Qual foi, então?
- Foi aquele que, além do Anthony Steffen, tem também o William Berger. Ambos são caçadores de prémios.
- Ah, já sei! Estás a falar do “Una Lunga Fila di Croci”.
- Exatamente.
- Esse é um bom western. É um dos melhores do Garrone.
O potente canhão de William Berger.
- Sim, estou de acordo. É um belo western. Mas lembro-me da primeira vez que o vi, já lá vão uns anos, e naquela altura não achei nada de especial.
- O Garrone é um bom realizador. E esse filme tem dois bons protagonistas.
- Sim, o Garrone é um gajo catita! E este filme tem vindo a subir na minha consideração. Hoje acho-o um western-spaghetti bem bom!
- Essas situações acontecem. Às vezes aprendemos a gostar mais de certos filmes à medida que os revemos. Descobrimos sempre qualquer coisa nova em cada visualização.
- Diria que sim. E além do Steffen e do Berger ainda tem o Mario Brega, o Riccardo Garrone e a Nicoletta Machiavelli.
- E o Franco Villa como diretor de fotografia. E o Joe D’Amato como “cameraman”.
- Ou seja, tudo pessoal que sabia o que fazia.
- Pois com certeza!
Anthony Steffen também tem um igual.
- Andei a pesquisar no tomo do Marco Giusti e notei que há um pormenor curioso sobre o Anthony Steffen.
- Ai sim? O quê, exatamente?
- Os depoimentos das pessoas que trabalharam com o Steffen dizem todos o mesmo!
- O quê? O gajo era ruim? Era malandro?
- Não, nem por isso. Era um tipo pacífico mas tinha a mania que era vedeta.
- E por acaso até era!
- Pois, mas demorava muito a preparar-se para as cenas. Estava constantemente a olhar-se ao espelho, a arranjar-se…
- Deixa lá o homem sossegado! Ele fez muitos westerns e quando se retirou ainda foi a tempo de gozar a reforma no Brasil.
- É verdade. Faleceu em 2004 e a sua campa está no Rio de Janeiro.
- “Requiescant In Pace”, António de Teffé!
- Só para terminar: qual é o título deste filme em Portugal?
- Eu penso que é “Sem Espaço Para Morrer”. Mas não tenho a certeza absoluta.
- O quê? Não tens a certeza absoluta? Contacta imediatamente o António Rosa, que ele trata já do assunto!
O taciturno Steffen de perfil.
- Tu és chato, pá! O raio da bebida deve ter veneno!
- Vá lá, pá! Deixa-te de cantigas e contacta o homem! Eu sei que os Açores ficam longe do Alto Alentejo mas a tecnologia supera tudo.
- Pronto, está bem! Aqui vai: amigo António Rosa, por favor esclarece esta questão e já agora… bebe um copo à nossa saúde e à saúde dos nossos bem amados westerns-spaghetti! Um abraço!
2018/01/02
Jesse & Lester - Due fratelli in un posto chiamato Trinità (1972 / Realizador: Renzo Genta & Richard Harrison)
Ora vamos lá começar 2018 com uma coboiada divertida. Já estão de pé atrás? É normal, já todos sabemos que este filão foi muito maltratado nos anos setenta, mas animem-se que este “Dois Irmãos Num Lugar Chamado Trinitá” supera facilmente a média da época. A trama desenvolve-se em redor de dois irmãos há muito separados, Jesse e Lester. Eles que se voltam a encontrar com o objectivo de reclamarem uma herança num lugarejo chamado Trinitá. Sim, é mais uma sacanagem feita ao signore Enzo Barboni, mas quem pode apontar o dedo no país da bota, afinal roubar à cara podre foi o que fez florescer o género.Richard Harrison gaba-se do filme, e não é de admirar o porquê, afinal o homem além de envergar o papel principal, escreveu, produziu e ainda realizou. Renzo Genta também é creditado, mas participado apenas nos primeiros dias das filmagens, sendo depois dispensado devido a diferenças artísticas. Harrison assumiu as rédeas embora não tivesse assinado com o seu nome, assinaria antes como James London em homenagem ao seu ídolo Jack London, modas da época.
Lester (Donald O'Brien) vasculha o velho oeste em busca do irmão Jesse (Richard Harrison). Como pessoa integra que é, quer dividir a herança. Com o dinheiro da dita tenciona construir uma igreja, mas o desapontamento abater-se-á sobre ele ao ver que o irmão só quer o dinheiro para iniciar um bordel, o melhor do Oeste diga-se! Porrada de criar bicho, tachada na tromba, tiroteios ocasionais e situações mais ou menos hilariantes garante viagem segura ao espectador menos exigente. Os outros, já sabem voltem para a secção dos blockbusters, que isto não é fruta para os vossos dentes.
Apesar de ser uma produção modesta, o elenco é bastante decente. Richard Harrison está seguríssimo num papel cómico, algo que por exemplo nunca correu de feição ao carrancudíssimo Anthony Steffen. Mas a cereja no bolo é Donald O'Brien, que é uma verdadeira caricatura, sacada de um qualquer fumetti. Até ver o papel mais forte que lhe vi fazer. Mas há muitas mais caras conhecidas por aqui: George Wang, Federico Boido, Luciano Rossi, etc.
