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26/01/2019

La collina degli stivali (1969 / Realizador: Giuseppe Colizzi)

“No imenso Oeste, onde quase ninguém morria de morte natural, o cemitério era chamado de “A Colina Das Botas”.Esta foi a frase de lançamento deste western de Giuseppe Colizzi, o cineasta italiano que criou a trilogia de Cat Stevens (Terence Hill) e Hutch Bessy (Bud Spencer). “A Colina Dos Sarilhos” (título em Portugal) leva à letra o significado da palavra “circus-western” porque muita da ação acontece exatamente no circo, com destaque para os verdadeiros intérpretes da arte circense (palhaços, anões, bailarinas, acrobatas, etc.).Mas porquê o ambiente circense num western? Porque o protagonista, o pistoleiro Cat Stevens, foi ferido num tiroteio e escondeu-se na tenda de um circo. Os artistas circenses não deram conta de nada.

Cat de unhas afiadas!

Os brutamontes que perseguem Cat, bestas como são, entram na tenda durante o espetáculo de acrobacia e matam um dos acrobatas. Todos os elementos da companhia de circo estão tristes e extremamente revoltados. Perante isto, os artistas vão deixar temporariamente o trapézio e vão, juntamente com o veloz Cat e o robusto Hutch, empunhar armas contra os bandidos que tanto mal lhes fizeram!O tema circense em westerns é apropriado, diria eu. O circo e o cinema western combinam bem porque são duas artes que nos divertem, que estimulam a nossa imaginação e que nos fazem sonhar. Eu admiro muito os artistas de circo e tenho muito respeito por eles. Levam uma vida de grande sacrifício e mesmo assim não desistem de viajar pelo mundo inteiro em prol da sua arte.

Uma dupla que fez história no cinema.

Atualmente anda por aí uma corja de ignorantes / ganzados que embirraram com o circo e querem acabar com ele! São grupelhos de frustrados que nunca fizeram nada na puta da vida exceto fumar material que faz rir e cuspir veneno em todas as direções. Enfim, é só tropa que não interessa nem aos cães!Nota final: só tenho pena que os famosos palhaços portugueses, Batatinha e Companhia, nunca tenham aderido à moda western. Se o tivessem feito, a frase que diziam à sua assistente Mimi, “Mimi, apita aqui!”, mudava ligeiramente e passava a ser algo deste género: “Mimi, dispara aqui!”.

04/07/2017

Carambola, filotto... tutti in buca (1975 / Realizador: Ferdinando Baldi)

Outro registo da fase mais patética, mais deprimente e mais estúpida dos westerns-spaghetti. Coby e Len, aliás, Antonio Cantafora e Paul Smith, respetivamente, querem imitar Trinitá e Bambino. Coby e Len são a contrafação da dupla de sucesso interpretada por Terence Hill e Bud Spencer. Para a imitação ser o mais fiel possível há que ter dois protagonistas com traços fisionómicos muito específicos: um é elegante, loiro, com olhos azuis e muito ágil. O outro é barbudo, gordo, atarracado e mal-humorado. O realizador Ferdinando Baldi, nestes anos, andava armado em macaco de imitação apenas para tentar ganhar uns trocos. Coby e Len levam uma vida de pura vadiagem. Quando não estão a discutir e a brigar entre si, só pensam em comer, beber, jogar bilhar / snooker e coçar a micose. Anseiam chegar a uma cidade para fazer exatamente isso mas quando chegam… a cidade está deserta. A desilusão provoca mais brigas entre ambos. Subitamente, um pelotão do exército chega a essa cidade fantasma para praticar tiro ao alvo porque possuem uma arma nova: uma mota equipada com uma metralhadora!

Antonio Cantafora, uma espécie de Trinitá dos muito pobres!

Quando os militares estão distraídos, Coby e Len roubam a mota e fogem mas como a mota não tem travões escavacam tudo por onde passam. Finalmente chegam a outra cidade (desta vez habitada) e, claro está, armam confusão num ápice. Até ao final do filme temos muitas cenas de punhada, mesas e cadeiras partidas, espelhos desfeitos, barris de whisky feitos em pedaços, marradas na parede e humor bacoco com soldados em ceroulas. Tal como a dupla original, também Coby é especialista em aviar chapadas na cara e Len é perito em golpes com a pança e murros à pedreiro.

Pistolas!! Muitas pistolas!!

Há também algumas insinuações de cariz sexual quando Len se põe a fazer bolos, o que deixa uma gaja histérica com a rata aos pulos! Quilos de farinha pelo ar, ovos a voar, creme de bolos a esguichar na cara, parvoíce em doses bem generosas… eis a receita deste filme. Finalmente, um conselho para o Signor Ferdinando Baldi: tenha juízo, homem!!

15/11/2015

Filme completo | W Django! (1971)



Django segue o rastro dos bandidos que violaram e mataram a sua esposa. No caminho, salva da forca um ladrão de cavalos, que sabe quem assassinou a sua esposa. O filme é de Edoardo Mulargia, italiano que ficou conhecido pela sua capacidade em debitar westerns decentes mas de baixo orçamento, quase todos com usurpação de cenas de filmes de Sergio Leone. Este não foi excepção, baseando-se aqui e ali no clássico "Il buono, il brutto, il cattivo", com Glauco Onorato (Carranza) a fazer um decalque descarado do famoso "Tuco". Ver para crer! 

20/08/2013

W Django! (1971 / Realizador: Edoardo Mulargia)

Eis o típico western-spaghetti de baixo orçamento que aposta tudo o que tem (e não é muito) na fórmula mais popular de sempre: Django e a sua vingança! Apesar dos westerns italianos estarem em rápida decadência, a produção ainda arriscou fazer mais um filme, no meio de dezenas, protagonizado pelo carismático Django. 

Vedetas como Franco Nero ou Terence Hill eram cartas fora do baralho. Mas o inconfundível Anthony Steffen estava ali mesmo à mão de semear e foi o escolhido. O tema deste filme vai ao encontro do filme original, isto é, Django chega a uma cidade com o intuito de vingar o assassinato da sua mulher. Sabe que o homicídio foi executado por três homens e não descansará enquanto não arrumar o assunto com muitas doses de chumbo no lombo dos adversários! 


A pouco e pouco consegue eliminar todos os obstáculos mas quando Django pensava que a sua vingança estava consumada eis que surge uma terrível revelação! Anthony Steffen encarna o personagem na perfeição. Provavelmente ninguém melhor do que ele consegue transmitir a imagem de um homem misterioso, de poucas palavras, angustiado pelo seu passado conturbado e, mais importante que tudo, disposto a mandar balázios a tudo o que mexe! 


Atrevo-me a dizer que este filme sem Anthony Steffen estava condenado ao fracasso e ao esquecimento (quase) total. Mas, por mais incrível que possa parecer, este western surpreende pela positiva e, tendo em conta que estávamos em 1971 e o auge do subgénero já tinha acabado, o resultado é positivo. Se procuram um western-spaghetti simples e violento vejam este filme. Se procuram algo mais profundo fujam antes que Anthony Steffen saque da pistola e despache toda a gente com uma chuva de balas (sem recarregar, obviamente)!



Mais exemplos do expressionismo típico de Anthony Steffen:




Trailer: