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2013/12/12

Fora de tópico | Lançamento "The Big Gundown"


Chegou mais uma edição do clássico de Sergio Sollima, "La resa dei conti", esta da Norte-Americana Grindhouse Releasing. Compilará a versão uncut do filme (em blu-ray), banda sonora, entrevistas, booklets, galerias, trailers, etc.


2013/11/05

I quattro dell'Apocalisse (1975 / Realizador: Lucio Fulci)

O realizador Lucio Fulci deixou a sua marca no cinema italiano principalmente no “giallo” e no terror (O Estripador de Nova IorqueZombi 2 - A Invasão dos Mortos-Vivos, As Sete Portas do Inferno). Este cineasta ainda arriscou trabalhar em outros géneros, nomeadamente nos westerns, mas os resultados estão entre o satisfatório e o medíocre. O enredo do filme resume-se ao encontro casual de quatro personagens muito distintos e à viagem (sem rumo definido) que fazem juntos. O jogador de cartas profissional / batoteiro Stubby Preston, a jovem prostituta grávida Bunny, o bêbado Clem e o alucinado Bud deparam-se ao longo da viagem com Chaco, um pistoleiro mexicano obcecado por drogas, sexo e sadismo. Obviamente, esta mistura explosiva de personalidades vai dar bronca…



Na minha opinião, este filme é fraco, sem chama, desinteressante e, em alguns momentos, sem nexo. A ação situa-se no oeste americano mas isso é apenas um pormenor insignificante porque tudo isto mais parece uma excursão de um grupo de “hippies” que não sabem o que andam a fazer!


Bem sei que Lucio Fulci nutria carinho por filmes bizarros e tentou defender o valor desta sua obra. Também sabemos que a sua paixão cinematográfica nunca foi o western. Talvez por isso os seus westerns nunca chegaram a patamares elevados. A reputação de Fulci ainda hoje é comentada em Itália. Giuliano Gemma e George Hilton trabalharam com ele em harmonia. Fabio Testi conquistou o respeito e admiração do realizador. Franco Nero representou uma espinha na garganta de Fulci.


Senhor de uma personalidade forte, por vezes conflituosa, o facto é que isso não bastou para colocá-lo num lugar de topo dos westerns-spaghetti. “Os Quatro do Apocalipse” também não ajudou.


Mais alguns lobbys germânicos:




Trailer:

2013/07/23

Fora de tópico | Lançamento "Colorado"


Depois da mingua, fartura. Pois é amigos, se ainda não decidiram qual a edição do "La resa dei conti" que vão querer ter lá na estante de casa, saibam que existe mais uma opção no mercado. Esta beleza de grafismo é obra da editora francesa Wild Side que pela informação disponível parece replicar o que a Explosive Media lançou à uns meses atrás. Já está à venda!

2013/06/06

Fora de tópico | Lançamento "Töte Django"



A primeira quinzena de Junho contará com mais um lançamento de peso. Será através da alemã FilmArt que  receberemos uma edição de coleccionador do clássico de Giulio Questi, "Se sei vivo spara". Um dos westerns-spaghetti mais bizarros jamais realizados. Mais informações sobre este lançamento, aqui.

2012/10/08

Il bianco, il giallo, il nero (1974 / Realizador: Sergio Corbucci)

A chegada dos anos 70 revelou-se uma autêntica catástrofe para o western-spaghetti. Até mesmo Sergio Corbucci, realizador italiano de créditos comprovados numa mão cheia de westerns de grande culto (“Django”, “Navajo Joe”, “Il Mercenario”, etc), se espalhou ao comprido nesta que seria a sua última incursão pelo género. O filme faria um belo encaixe nas bilheteiras mas infelizmente trata-se de facto de uma triste despedida de um género cujas normas ele próprio ajudara a definir anos antes. 

Este “Il bianco, il giallo, il nero” que até consegue a proeza de reunir um elenco de luxo, com Giuliano Gemma, Eli Wallach e Tomas Milian, mas resume-se afinal a uma resposta de fraco efeito aos então famosíssimos filmes da dupla Terence Hill/Bud Spencer. No entanto Corbucci que já vinha a dar sinais de estagnação nos seus trabalhos anteriores – “La Banda J. & S. cronaca criminale del Far West” e “Che c'entriamo noi con la rivoluzione” – esbarra aqui num desafio que se lhe mostra impossível de transpor. Falhando a transição do seu western negro e graficamente violento, para as tendências cómicas que o público de então exigia. 


A acção polarizada em torno das três estrelas do cartaz, plagia de uma forma bastante explicita a mesma história de “Soleil rouge” de Terence Young, lançado poucos anos antes. Sendo aqui a espada de Mifune substituída por um pónei sagrado, oferenda nipónica à comunidade Japonesa emigrada nos Estados Unidos. O comboio onde o pónei é transportado é assaltado por uma tribo índia, que sequestra o equídeo para o qual exige um resgate (invulgar acção associada à raça índia que obviamente se prevê uma aldrabice). Ao “idóneo” Xerife Edward ‘Black Jack’ Gideon (o negro) é entregue a missão de entregar o ouro do resgate e recuperar o pónei, mas o pilantra ítalo-suíço Blanc de Blanc (o branco) tudo fará para surripiar o dinheiro. E Sakura (o amarelo), ora bem, Sakura limita-se a fazer figura de parvo na cerca de hora e meia que o filme comporta.  

A existência de um elenco tão forte faria salivar o fã do western europeu, mas o que parecia ser a grande mais-valia do filme é incapaz de beliscar a mediocridade geral da película  Reféns de papéis muito pouco interessantes e num argumento gasto e previsível, estes limitam-se a interpretações em piloto automático. Porém a Milian saiu mesmo a fava, desempenhando aqui um simplório aspirante a samurai, cheio de tiques aparvalhados. Um papel ainda mais irreal e constrangedor do que aquele que já desempenhara nos filmes da personagem «Providenza», de Petroni. 


Actualmente “Il bianco, il giallo, il nero” é sobretudo recordado pelo extenso monólogo inicial em que a esposa do Xerife protesta com o marido usando para o efeito uma série de referências a filmes e personagens que o género conhecera até então.   

(A esposa): “Per un pugno di dollari, per un miserabile pugno di dollari, che non sono neanche tuoi, devi già ripartire? Almeno lo facessi per qualche dollaro in più!, e invece, vamos a matar compañeros, sempre in giro con il buono, il brutto e il cattivo tempo  Giù la testa, caro… Sei alla resa dei conti, ormai. Chi sono io, per te? Nessuno, ecco, il mio nome è nessuno. Tu devi metterti faccia a faccia con le tue responsabilità. Per queste creature ti danno un dollaro a testa, sei il mercenario peggio pagato di tutto il Texas, cangaceiro!, e noi siamo il mucchio selvaggio… Ma tu non vali nemmeno un dollaro bucato, e prima o poi finirai come quel bounty killer del Minnesota, Clay era il suo nome, ma poi lo chiamarono il magnifico… però ricordatelo, c’era una volta il west che dicevi tu: oggi, anche gli angeli mangiano fagioli, ma sì, corri uomo, corri! Altrimenti, ci arrabbiamo sul serio, e se Dio perdona, io no, perciò datti da fare, capito?  E tu smettila di fare il bestione! Vergognati, vergognati di fare vivere i tuoi bambini come dei barboni. Leone, questo devi diventare, se vuoi fare la rivoluzione nel mondo del west".  
(O Xerife:): "Ma che c’entriamo noi con la rivoluzione?”  
(A esposa:) Avete sentito? Tanto di Ringo o di Django, sono sempre io che me lo piango ...   

Saibam os curiosos que “Dispara primeiro… pergunta depois” – mais um delirante título Português – foi lançado em Portugal pela Prisvideo, na sua “Colecção Western”, que ainda se encontra nas lojas a preço de amigo. O filme é apresentado no seu idioma original italiano (com legendas em Português) e surge em formato widescreen 16:9 com qualidade de imagem cristalina.  

Mais alguns lobbys:



Trailer:

Posters | Vamos a matar, compañeros (1970)


2012/10/01

Fora de tópico | Lançamento "Von Angesicht zu Angesicht"


Já o tínhamos comentado, mas aqui fica a confirmação, na primeira quinzena de Outubro iremos também poder contar com a edição da Explosive Media para "Faccia a faccia". Clássico de Sergio Sollima que nesta nova edição DVD surgirá na sua versão completa e com alguns extras de interesse (entrevistas com o realizador, versão Super-8, banda sonora, etc.).  Mais um a ter em conta!

