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2017/04/03

È tornato Sabata... hai chiuso un'altra volta (1971 / Realizador: Gianfranco Parolini)

O Major Sabata deixou a vida militar e agora trabalha num circo! Quando a sua companhia circense chega a uma pequena cidade do Texas, Sabata encontra o tenente Clyde, um tipo manhoso que, curiosamente, deve 5 000 dólares (dívida de jogo) ao seu ex-oficial superior. Sabata quer o seu dinheiro de volta mas Clyde está mais teso do que um carapau. Mas quem anda a nadar em dinheiro naquela cidade é Joe McIntock, um empresário irlandês cabecilha de um grupo de gorilas que ganham poder à conta de ameaças e da cobrança de impostos ridículos. E assim, durante 105 minutos, temos de um lado da barricada Sabata, Clyde, Bronco (um gordo barbudo que toca bombo nas ruas) e dois acrobatas vestidos à empregado de café. Do outro lado temos o irlandês ruivo e muito católico McIntock e os seus acólitos. Em território neutro estão várias mulheres bem boas sempre dispostas a mostrar as pernas e o rego das mamas!

Sabata e a sua infalível Derringer!

Este é o segundo filme do personagem “Sabata” (terceiro se contarmos com “Índio Black” de Yul Brynner) e, francamente, é o mais fraco do lote. O estilo do realizador Gianfranco Parolini (pseudónimo Frank Kramer) é mais do que notório, com os seus imprescindíveis acrobatas e artistas de circo. O compositor Marcello Giombini é o responsável por um registo musical bem alegre, aliás, quase marialva! Para fundamentar o que afirmo, eis o refrão da canção do filme: 

“If you want to get money 
If you want to get rich 
If you want a good life 
You got to be a son of a b….”

Propaganda francófona:

2015/03/31

Fora de tópico | Lançamento "Sabata kehrt zurück"


Este mês de Março a Explosive Media adiciona o terceiro e último capitulo da saga «Sabata» ao seu cardápio, "È tornato Sabata... hai chiuso un'altra volta". Será mais uma edição com a opção DVD e blu-ray, audio original italiano, inglês e alemão. 

2015/03/05

Fora de tópico | Lançamento "Adios Sabata"


A Explosive Media anuncia para meados de Março a edição de mais um filme da saga «Sabata», desta será o explosivo "Adios Sabata" a ver a luz do dia. Filme em como se sabe Lee Van Cleef foi substituído pelo careca Yul Brynner. Como é apanágio da editora, também esta edição aparecerá com a vertente DVD e blu-ray. A não perder!

2014/03/18

Indio Black, sai che ti dico: Sei un gran figlio di... (1970 / Realizador: Gianfranco Parolini)

México, 1867. O Imperador Maximiliano governa o país com mão de ferro. As suas tropas e os seus espiões controlam tudo e todos. Benito Juarez, o chefe da resistência, coloca em Ocaño a responsabilidade de recrutar o maior número possível de combatentes para ajudar a derrubar os inimigos mas poucos homens aceitam a missão. De seguida encontram-se com o famoso pistoleiro Sabata / Índio Black (Yul Brynner) e com o seu sócio Ballantine (Dean Reed). O grupo une forças e dirige-se para o quartel-general de Skimmel, o implacável oficial europeu que opera naquela zona, a fim de roubar o ouro do governo para financiar a revolução. A partir daqui temos muito tiroteio, explosões de fazer tremer a terra, porrada que até ferve e arriscadas acrobacias de fazer pele de galinha! Além dos carismáticos Yul Brynner e Dean Reed, o elenco é preenchido pelo barrigudo Pedro Sanchez, o ágil Sal Borgese, o gélido Gérard Herter e ainda uma breve aparição da belíssima Nieves Navarro.


Este filme suscita-me várias interrogações: o protagonista chama-se “Sabata” ou “Índio Black”? Este filme faz parte da “trilogia Sabata” ou apenas os dois filmes com Lee Van Cleef é que contam? Se Yul Brynner é definitivamente Sabata então porque é que Lee Van Cleef não foi o escolhido, já que no ano seguinte voltou a encarnar o personagem também sob a batuta de Parolini? Será que foi uma questão de dinheiro? Mas então Yul Brynner, um dos mais bem cotados atores daquela época, era mais barato do que Lee Van Cleef? Não creio. Assim se mantém um cisma que nunca foi devidamente explicado.


Talvez a ideia inicial fosse que Índio Black desse origem a uma nova sequela / trilogia mas como o sucesso de “Hei amico, c’è Sabata… hai chiuso!” no ano anterior foi grande a produção decidiu mudar o nome Índio Black para Sabata para lucrar mais alguns trocos, especialmente no mercado internacional. Não há dúvida que Índio Black e Sabata têm várias coisas em comum: ambos são excelentes atiradores, são motivados pelo dinheiro, têm um parceiro mexicano gordo e barbudo e beneficiam da espetacular destreza de acrobatas ciganos. Um deles até consegue lançar pequenas bolas explosivas com extraordinária precisão apenas com a ponta da bota! Imaginem a carreira que este tipo poderia ter tido no futebol de alta competição…

Mais alguns lobbys:



Trailer:

2013/09/19

Fora de tópico | Lançamento "Sabata"


Na última semana de Outubro o clássico de Gianfranco Parolini, "Ehi amico... c'è Sabata, hai chiuso!", conhecerá uma nova edição. Agora em formato blu-ray, ainda que o pacote traga também a versão em DVD. É mais uma edição da Explosive Media, chancelada pelo senhor Ulrich P. Bruckner.

