“Ser ou não ser, eis a questão!”. Assim começa o mais célebre monólogo de “Hamlet”. Joe Clifford é um ator apaixonado pelas obras de William Shakespeare. Viaja por todo o Oeste Americano disposto a interpretar no palco as peças do velho dramaturgo inglês. Além dos seus dotes de ator Joe Clifford também sabe manejar a pistola e isso garante-lhe vários problemas com as autoridades. Um dia é informado que herdou uma mina de ouro do seu falecido tio. Joe dirige-se à cidade para tomar posse da mina mas depressa percebe que as coisas não vão ser assim tão fáceis porque Berg, um poderoso homem de negócios e cabecilha de um bando de pistoleiros, já tomou posse da mina de forma (aparentemente) legal. Joe desconfia, entra em conflito com Berg e está o caldo entornado!
O trio Leopoldo Savona, Anthony Steffen e Eduardo Fajardo trabalharam juntos várias vezes neste registo. Talvez até demasiadas vezes porque as coisas já estavam a ser repetitivas e mais do que óbvias. Para desenjoar a bela música da autoria de Bruno Nicolai é um dos trunfos do filme bem como breves referências às obras mais conhecidas de Shakespeare (Hamlet, Macbeth).
Anthony Steffen a gastar pólvora e munições em dose industrial, Eduardo Fajardo no típico papel de vilão mau como as cobras e Leopoldo Savona assina um western banal, que não surpreende e que é minimamente decente mas sem qualquer hipótese de se aproximar do panteão onde residem os melhores do subgénero!