“Dois Irmãos Num Lugar Chamado Trinitá” sobreviveu à erosão dos tempos e apareceu recentemente em formato digital, pela mão da editora alemã Koch Media mas se o soldo vos falta, procurem no Videoclube do Sr. Joaquim que tudo tem e nada nega!
2017/12/26
Lo sceriffo che non spara (1965 / Realizador: José Luis Monter, Renato Polselli)
Depois de assassinar o próprio pai numa troca de tiros com um grupo de bandidos, Jim renuncia a vida de violência. Tudo certo até aqui, mas amiguinhos estamos nos pântanos do western-spaghetti, e por aqui tudo se permite, inclusive acabar com qualquer sentido de continuidade ou lógica. Por isso o nosso amigo ex-xerife ao chegar a outra cidade, desanca uns arruaceiros que o provocam e imediatamente aceita o cargo de xerife dessa cidade.
Ao longo dos anos tenho visto muita merda de western-spaghetti, por vezes perguntou-me até se valerá a pena continuar com este objectivo de vê-los a todos. E é nestes dias em que me deparo com tal falta de qualidade que quase me apetece deitar a toalha ao chão e ficar por aqui. Os que estamos nestas andanças consideramos por regra que é Demofilo Fidani o Ed Wood do género mas a verdade é que se fossarmos, encontramos sempre algo pior. Hoje voltei a confirmar isso mesmo, graças ao magnânimo monte de bosta: Lo sceriffo che non spara
Não me vou alongar com largas sinopses porque nem eu entendi de onde se justificam as constantes mudanças de continuidade; também não me alongarei em mais comentários porque sinceramente não quero sequer espevitar o interesse no mais teimoso dos fãs, digamos que eu já servi de mártir por todos vós. Sigam caminho sff.
2017/12/22
Feliz Natal!
O Natal aproxima-se e o Ano Novo também. O frio já chegou e a chuva (felizmente) já cai. O western-spaghetti não escolhe estações. Não se preocupa com a meteorologia nem com épocas festivas. Mas aqui, no POR UM PUNHADO DE EUROS, não somos desmancha-prazeres e desejamos a todos um feliz Natal e um ótimo Ano Novo. Quem sabe se o gordo barbudo não traz dentro da sacola um bom DVD para animar ainda mais os pistoleiros que deambulam por aí?! Boas festas!!
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2017/12/18
2017/12/11
2017/12/05
Una Colt in mano del diavolo (1972 / Realizador: Gianfranco Baldanello
“Lembra-te que quando saíres daqui deves-me um favor”! Foi esta a frase que Sulky Jeremy Scott disse a Roy Koster quando ambos cumpriam pena de prisão com trabalhos forçados numa penitenciária. Jeremy matou um guarda (espetou-lhe uma picareta nos costados) para salvar a vida a Roy e agora este está em dívida para com o seu companheiro. Jeremy é executado e Roy sai da cadeia (não se percebe se fugiu ou se cumpriu a totalidade da pena) e vai até à cidade de Silver Town. Visita a viúva de Jeremy e os seus dois filhos, que ainda guardam muita raiva e ressentimento pelos crimes que o seu pai cometeu. Em Silver Town, Roy Koster tropeça num velho bêbado que inesperadamente se revela uma boa fonte de informações.
No dia seguinte, quando Koster quer saber mais… o velho aparece morto (enforcado). Toda a gente insiste em suicídio mas Koster não vai na cantiga. Este, após ter despachado uns rufiões à lei da bala, fica a saber exatamente o que se passou anos antes com o seu amigo Jeremy: tudo teve origem no assassinato de um importante homem de negócios e da sua neta. Ambos foram emboscados e mortos a tiro. A culpa caiu sobre Jeremy, que foi condenado numa audiência nada justa cheia de falsos testemunhos. Mas porque é que tanta gente mentiu em tribunal? Porque todos estavam borrados de medo de Warner, o “big boss” lá do sítio. Mas será que o verdadeiro culpado é assim tão óbvio?
Gianfranco Baldanello dirige o ator americano Robert Woods pela segunda vez num western (a primeira vez foi em 1968 com “Black Jack”). Filme de baixíssimo orçamento, com cenários e locais simples mas visualmente apelativos e com um elenco composto por veteranos: Robert Woods, William Berger e George Wang. A duração total do filme é de 90 minutos mas a versão atualmente disponível é de apenas 72 minutos!
Destaque para um momento absurdo: quando Roy Koster e Martha Scott estão a sós a conversar, o ambiente aquece e, sem aviso prévio, Koster crava umas valentes castanhas na cara da rapariga que até a derruba! Logo de seguida… ambos beijam-se apaixonadamente! Dir-se-ia que nesta situação aplica-se a ideia do “quando mais me bates mais gosto de ti”.
Ponham-se a pau comigo!
No dia seguinte, quando Koster quer saber mais… o velho aparece morto (enforcado). Toda a gente insiste em suicídio mas Koster não vai na cantiga. Este, após ter despachado uns rufiões à lei da bala, fica a saber exatamente o que se passou anos antes com o seu amigo Jeremy: tudo teve origem no assassinato de um importante homem de negócios e da sua neta. Ambos foram emboscados e mortos a tiro. A culpa caiu sobre Jeremy, que foi condenado numa audiência nada justa cheia de falsos testemunhos. Mas porque é que tanta gente mentiu em tribunal? Porque todos estavam borrados de medo de Warner, o “big boss” lá do sítio. Mas será que o verdadeiro culpado é assim tão óbvio?
Rédea curta!
Gianfranco Baldanello dirige o ator americano Robert Woods pela segunda vez num western (a primeira vez foi em 1968 com “Black Jack”). Filme de baixíssimo orçamento, com cenários e locais simples mas visualmente apelativos e com um elenco composto por veteranos: Robert Woods, William Berger e George Wang. A duração total do filme é de 90 minutos mas a versão atualmente disponível é de apenas 72 minutos!
Robert Woods distribui chumbo quente.
Destaque para um momento absurdo: quando Roy Koster e Martha Scott estão a sós a conversar, o ambiente aquece e, sem aviso prévio, Koster crava umas valentes castanhas na cara da rapariga que até a derruba! Logo de seguida… ambos beijam-se apaixonadamente! Dir-se-ia que nesta situação aplica-se a ideia do “quando mais me bates mais gosto de ti”.
2017/12/04
2017/11/28
Monta in sella, figlio di...! (1972 / Realizador: Tonino Ricci)
Dois ladrões de bancos e dois trapaceiros são recrutados por um cego para executarem um rapinanço de em pleno México. Filme divertido que mescla livremente os motes do western europeu mais convencional com o de cariz político, vulgarmente arquivado sob o termo de «zapata-western». Sam Madison (Stelvio Rossi) é capturado durante um assalto ao banco de Denver, o que lhe vale a condenação à forca. Mas o xerife da cidade desconfia que o irmão de Sam o tente salvar, afinal de contas também ele é um escroque procurado pela lei e ambos têm fama de «trabalharem» juntos. Por estas e outras, o xerife monta uma esparrela ao segundo Madison, Dean, interpretado pelo norte-americano Mark Damon (Requiescant, Un Treno per Durango, Johnny Oro). Para azar dos homens da lei, Dean engendra numa artimanha para iludi-los. Coage para tal, dois trapaceiros do poker. Ora como o povo diz: para mentiroso, mentiroso e meio. E pronto Dean lá convence a «bomba» Agnes (Rosalba Neri) e Alfredo Mayo (André, o francês) a aventurarem-se num assalto ao mesmíssimo banco de Denver, coisa a encetar-se durante o dito enforcamento, quando supostamente todas as atenções da cidade estarão focadas na forca. O plano é vagamente bem-sucedido já que os quatro conseguem sair da cidade com vida, mas lucro nem vê-lo.
Rosalba Neri, a carinha laroca de serviço.
É então que são surpreendidos com a visita de Felipe (Luis Marin), um mexicano cego que se diz sabedor do paradeiro de uma grande maquia de dinheiro. A pandilha deixa-se convencer e lá vão eles para a cidade de Chihuahua com propósito de limpar os cofres de “El Supremo”. A paródia bacoca que nessa fase nos apresentam tem então um volte-face, ao chegarem a Chihuahua assistimos a uma execução de peones mandada pelo auto empossado El Supremo. Mas ao invés de um simples enforcamento ou fuzilamento, o canalha determina que os desgraçados se apoiem em sacas cheias de ouro, que se despejarão à medida que o pelotão dispara sobre elas, provocando uma morte lenta e agoniante aos seus opositores. Correndo o risco de parecer insensível, digo que esta é uma das cenas mais bem sacadas do filme, mas infelizmente está deslocada do ambiente cómico e aventuroso do filme.
O elenco é curto mas decente, a Mark Damon cabe o papel principal, apesar de que o tempo de antena ser em tudo idêntico para qualquer um dos quatro do bando. O americano que tanto se gabou de ter sido primeira escolha para o “Django” de Sergio Corbucci, não falha neste “Monta in sella, figlio di...!”, mas também não foi aqui que deixou pegada. Aliás, nenhum dos westerns que protagonizou, atingiu tal fama que lhe desse aquele efeito retroactivo no género. Curiosamente anos depois, Damon abandonaria a carreira de actor dedicando-se então às funções de produtor. Nessas funções temos-lhe a agradecer um bom punhado de clássicos do cinema de acção e não só: “Das Boot”, “The Neverending Story”, “Wild Orchild” ou “Dark Angel”.
A realização ficou ao cargo de Tonino Ricci, o italiano chegou tarde à cadeira de realizador e não teve por isso a oportunidade de afirmar o seu cunho pessoal nos westerns que realizou. Como é sabido, em 1972 o chamamento do western cómico era maior, e Ricci não conseguiu ser-lhe indiferente, apesar disso neste seu primeiro western-spaghetti safa-se razoavelmente e tivesse-se focalizado mais na vertente revolucionária, quem sabe não tivesse assinado um flop tão grande! Quem sabe?!
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