2013/05/14

Fora de tópico | Lançamento "Sartana Box Set"


Preparem as carteiras.  Em Junho chegará as lojas a mui aguardada caixa com os quatro filmes oficiais da saga "Sartana", ou seja os quatro protagonizados por Gianni Garko. A edição que a Wild East aponta agora ao mercado contará também com algum conteúdo extra de onde se destaca uma entrevista com o actor que conheceu a fama graças à personagem. 

2010/11/04

Se incontri Sartana prega per la tua morte (1968 / Realizador: Gianfranco Parolini)


Em 1966 foi lançado “Mille dollari sul Nero”, um filme privado de grandes orçamentos mas que fez um sucesso inesperado nalguns mercados europeus, sobretudo na Alemanha onde chegou a ser distribuído sob o título “Sartana”. Neste filme, um tal General Sartana aterrorizava uma pacata cidade fronteiriça. O vilão morreria às mãos do seu irmão Johnny (interpretado pelo brasileiro Anthony Steffen) mas Sartana haveria de regressar à tela dois anos depois, com “Se incontri Sartana prega per la tua morte”. Desengane-se quem julgue que existe um mícron de paralelismo entre as duas películas! Mas considerado o sucesso obtido com “Mille dollari sul Nero”, uma sociedade ítalo-germânica (encabeçada por Aldo Addobbati) seria justificada, e eis que nasceu um dos personagens mais reconhecidos do western-spaghetti: Sartana!


“Se incontri Sartana prega per la tua morte” introduz um novo herói no género: um herói hábil com as cartas, cheio de truques e artimanhas, elegante e ganancioso. Esqueçam portanto o tipo mal-encarado e obcecado pelas suas vendettas pessoais. Sartana está aqui pelo dinheiro! Curiosamente o filme surge quase como uma resposta do western-spaghetti aos então rentáveis filmes da saga “James Bond”. Em vez de um sofisticado e galante Sean Connery o western europeu teria Gianni Garko, para sempre associado à personagem. Garko que curiosamente até já havia encarnado outra das famosas personagens do western-spaghetti, Django, numa das melhores adaptações não oficiais dessa personagem: “10.000 dollari per un massacro”.

Sartana surge aqui quase como um fantasma que cavalga na retaguarda de uma carruagem, esta é tomada pelo bando de Morgan (Klaus Kinski) que eliminam todos os passageiros. Mas Sartana é manhoso e não se deixa surpreender, reduzindo o bando a um monte de cadáveres. Pouco depois, um carregamento de ouro sai da cidade, mas não chega longe porque um outro bando lhe lança uma emboscada, estes a mando de um tal General Tampico, perdão: José Manuel Francisco Mendoza Montezuma de la Plata Carezza Rodriguez (interpretado pelo espanhol Fernando Sancho). Também estes bandidos não se fazem velhos, sendo massacrados por um terceiro bando de patifes: Lasky (William Berger) e seus associados. Estes últimos pensam então excluir o cabecilha das partilhas, mas antes que pudessem sequer abrir o recipiente do furto, são dizimados a tiro de metralhadora. Tudo isto em menos de 15 minutos! A intriga avoluma-se quando Lasky abre finalmente o cofre, onde afinal todo o volume é ocupado por calhaus. Onde estará afinal o ouro do banco e quem estará então por detrás desta aldrabice toda?


Que não restem dúvidas, o enredo de “Se incontri Sartana prega per la tua morte” é complicado, talvez até caótico e inexplicável. Mas esta subjectividade toda não funciona somente como ponto fraco, servindo sobretudo como justificação para as dezenas de cenas de pancadaria e tiroteio que a pouca mais de hora e meia do filme compila. Supostamente por limitações financeiras, as filmagens foram inteiramente rodadas em Itália (Marziana, arredores de Roma e vila Mussolini), e é aqui que reside uma das maiores falhas que tenho a apontar ao filme. Os cenários são pobres, demasiado verdes e demasiado idênticos a aterros ou barrancos. Uma produção como esta mereceria algum do deserto de Tabernas!

Apesar de tudo isso, considero-o um divertidíssimo filme de acção. E os consumidores de cinema western dos anos 60 também o acharam, tornando o filme e as suas consequentes sequelas numa das mais rentáveis franquias do western-spaghetti. Já Parolini conseguiria com esta exposição, um incremento nos níveis orçamentais dos seus projectos, o que lhe permitiria lançar-se em novos voos. Iniciando no ano seguinte as aventuras de outra das mais míticas personagens que o western europeu conheceu, Sabata!


Em Portugal “Se incontri Sartana prega per la tua morte” foi lançado como “Sartana reza pela tua morte”, que nos bons velhos tempos do VHS era facilmente encontrado nos videoclubes nacionais. Infelizmente a evolução para o formato DVD não beneficiou nenhum dos filmes da saga pelas nossas paragens. Internacionalmente, destaco mais uma vez o papel da Wild East, que lançou o filme na sua “Spaghetti Western Collection”. Mas infelizmente o Vol. 11 da colecção está há muito esgotado, atingindo esta edição o estatuto dos coleccionáveis. Quem a quiser ter em casa pode sempre resgatá-la em lojas como a Amazon.com, por uns “meros” 99.95 dólares!


Um punhado de lobby cards utilizados na promoção do filme na Alemanha:




Trailer:

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