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2016/02/15
2016/01/18
2015/06/22
2015/03/24
Sonora (1968 / Realizador: Alfonso Balcázar)
Aproveitando o sucesso de "Se incontri Sartana prega per la tua morte" de Gianfranco Parolini, o espanhol Alfonso Balcázar lançou-se de unhas e dentes à personagem, mesmo sem ter Gianni Garko ou um enredo relacionável com a personagem. Usou antes a prata da casa, George Martin, presença habitual nas produções da família catalã e cozinhou mais uma história de vingança. Sartana (Uriah, na dobragem inglesa/espanhola) é um caçador de recompensas, a sua presa mais apetecida é Slim Kovaks, um calhorda que lhe vale muito mais do que o valor da recompensa, é que Kovaks abusou e assassinou a esposa de Sartana. Não é propriamente o tipo de enredo que esperaríamos de um western catalogado como parte da franquia Sartana, mas lembremos-nos que não se tratando de uma sequela oficial, vale tudo menos arrancar olhos!
Em bom nome da verdade diga-se que o filme não foi sequer planeado com esse propósito e o titulo italiano "Sartana non perdona" - que foi traduzido à letra em quase todo o lado - é a única coisa que faz paralelo com o pistoleiro de Parolini. E ao contrário do que eu próprio desconfiaria, a maior influência do filme nem sequer foi Parolini, mas sim Sergio Leone. Sendo especialmente reminiscente dos dois primeiros filmes da saga do «homem sem nome». Sem qualquer vergonha na cara, Balcázar copia mesmo algumas das situações usadas nesses dois filmes. Fá-lo ainda assim com algum bom gosto e com suporte de uma fotografia muito sólida. E a malandrice resultou, gorando até as minhas expectativas, que admito serem por regra fracas quando de produções da Balcázar Producciones Cinematográficas se trata.
George Martin veste a capa de Django, perdão, Sartana.
Em bom nome da verdade diga-se que o filme não foi sequer planeado com esse propósito e o titulo italiano "Sartana non perdona" - que foi traduzido à letra em quase todo o lado - é a única coisa que faz paralelo com o pistoleiro de Parolini. E ao contrário do que eu próprio desconfiaria, a maior influência do filme nem sequer foi Parolini, mas sim Sergio Leone. Sendo especialmente reminiscente dos dois primeiros filmes da saga do «homem sem nome». Sem qualquer vergonha na cara, Balcázar copia mesmo algumas das situações usadas nesses dois filmes. Fá-lo ainda assim com algum bom gosto e com suporte de uma fotografia muito sólida. E a malandrice resultou, gorando até as minhas expectativas, que admito serem por regra fracas quando de produções da Balcázar Producciones Cinematográficas se trata.
Para além de Martin temos ainda interpretações eficazes de dois veteranos do western americano, Gilbert Roland, presença habitual nas produções deste lado do atlântico. Ele que volta aqui a aplicar a sua muito característica postura de pistoleiro romântico. O outro é Jack Elam (no papel de Kovacs), o actor de olhar diabólico que tantas vezes vimos nos westerns americanos faz aqui a sua segunda participação no western europeu, logo após a perninha que fez no supremo "C'era una volta il West". O autor Jasper P. Morgan desanca a interpretação de Elam no seu "Spaghetti Heroes: Django - Sartana - Ringo", mas pergunto-me se ele terá visto o mesmo filme que eu ou alguma dobragem alemã maluca? É que pessoalmente fiquei muito bem impressionado e até orgulhoso por vê-lo num papel maior do que habitualmente lhe cabia. Aquele olhar diabólico, que fazia a sua imagem de marca, mescla-se aqui francamente bem com este protótipo de vilão de aspecto nojento, trapaceiro e cobardolas.
Não esperem uma obra original mas no meio de tanta porcaria, encontrarão divertimento nestes 92 minutos de película. O filme esteve até recentemente disponível apenas em velhas cassetes de VHS mas os italianos da Quinto Piano deram-se ao trabalho de o editar em formato digital (e outra alemã está já a a caminho). É uma edição fraca mas também não vos vai ferir os olhinhos habituados aos 1080p.
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2015/02/17
Fora de tópico | Lançamento "Für ein paar Leichen mehr - Sonora"
Até bastante recentemente "Sonora" (também conhecido por "Sartana não perdoa") era um dos westerns-spaghetti mais difíceis de obter em formato digital, mas a história está a mudar. Em Junho do ano passado a italiana Quinto Piano disponibilizou pela primeira vez o filme em DVD e para finais de Março chegará mais uma versão ás lojas, esta pela mão dos alemães da Wild Coyote (audio em inglês e alemão). Esperemos que a qualidade supere a versão transalpina que usou uma transferência bastante fraca (ver aqui algumas capturas de imagem).
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2014/11/03
2014/08/05
Vado... l'ammazzo e torno (1967 / Realizador: Enzo G. Castellari)
Enzo G. Castellari é um homem que gera consenso. É um cineasta muito competente, é um homem que não se envolve em polémicas, é inteligente, culto, humilde… é de facto um senhor! Os seus westerns-spaghetti (assinou alguns registos menos felizes, é certo) primam pela qualidade. É verdade que Enzo, tal como muitos outros, beneficiou de ter nascido no seio de uma família ligada ao cinema (nomeadamente o seu pai Marino Girolami) mas a sua capacidade de trabalho, o seu empenho e a sua paixão pela sétima arte fizeram dele um dos pilares do subgénero. Acho interessantíssimo a escolha dos nomes para os seus filmes: “Vado, Vedo e Sparo / Vou, Vejo e Disparo”, “Ammazzali Tutti e Torna Solo / Mata Todos e Volta Só” ou então este “Vado, L’ammazzo e Torno / Vou, Mato e Volto”.
Sob escolta militar, um comboio transporta 300 000 dólares. Clayton é o homem responsável pelo dinheiro. O mexicano Monetero e o seu bando assaltam o comboio, levam o dinheiro e deixam um rasto de cadáveres. Dentro do comboio está um forasteiro caçador de recompensas que há muito anseia receber o prémio pela cabeça de Monetero. Apesar do golpe ter sido bem sucedido, um dos homens de Monetero, antes de morrer, escondeu todo o ouro num lugar secreto e só com o auxílio de um antigo medalhão espanhol é que é possível encontrá-lo. Monetero, Clayton e o forasteiro aventuram-se numa caça ao tesouro cujo prémio final será a bela soma de 300 000 dólares. Quem será o feliz contemplado?
Enzo G. Castellari realiza um western à sua medida com ação, pancadaria e humor (as cenas de pancadaria são um pouco patéticas), apesar deste filme estar bem longe de ser o seu melhor western. No trio de protagonistas temos Edd Byrnes a querer imitar Clint Eastwood, Gilbert Roland com o seu inconfundível bigode à escovinha e George Hilton num registo livre de parvoíces (ainda não tinha sido atacado pela terrível febre “Tresette”). Uma nota de destaque para a brilhante cena inicial. Castellari, no seu humor inteligente, reservou três caixões para três indivíduos muito parecidos a Django / Franco Nero, Mortimer / Lee Van Cleef e Homem Sem Nome / Clint Eastwood. Foi pena que Sergio Leone não tenha conseguido fazer algo semelhante na cena inicial na estação ferroviária de “C’era Una Volta il West”.
Propaganda germânica:
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2013/04/22
2012/05/14
2012/01/16
Quella sporca storia nel west (1968 / Realizador: Enzo G. Castellari)
Quem diz que os westerns-spaghetti são produções sem sentido levadas a cabo por gente inculta não tem consciência das baboseiras que está a dizer! Tanto pior quando isso é dito por palhaços que deliram com os filmes de meninas que passam a vida no centro comercial e no cabeleireiro! Mas atenção: Eu também dou a mão à palmatória e já vi westerns-spaghetti tão maus que até metem ranço! Mas neste caso isso não se aplica. Quem diria que o dramaturgo William Shakespeare, vários séculos após a sua vida e obra, ia ser o principal responsável por um western? Para algumas cabeças de burro pode custar a acreditar mas é verdade. A tragédia “Hamlet” transformou-se num western de qualidade!Senão vejamos: O veterano de guerra Johnny acorda numa praia acompanhado por um grupo de saltimbancos / atores que ensaiam uma peça de Shakespeare. Enquanto dormia teve um sonho macabro em que o seu pai era agora um fantasma porque terá sido cobardemente assassinado. Ao chegar a casa o choque é total: o seu pai morreu e está sepultado num cemitério lúgubre dentro de uma gruta, a sua mãe casou com o seu tio e ambos vivem à grande e à francesa, a sua namorada perdeu o fulgor da paixão e o único que se mantém fiel é o seu velho amigo Horácio. Perante tal confusão, Johnny tem agora como principal objetivo descobrir o assassino do seu pai e, consequentemente, “acabar-lhe com as tosses”.

