Luke, um prisioneiro condenado a trabalhos forçados, consegue evadir-se do seu cárcere. Na sua mente só há um objetivo: ir para o México, penetrar na fortaleza “El Condor” e roubar o tesouro que lá se encontra. Para conseguir isso, Luke associa-se a Jaroo, um homem experiente no gatilho, no trotil e na caça ao tesouro. Juntamente com um grupo de apaches, os dois sócios localizam o forte isolado no meio do deserto e, após várias tentativas, as tropas mexicanas são aniquiladas e a fortaleza é conquistada. Jaroo festeja o sucesso com uma bebedeira e Luke festeja com a mulher do General Chavez, o comandante mexicano. Ambos os sócios estão convencidos que estão milionários e livres de problemas. Será que têm razão?
Este filme tem vários elementos que, na minha opinião, enriquecem muito o produto final. À cabeça estão o carismático Lee Van Cleef, uma das maiores vedetas dos westerns europeus, Jim Brown, célebre ator negro e ex-jogador de futebol americano e Marianna Hill, lindíssima jovem atriz que se “despe de preconceitos” ao mesmo tempo que emana sensualidade e beleza.
A fortaleza que dá o nome ao filme é uma imponente construção situada no extraordinário deserto de Tabernas. As cenas de ação são boas, o tema da caça ao tesouro é interessante e a inclusão de algumas cenas de nudez feminina, tão escassas em westerns, são bem-vindas!
Para sermos rigorosos, este filme não é um western-spaghetti. É uma produção americana que, em parceria com entidades europeias, quis usufruir dos locais, paisagens, atores, figurantes e técnicos que Almería oferecia. Isso significa que Almería foi durante muitos anos sinónimo de alta qualidade cinematográfica com custos muito baixos. Para mim, não foi só competência. Nas duas viagens que fiz até lá, vi que ainda hoje há algo de mágico naquele lugar… “El Condor” beneficia dessa magia!
O spaghetti-western foi ilustrado e propagandeado através de grandes obras de arte. Alguns dos posters promocionais destes filmes tornaram-se icónicos, mas a maioria foi refundida e esquecida ao longo dos anos. Quem já experimentou fazer o exercício de pesquisar na internet por este ou aquele titulo menos reconhecido, saberá que o que se encontra são sobretudo digitalizações manhosas de originais em mau estado. Não obstante, ainda existem alguns que escaparam à fúria dos tempos e que hoje em dia se encontram dispersos. Vamos por isso de ora em diante tentar compila-los, colocando-os aqui na nossa montra.