2012/09/11

Fora de tópico | Lançamento "Der Gehetzte der Sierra Madre"




O primeiro lançamento da nova editora Suíça, Explosive Media, fundada por Ulrich P. Bruckner (autor do livro "Für ein paar Leichen mehr" e que anteriormente estava ligado à Koch Media), será "La Resa dei conti" (Der Gehetzte der Sierra Madre). Filme icónico de Sergio Sollima e cujas boas edições em formato DVD/Blu Ray escasseiam actualmente,  como muitos saberão o lançamento anterior da Koch Media já está esgotado há muito tempo. 

A informação já divulgada anima-nos o espírito tal a quantidade de opções linguísticas (Alemão, Italiano, Inglês) e diverso material extra.  O lançamento está agendado para a primeira semana de Outubro!

2010/01/20

Sentenza di morte (1968 / Realizador: Mario Lanfranchi)


Nos últimos tempos temos aqui abordado - quase em forma de ciclo cinematográfico - a personagem Django. Escreveu-se sobre o original de Sergio Corbucci, mas também sobre alguns dos filmes vulgarmente aceites como sequelas, com tempo ainda para uma breve abordagem a algumas adaptações livres. Uma outra variante em voga naqueles tempos consistiu na simples adição da palavra Django ao título promocional do filme. Vimos isto acontecer um pouco por todo o lado, mas foram esses doidos Alemães que levaram esta prática ao extremo. Sentenza di morte foi um desses filmes, lançado em terras bárbaras como “Django - Unbarmherzig wie die Sonne”, mas sem qualquer ligação com a personagem criada por Corbucci. Este foi curiosamente o único western-spaghetti filmado por Mario Lanfranchi, um sujeito cujas ligações artísticas com o teatro e a ópera proporcionaram uma narração diferente do habitual neste género cinematográfico, dividindo o filme numa espécie vingança em quatro actos e privilegiando os grandes diálogos às habituais cenas de tiroteio e pancadaria.


O Norte-americano Robin Clarke - numa aparição única no género - foi o escolhido para interpretar Cash (ou Django dependendo da edição), um tipo aparentemente alcoólico que vê o seu irmão ser abatido por quatro indivíduos, revoltando-se contra estes acaba também ele por ser alvejado. Movido pelo ódio, Cash resolve trocar o malte pela lactose, lançando então a sua vendetta pessoal sobre os assassinos do seu irmão – nada de novo, portanto!
O primeiro a provar o chumbo de Cash será Diaz (Richard Conte), um ganancioso fazendeiro que propositadamente acabará perseguido na imensidão das terras desérticas que o rodeiam. Despachado o primeiro assassino, somos imediatamente colocados noutro cenário: cidade aparentemente pacata onde reencontramos Montero - interpretado pelo excelente Enrico Maria Salerno (Bandidos, Un treno per Durango). Montero, ávido jogador de poker é confrontado por Cash que depois de lhe ganhar todo o dinheiro no jogo lhe impõe uma derradeira partida: Terá agora de apostar aquilo que de mais valor possui, a sua própria vida! O terceiro confronto será com Baldwin (Adolfo Celi - os fãs da saga 007 talvez se lembrem dele em Thunderball ) um falso homem de fé que espalha o terror na população. Astuto, Baldwin captura e baleia Cash, mas por intervenção divina ou simplesmente grande imaginação humana, Cash utilizará a mesmíssima bala para lhe tirar a vida. Cena suficientemente bizarra para merecer ser vista! Para o grande acto final, Lanfranchi fez alinhar o Cubano Tomas Milian (La resa dei conti , Faccia a faccia, Vamos a matar, compañeros), aqui na pele de um albino com possíveis indícios de epilepsia e completamente obcecado por ouro e tudo aquilo que com dourado se pareça, loiras inclusive. Valendo-se disso Cash preparar-lhe-á uma armadilha mortal. Milian que também passou pelas escolas de artes desempenha aqui mais uma das suas habituais actuações teatrais - no limiar do exagero - mas que dentro do ambiente concebido por Lanfranchi não destoa por aí além.


Embora forasteiro nestas andanças dos spaghettis, Lanfranchi acaba por conceber um filme bastante aceitável, com um bom trabalho de fotografia e sobretudo com um grande elenco. Perde no entanto a oportunidade de conceber uma obra maior, muito devido às repentinas passagens entre actos, que mereciam ter ligações mais preenchidas. Apesar disso e sabendo à partida que este não é filme de topo, serve como excelente exemplo de como até um género tão básico como o western-spaghetti pode ser mostrado de uma forma original. O filme está disponível pela Koch Media, com áudio original Italiano e legendas em Inglês. Como é habitual nas edições desta editora Alemã, para além da excelente qualidade de imagem, podemos contar com alguns extras interessantes, incluindo entrevistas e comentário áudio pelo próprio Mario Lanfranchi. Recomendável!


Trailer

2009/09/14

Se sei vivo spara (1967 / Realizador: Giulio Questi)


Apesar do título internacional (Django, Kill!), aqueles que pensam que é uma sequela do filme de Corbucci estão enganados! Aqueles que no universo dos westerns-spaghetti só gostam da obra de Sergio Leone ficarão desapontados! Se esperam acrobacias mirabolantes (Parolini), explosões espectaculares (Carmineo) ou até mesmo algum humor e comédia (Barboni), esqueçam! Este filme é exactamente o oposto! O único western de Questi é tido por muitos (incluindo eu) como o mais violento e estranho western-spaghetti da História! Aqui vale tudo (arrancar olhos também) e se os índices de violência e sadismo deste filme ainda hoje impressionam, imaginem a “tourada” que não terá sido no seu ano de estreia (1967). Mas parece que o objectivo de Questi era esse mesmo: Chocar a audiência através do comportamento selvagem e animalesco que o ser humano pode atingir!

O início de cariz fantasmagórico e sobrenatural, com o protagonista (Tomas Milian / Django) a reerguer-se do mundo dos mortos, tal qual um “zombie”, dá o mote a 120 minutos de violência, sadismo, ganância, traição, homossexualidade e sangue! Tudo começa quando um grupo de bandidos americanos e mexicanos assaltam um carregamento de ouro. Contudo, a facção ianque não quer partilhar os lucros e consequentemente “despacham” os seus sócios no meio do deserto, onde só o protagonista Django se safa. Esse mesmo bando de malfeitores chega a uma cidade mas depressa se deparam com indivíduos muito piores que eles! Todos são mortos, os cadáveres pendurados em praça pública e o ouro vai secretamente para os bolsos de dois ilustres cidadãos, o puritano Hagerman e Tembler, o dono do hotel. Como se não bastasse, o influente rancheiro mexicano Sorro desconfia da marosca e mete-se ao barulho, juntamente com o seu bando de homossexuais assassinos, violadores e tarados (que o diga Evans, interpretado por Ray Lovelock)! Enquanto isso, Django chega à cidade, toma uma posição mais ou menos passiva no desenrolar da história mas não sem antes ser crucificado e torturado numa cela com iguanas e morcegos! No final, ninguém fica com o ouro, alguns maus morrem, alguns muito maus também morrem e os outros a seguir (o que vem a seguir de muito maus?) ficam impávidos e serenos a ver os seus vizinhos morrerem queimados vivos!


O elenco revela caras conhecidas do mundo dos westerns-spaghetti. À cabeça vem Tomas Milian, bem (ou mal) acompanhado por Piero Lulli, Roberto Camardiel, Marilu Tolo, Ray Lovelock e muitos outros figurantes mal-encarados, brutamontes ou, pura e simplesmente, com ar rude e tresloucado! Mas, a bem da verdade, não é assim em todos os westerns italianos? A ideia inicial de Giulio Questi era fazer um thriller violento. No entanto, na segunda metade dos anos sessenta, na Itália, o western dava cartas na indústria cinematográfica do país e os produtores acharam que esta seria uma melhor forma de encaixar mais dinheiro. Questi foi um veterano de guerra e quis transpor para o filme algumas das más recordações que o conflito lhe proporcionou, nomeadamente o lado animalesco e violento do ser humano quando se sente ameaçado! A censura teve mão pesada, o filme foi proibido em alguns países e noutros sofreu um drástico corte nas cenas mais violentas, passando do original de 120 minutos para uns estúpidos 100 minutos ou menos!


Este filme ocupa um lugar de honra nas minhas preferências devido à sua originalidade mas sobretudo à sua dureza e violência explícita, algo que aprecio muito em westerns. Hoje em dia é muito fácil comprar uma edição DVD na internet (cuidado com as versões censuradas!), em sites de vários países, mas para não variar, em Portugal nem sombras! Comprei a versão francesa integral que se chama “Tire Encore Si Tu Peux”, com áudio em francês e no original italiano. As legendas só estão disponíveis em francês. É-nos apresentado no belo formato letterbox 2:35:1 e tem boa qualidade de imagem e som. Aconselho este filme àqueles que gostam de westerns-spaghetti duros, violentos e realistas. Não aconselhável a pessoal sensível e facilmente impressionável. Estritamente proibido a devoradores compulsivos de telenovelas e filmes cor-de-rosa!


Trailer



Documentário

2009/07/23

La Resa dei conti (1966 / Realizador: Sergio Sollima)


La Resa dei contiSeria de esperar que a minha primeira abordagem aqui neste intento de blog, aos títulos do western spaghetti, fosse feita à obra do mestre Sergio Leone, justamente considerado o pai do género, e incontestavelmente o homem responsável pela realização dos seus mais marcantes momentos. Pois bem, não o farei, Leone terá de esperar. Debrucemo-nos então sobre algo menos óbvio, mas igualmente de grande qualidade, senhores e senhoras apresento-vos Sergio Sollima. A dedicação de Sollima ao género foi fugaz mas de grande destaque, o expoente máximo da sua criatividade terá sido nesta co-produção italo/hispânica, La resa dei conti (1966), que agora vos falo. Com um excelente argumento do próprio em colaboração com gente como Sergio Donati (Faccia a faccia, Giù la testa, C'era una volta il West) e cinematografia de Carlo Carlini (Da uomo a uomo, Los pistoleros de Arizona).


O enredo é uma espécie de história do gato e do rato com claros contornos político-sociais pelo meio. Girando à volta da personagem de Jonathan Corbett, interpretado por Lee Van Cleef; e Cuchillo Sanchez, interpretado pelo cubano, Tomas Milian. Ambos donos de vastas filmografias e em pleno estado de graça na época. Corbett, um famoso caçador de cabeças prepara-se para deixar a profissão depois de aliciado pelo magnata Brokston (Walter Barnes) a seguir uma carreira política no Senado. Mas como última caçada deve capturar Cuchillo, um bandido Mexicano injustamente acusado de ter violado e assassinado uma menina. A tarefa não se lhe revelará no entanto fácil e nem tudo o que parece o é. Cuchillo, exímio manejador de facas e afins, com alguma mestria e esperteza consegue iludir e escapar ao seu carrasco. O duelo final mostra-se revelador e coloca frente a frente o mestre da faca contra a pistola do seu oponente, momento absolutamente memorável!


Infelizmente penso que “O grande pistoleiro” (isso mesmo, titulo nacional!) não está editado no circuito DVD Português, alguém me corrija por favor se estiver enganado. A cópia que possuo foi adquirida na conhecida loja virtual espanhola, DVDGO.com, sob o título “El halcón y la presa”, e contém o filme num belo widescreen com áudio em Espanhol e Italiano. Muito recomendável a todos aqueles que não têm estes idiomas como obstáculo, e que querem conhecer o western mediterrâneo para além da filmografia de Sergio Leone. Se o obstáculo existir, e não querendo de modo algum incentivar a partilha ilegal de ficheiros, sugiro uma rápida pesquisa em sítios dedicados à partilha de torrents de cinema mais alternativo. O Cinemageddon.org é uma opção muito válida neste aspecto. E se alguém vos disser que é ilegal, por favor lembrem-lhe que ilegal é privar o acesso a obras como esta, e… metam-lhe uma bala no meio dos olhos!


Trailer

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