Mostrar mensagens com a etiqueta Giulio Questi. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Giulio Questi. Mostrar todas as mensagens

2015/08/03

Posters | Se sei vivo spara (1967)

Django mata (Portugal) | O Pistoleiro das Balas de Ouro (Matar para Viver e Viver para Matar) (Brasil)
Ler a nossa resenha aqui.

2014/12/04

2014/02/17

Posters | Se sei vivo spara (1967)

Django mata (Portugal) | O Pistoleiro das Balas de Ouro (Matar para Viver e Viver para Matar) (Brasil)

Ler a nossa resenha aqui.

2013/06/06

Fora de tópico | Lançamento "Töte Django"



A primeira quinzena de Junho contará com mais um lançamento de peso. Será através da alemã FilmArt que  receberemos uma edição de coleccionador do clássico de Giulio Questi, "Se sei vivo spara". Um dos westerns-spaghetti mais bizarros jamais realizados. Mais informações sobre este lançamento, aqui.

2009/09/14

Se sei vivo spara (1967 / Realizador: Giulio Questi)


Apesar do título internacional (Django, Kill!), aqueles que pensam que é uma sequela do filme de Corbucci estão enganados! Aqueles que no universo dos westerns-spaghetti só gostam da obra de Sergio Leone ficarão desapontados! Se esperam acrobacias mirabolantes (Parolini), explosões espectaculares (Carmineo) ou até mesmo algum humor e comédia (Barboni), esqueçam! Este filme é exactamente o oposto! O único western de Questi é tido por muitos (incluindo eu) como o mais violento e estranho western-spaghetti da História! Aqui vale tudo (arrancar olhos também) e se os índices de violência e sadismo deste filme ainda hoje impressionam, imaginem a “tourada” que não terá sido no seu ano de estreia (1967). Mas parece que o objectivo de Questi era esse mesmo: Chocar a audiência através do comportamento selvagem e animalesco que o ser humano pode atingir!

O início de cariz fantasmagórico e sobrenatural, com o protagonista (Tomas Milian / Django) a reerguer-se do mundo dos mortos, tal qual um “zombie”, dá o mote a 120 minutos de violência, sadismo, ganância, traição, homossexualidade e sangue! Tudo começa quando um grupo de bandidos americanos e mexicanos assaltam um carregamento de ouro. Contudo, a facção ianque não quer partilhar os lucros e consequentemente “despacham” os seus sócios no meio do deserto, onde só o protagonista Django se safa. Esse mesmo bando de malfeitores chega a uma cidade mas depressa se deparam com indivíduos muito piores que eles! Todos são mortos, os cadáveres pendurados em praça pública e o ouro vai secretamente para os bolsos de dois ilustres cidadãos, o puritano Hagerman e Tembler, o dono do hotel. Como se não bastasse, o influente rancheiro mexicano Sorro desconfia da marosca e mete-se ao barulho, juntamente com o seu bando de homossexuais assassinos, violadores e tarados (que o diga Evans, interpretado por Ray Lovelock)! Enquanto isso, Django chega à cidade, toma uma posição mais ou menos passiva no desenrolar da história mas não sem antes ser crucificado e torturado numa cela com iguanas e morcegos! No final, ninguém fica com o ouro, alguns maus morrem, alguns muito maus também morrem e os outros a seguir (o que vem a seguir de muito maus?) ficam impávidos e serenos a ver os seus vizinhos morrerem queimados vivos!


O elenco revela caras conhecidas do mundo dos westerns-spaghetti. À cabeça vem Tomas Milian, bem (ou mal) acompanhado por Piero Lulli, Roberto Camardiel, Marilu Tolo, Ray Lovelock e muitos outros figurantes mal-encarados, brutamontes ou, pura e simplesmente, com ar rude e tresloucado! Mas, a bem da verdade, não é assim em todos os westerns italianos? A ideia inicial de Giulio Questi era fazer um thriller violento. No entanto, na segunda metade dos anos sessenta, na Itália, o western dava cartas na indústria cinematográfica do país e os produtores acharam que esta seria uma melhor forma de encaixar mais dinheiro. Questi foi um veterano de guerra e quis transpor para o filme algumas das más recordações que o conflito lhe proporcionou, nomeadamente o lado animalesco e violento do ser humano quando se sente ameaçado! A censura teve mão pesada, o filme foi proibido em alguns países e noutros sofreu um drástico corte nas cenas mais violentas, passando do original de 120 minutos para uns estúpidos 100 minutos ou menos!


Este filme ocupa um lugar de honra nas minhas preferências devido à sua originalidade mas sobretudo à sua dureza e violência explícita, algo que aprecio muito em westerns. Hoje em dia é muito fácil comprar uma edição DVD na internet (cuidado com as versões censuradas!), em sites de vários países, mas para não variar, em Portugal nem sombras! Comprei a versão francesa integral que se chama “Tire Encore Si Tu Peux”, com áudio em francês e no original italiano. As legendas só estão disponíveis em francês. É-nos apresentado no belo formato letterbox 2:35:1 e tem boa qualidade de imagem e som. Aconselho este filme àqueles que gostam de westerns-spaghetti duros, violentos e realistas. Não aconselhável a pessoal sensível e facilmente impressionável. Estritamente proibido a devoradores compulsivos de telenovelas e filmes cor-de-rosa!


Trailer



Documentário

Related Posts with Thumbnails