Os personagens mais importantes estão bem presentes: o tio Cláudio, a mãe Gertrudes, o amigo Horácio, a namorada Ofélia e, claro está, o protagonista Johnny (Hamlet). A ideia para este filme partiu de Sergio Corbucci mas inexplicavelmente decidiu abandonar o projeto e cedeu o seu lugar. Os produtores entraram em contacto com outros realizadores e a escolha caiu sobre o jovem Enzo G. Castellari.
Destaco o ótimo trabalho musical de Francesco de Masi, que abre com uma bonita canção interpretada por Maurizio Graf, e em alguns momentos a música acentua ainda mais o elemento fantasmagórico alusivo ao espetro do pai de Hamlet. Descobri este filme há relativamente pouco tempo e após várias visualizações fiquei rendido. Apenas aponto um defeito que faz toda a diferença: o termo “tragédia” implica sempre a morte do protagonista no final mas esta versão de “Hamlet” tem um final diferente. Acho que foi um erro mas consigo perceber o porquê dessa decisão. Naquela época não era habitual haver filmes com um “final triste”. Os poucos que tentaram isso estavam quase sempre condenados a críticas severas e à mercê da tesoura da censura e dos cortes dos grandes estúdios, que exigiam finais alternativos.

É realmente uma pena haver tão poucas edições DVD. É urgente que as editoras europeias acordem e coloquem à disposição do público novas e melhores versões. Se William Shakespeare ainda fosse vivo teria tudo para ser um ávido fã de westerns-spaghetti. Mas como ele já não está entre nós há alguns séculos acredito que o seu espetro deve estar orgulhoso deste trabalho de Enzo G. Castellari.
Mais alguns lobbys alemães:









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