Eis o típico western-spaghetti de baixo orçamento que aposta tudo o que tem (e não é muito) na fórmula mais popular de sempre: Django e a sua vingança! Apesar dos westerns italianos estarem em rápida decadência, a produção ainda arriscou fazer mais um filme, no meio de dezenas, protagonizado pelo carismático Django.
Vedetas como Franco Nero ou Terence Hill eram cartas fora do baralho. Mas o inconfundível
Anthony Steffen estava ali mesmo à mão de semear e foi o escolhido. O tema deste filme vai ao encontro do filme original, isto é, Django chega a uma cidade com o intuito de vingar o assassinato da sua mulher. Sabe que o homicídio foi executado por três homens e não descansará enquanto não arrumar o assunto com muitas doses de chumbo no lombo dos adversários!
A pouco e pouco consegue eliminar todos os obstáculos mas quando Django pensava que a sua vingança estava consumada eis que surge uma terrível revelação! Anthony Steffen encarna o personagem na perfeição. Provavelmente ninguém melhor do que ele consegue transmitir a imagem de um homem misterioso, de poucas palavras, angustiado pelo seu passado conturbado e, mais importante que tudo, disposto a mandar balázios a tudo o que mexe!
Atrevo-me a dizer que este filme sem Anthony Steffen estava condenado ao fracasso e ao esquecimento (quase) total. Mas, por mais incrível que possa parecer, este western surpreende pela positiva e, tendo em conta que estávamos em 1971 e o auge do subgénero já tinha acabado, o resultado é positivo. Se procuram um western-spaghetti simples e violento vejam este filme. Se procuram algo mais profundo fujam antes que Anthony Steffen saque da pistola e despache toda a gente com uma chuva de balas (sem recarregar, obviamente)!
Mais exemplos do expressionismo típico de Anthony Steffen:
Trailer: