Certa noite, num saloon do Velho Oeste, está o jovem Wild Bill Hickok a beber uma fresquinha. Tudo está calmo e tranquilo. Um homem misterioso entra no saloon, senta-se e também bebe uma caneca para matar a secura. O homem está todo vestido de negro, o seu bigode e os seus cabelos grisalhos indiciam que se trata de um indivíduo idoso, fisicamente debilitado (traz uma bengala) mas o seu olhar é sinistramente lúcido e perspicaz. Num ápice rebenta uma violenta discussão entre alguns clientes do saloon e começam a zunir murros, pontapés, cabeçadas, garrafas partidas e mesas desfeitas! A discussão alarga-se ao jovem Hickok e ao velho coxo, que prega umas bengaladas em alguns mariolas. Subitamente, o xerife aparece e põe ordem na confusão. Leva para o xadrez todos os palhaços que começaram a briga deixando Hickok e o velho a sós no saloon.
Feitas as apresentações, Wild Bill percebe que tem perante si Django, o célebre pistoleiro e caçador de recompensas mais famoso do Oeste. Ambos vão passar todo o serão à mesa a comer, a beber e a conversar porque Hickok quer ouvir de Django todas as aventuras que viveu quando este era mais novo e como eliminou todos os seus temíveis inimigos ao longo da sua carreira de pistoleiro. Este foi o último western de Demofilo Fidani, um cineasta que fazia filmes à velocidade da luz.
Rezam as crónicas que alguns westerns que realizou foram rodados em poucos dias! Os cenários e os locais não variavam muito e os atores e técnicos não variavam nada porque era gente de confiança (praticamente como uma família). Fidani era um tipo engenhoso porque fazia muitos westerns quase sem dinheiro. Para este filme o que é que o homem fez? Pegou em cenas dos seus westerns anteriores, editou-as como quis e colou-as às novas cenas filmadas de propósito para este filme (nomeadamente todas as cenas que incluem Wild Bill Hickok e o grisalho Django).
Para quem não é muito exigente a montagem final escapa mas há, de facto, várias falhas como é apanágio das produções da Tarquinia Films. O elenco é mais do mesmo: Jerry Ross como Wild Bill Hickok, Gordon Mitchell como Buck Bradley, Dennis Colt num duplo papel dos irmãos Manuel e Paco Sanchez, Dean Stratford como Dean O’Neil e à cabeça temos Hunt Powers a interpretar um Django velho, coxo, quase reformado mas ainda com genica para disparar uma arma ou partir o focinho a uma súcia de malandros com a sua terrível bengala! Aconselhável única e exclusivamente para malucos como eu (“mea culpa, mea culpa”) que gostam de Demofilo Fidani e das suas produções rascas.
Trailer:

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