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2019/07/01

Tre Croci Per Non Morire (1968 / Realizador: Sergio Garrone)

Paco é um ladrão de cavalos. Jerry é um engatatão pilantra. Reno é um pistoleiro. Este trio foi parar à prisão por causa das macacadas que armaram. Com eles, na mesma cela, está também um tal Francisco Ortega, um rapaz que está prestes a receber uma gravata de corda porque foi acusado de homicídio e violação. O pai de Francisco e o advogado tentam acionar todos os recursos possíveis. A lei não é branda e rejeita esses recursos. Francisco Ortega será enforcado ao fim de dez dias. Mas o patriarca Ortega não desiste e define um plano: tira da prisão Paco, Jerry e Reno e promete-lhes um prémio de 30 000 dólares se eles ajudarem a provar a inocência do seu filho nos dez dias que restam. Os três sócios investigam, interrogam, vasculham por todo o lado e rapidamente percebem que a história do crime alegadamente cometido por Francisco está muito mal contada.

Uma bela gravata de corda!

A vítima que foi abusada, Betty Fletcher, está paralisada numa cama em completo estado de choque (não fala e não reage). O pai de Betty levou um tiro na cabeça e todos deitaram as culpas sobre Francisco Ortega. Ninguém naquela cidade quer falar sobre o assunto.Mas há um rumor que uma tal Dolores sabe exatamente o que se passou mas ninguém sabe onde ela está. O mistério adensa-se! E quem é a moça que vive e trabalha sozinha num moinho? Os dias passam. Paco, Jerry e Reno têm de obter provas concretas e regressar rapidamente, a fim de evitar o enforcamento de Francisco Ortega. Vai ser uma corrida contra o tempo. Será que conseguem?


Estás sob a minha mira!

Este segundo western de Sergio Garrone é um filme bem estruturado com uma trama a roçar o “giallo” e o gótico, géneros cinematográficos do gosto de Garrone. Craig Hill, Ken Wood (Giovanni Cianfriglia), Peter White (Franco Cobianchi D’Este), Evelyn Stewart (Ida Galli) e Jean Louis fazem as honras da casa. Sergio Garrone, sempre competente, dirige bem as operações. Anos mais tarde, o realizador até se gabou de ter conseguido arrancar uma boa atuação de Ken Wood porque, segundo dizia Garrone, “o homem parecia um calhau a representar”!

2019/06/03

Il suo nome gridava vendetta (1968 / Realizador: Mario Caiano)

Os atores Anthony Steffen, William Berger, Robert Hundar, Evelyn Stewart, Mario Brega e Jean Louis unem forças neste western de Mario Caiano. O realizador, juntamente com Tito Carpi, alinhavou e escreveu o argumento. Enzo Barboni assinou o seu nome como diretor de fotografia. Este leque de profissionais, em conjunto, deu origem a um western bastante decente, longe da genialidade de uns e longe da palhaçada de outros. Como diriam alguns: “não é bom, nem mau… antes pelo contrário”! Davy Flanagan, ex-militar ianque, tem a cabeça a prémio. É acusado de traição e deserção. Após cinco anos de ausência, Flanagan regressa a Dixon, a cidade onde sempre viveu.

O taciturno Steffen!

A vizinhança é pouco amistosa. O ambiente naquela cidade é de cortar à faca. Mas Flanagan não percebe o porquê de tanta animosidade. Pior: o facto de ter sido baleado na cabeça durante a Guerra Civil fez com que perdesse a memória.Lisa, a sua ex-mulher, casou-se com um tipo chamado Clay Hackett. O desgosto de Lisa é tão grande que passa os dias a encher as trombas de bebida. O juiz Sam Kellog é o único que o quer ajudar.

O sádico Berger!

Aos poucos, a memória torna-se menos turva. Mas à medida que Davy Flanagan maneja o seu revólver com mestria, a sua memória vai-se tornando mais clara e aí é que haverá tiros e batatada que até ferve! E ferve de tal maneira que, no final, o vilão dará um belo mergulho no bebedouro dos cavalos para arrefecer as suas malévolas intenções.É um mergulho digno dos melhores que já vimos, semelhante aos mergulhos do pessoal maluco que se atirava em grande estilo do alto da 3ª prancha na Piscina Municipal de Portalegre. Aqueles que viveram esses tempos nesta cidade do Alto Alentejo sabem do que eu estou a falar!

2018/11/25

Sette magnifiche pistole (1966 / Realizador: Romolo Guerrieri)

Em 1960 dá-se a estreia do mega-clássico “Os Sete Magníficos”. O sucesso de bilheteiras é enorme e ainda que as personagens principais do grupo de justiceiros sejam severamente dizimadas, haverá espaço para mais três sequelas oficiais e muitas fotocópias de qualidade inferior. Este “Sette magnifiche pistole” é uma dessas variações de segunda linha, dúvidas houvessem quanto ao trocadilho do titulo ou semelhanças entre os posters de ambos os filmes (vide arte original aí abaixo). Mas há variações, claro, desta vez não será um grupo de campesinos a sofrer as passinhas do Algarve nas mãos de um grupo de bandidos, singularizando-se a coisa num tal de Timothy Benson, que teve a sorte (ou azar) em herdar uma mina de ouro por parte de um tio.

Ora sucede que esse tal Timothy (num desempenho raro de Sean Flynn, filho do infâme Errol Flynn) não a consegue explorar, culpa da malvadez do excelentíssimo Sancho Rodriguez, interpretado justamente por um verdadeiro Sancho, o único e incomparável Fernando Sancho. Que, vá-se lá saber como, nesse ano protagonizou três westerns com o «sete» diluído nos seus títulos: “7 dólares de sangue”, “Sete pistolas para os MacGregors” e este “Sete magnificas pistolas”. Mas, adiante…

Sean Flynn em sessão de aprendizagem via bofetada na tromba!

O tal Benson tem estudos, é educado e até já conquistou o coração da bela Coralie (interpretação de Evelyn Stewart, que registe-se está especialmente bonita neste filme), mas ao rapaz faltam-lhe as ferramentas necessárias para enfrentar o todo poderoso e muito egocêntrico Sancho Rodriguez, que lhe dizima quase toda a equipa de mineração. Sobrevive apenas Gorky que resolve recrutar cinco velhos conhecidos para fazerem frente ao processo de bullying em curso. Como expectável darão formação ao oprimido e enfrentarão inevitavelmente os bandidos, desta vez com saldo muito negativo para a equipa dos mauzinhos.

Ida Galli (aka Evelyn Stewart), a carinha laroca de serviço.
 
Este foi o primeiro western de Romolo Guerrieri, que deixou para a posterioridade o excelente “10000 dólares para um massacre”, e por ser a sua primeira entrada no género perdoemos-lhe a incapacidade de se ter decidido pelo ambiente cómico ou violento, que machuca gravemente a qualidade do filme, que obviamente será apenas para completistas do género.

Arte original do filme de John Sturges. Qualquer semelhança não será coincidência...

2015/12/01

Perché uccidi ancora? (1965 / Realizador: Jose Antonio de la Loma, Edoardo Mulargia (não creditado)

Em 1965 ainda o “Por um punhado de dólares” de Sergio Leone fazia o seu percurso na elevação a estatuto de obra definidora do western europeu, mas o filão não tardaria a ganhar caudal e este “Perché uccidi ancora” é um bom exemplo daquilo que se avizinharia por esses anos. A produção, sustentada por capital italiano e espanhol, é rodada quase na totalidade em Espanha, onde estão os melhores cenários, já os actores vem quase todos do país da bota, mais avançados nestas andanças do cinema. E Anthony Steffen, que já tinha mostrado os dentes noutro western (Der Letzte Mohikaner), consegue aqui o seu primeiro papel principal, que lhe valeria fama suficiente para ser contratado para uma média de três westerns por ano nos tempos seguintes, escapulindo-se ainda esporadicamente para outros campos do exploitation europeu.

A falta de expressividade de Anthony Steffen não parece ter feito mossa na época.

Sobre este filme existe curiosamente alguma polémica sobre quem o realizou afinal, a documentação espanhola evidencia o nome de Jose Antonio de la Loma, mas artigos da época e testemunhos de actores como Aldo Berti, sustentam a versão de que o filme é de Edoardo Mulargia, o que faria deste “Perché uccidi ancora” a sua estreia nos domínios do western. É sabido que naqueles tempos estas confusões não foram casos isolados, e na dúvida opto por acreditar nas fontes italianas, até porque o estilo de Mulargia parece bem patente. Enredo simples, acção constante e preocupação com a fotografia. Também porque quer Steffen, quer Berti haveriam de ser comparsas habituais nos filmes seguintes do italiano.

José Calvo unta as mãos de Aldo Berti e companhia. 

O filme é particularmente violento para o ano e que foi lançado, período em que já se faziam alguns westerns mas em que a maioria pendia para os pressupostos do western clássico americano. Começa logo com a morte de McDougall, linchado selvaticamente pelos homens de Lopez (Pepe Calvo), que obriga os seus capangas a disparar sobre o desgraçado, uma bala por cada um. A razão da rixa não se esclarece para além do mote «sangue chama sangue», uma chavão que seria utilizado vezes sem conta nos anos seguintes.


Oh, pá! Aqui há gato!

Steven McDougall (Anthony Steffen), ao tomar conhecimento do sucedido, deserta do exército e regressa ao povoado com a missão única de limpar o sebo aos patifes que participaram no assassinato. Todos sabemos que a avalanche de histórias de vingança suceder-se-iam nos anos seguintes mas pelo carácter madrugador desta produção, recomenda-se a viagem!

2013/03/12

Quel caldo maledetto giorno di fuoco (1968 / Realizador: Paolo Bianchini)

A sangrenta Guerra Civil Americana entre os estados do Norte e os estados do Sul continua. O conflito está equilibrado mas aos poucos o Norte começa a ganhar cada vez mais terreno. As altas patentes militares e a administração do presidente Lincoln estudam estratégias que permitam decidir a guerra a seu favor. Os serviços secretos convenceram Gatling a apoiar a sua causa. Este contribui com uma invenção da sua autoria que irá revolucionar o poderio militar do exército: uma metralhadora!

Do outro lado da barricada, os espiões sulistas apercebem-se da jogada e preparam-se para agir. Numa operação de espionagem perfeita, os poucos indivíduos que estão a par do assunto são assassinados e Gatling é raptado. Esta jogada poderá representar uma inversão nos destinos do conflito e toda a máquina de guerra ianque entra em pânico! Numa situação extrema opta-se por medidas extremas.


Numa prisão militar está Chris Tanner (Robert Woods), ex-militar e agente da Pinkerton acusado e julgado por alta traição. Ele é o único suficientemente competente para resolver este caso. Tanner aceita a missão em troca de um perdão presidencial e dispõe apenas de 30 dias para investigar. A partir de agora, o futuro do país está nas mãos deste homem.


Este foi um dos muitos filmes protagonizados por Robert Woods (Black Jack, La Taglia è tua... l'uomo l'ammazzo io), ator americano que trabalhou intensamente nos anos áureos (e crepusculares) dos westerns italianos. Com ele estão também John Ireland, Evelyn Stewart, Rada Rassimov, Furio Meniconi e Roberto Camardiel. Ao vermos este filme percebemos logo que se trata de uma produção de segunda linha que não causa grande impacto. O tiroteio noturno no cemitério é o momento mais interessante de todo o filme. Tudo o resto é, a meu ver, perfeitamente banal…


Trailer:

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