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| Mais de quarenta anos depois "Django" volta a ser anunciado numa sala de cinema portuguesa |
Aproveitando a nova vaga de interesse que o western-spaghetti está a receber por estes dias (mais de quarenta anos após a sua fase dourada), o
Espaço Nimas voltou este sábado a exibir num cinema nacional o
“Django” original de Sergio Corbucci. E beneficiando da presença de Franco Nero em Portugal – onde filma
“Cadências Obstinadas” – a organização conseguiu mesmo que o verdadeiro «Django» apresentasse o filme aos seus fãs portugueses.
Em cerca de 30 minutos de conversa conduzida por Paulo Branco, o actor partilhou algumas curiosidades sobre o filme bem como o processo que o levou à recente colaboração com o bem-amado Quentin Tarantino. Curiosamente nunca respondendo claramente sobre o que realmente tinha achado do resultado final desse
“Django Libertado”. Relatando no entanto algumas curiosidades sobre a ideia delirante que tentou impingir a Tarantino. Basicamente Nero representaria o pai de Jamie Foxx, mas que vá-se lá saber porquê não convenceu Tarantino.
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| Franco Nero explica como a personagem mudou a sua vida |
E porque as filmagens de “Cadências Obstinadas” continuavam pela noite dentro, não foi possível contar com muito mais do tempo do actor. O que de certa forma causou alguma decepção aos mais de 200 espectadores que lotaram o Espaço Nimas, que se viram assim sem hipótese cravar uns autógrafos e fotografias ao herói do western europeu. Sobre uma chuva de palmas o actor lá seguiu o seu caminho mas a noite continuou em grande, com a exibição do mítico filme na grande tela.
Discutia-se qual seria a versão a exibir e para felicidade generalizada da equipa do
POR UM PUNHADO DE EUROS, a escolha recaiu pela versão original em italiano. A maioria da audiência não seria desconhecedora do filme mas a julgar pela média de idades poucos o terão visto alguma vez neste formato. E até eu que sempre considerei que “Django” era uma obra algo sobrevalorizada pela crítica e fãs, tive de admitir que a obra de Corbucci ganha uma imponência avassaladora neste formato, que realça todos os pormenores ao olho e ouvido do espectador.
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| O amigo José Ferreira (à direita) também aceitou o nosso desafio e engrossou a nossa equipa |
O evento serviu também para que finalmente conhecêssemos pessoalmente o amigo e colaborador ocasional do blogue, Vitor Louçã (lembram-se da resenha de
“Le goût de la violence”?), com quem eu até já troquei perto de um milhar de emails mas com quem nunca tinha tido a oportunidade de estar cara a cara. Inadmissível para uns tipos que até vivem em concelhos vizinhos.
Saldo muito positivo portanto. Mas apesar desta bonita efeméride, é preciso aproveitá-la para recordar que Portugal é um dos poucos países europeus em que “Django” não está disponível em formato DVD ou Blu-ray. Do que é que estão à espera senhores editores?!
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| O Vitor Louçã (à esquerda) também fez um blitzkrieg até ao Nimas |