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2015/05/19

La notte dei serpenti (1969 / Realizador: Giulio Petroni)

Estamos numa insignificante aldeia algures no México. A noite revela-se escura, silenciosa e estranhamente ameaçadora. Não se vê ninguém nas ruas. Todo o povoado parece adormecido… exceto dentro de uma das casas. Uma discussão aparentemente inofensiva resulta na morte de um homem. O cadáver da vítima é levado para um local público onde é descoberto na manhã seguinte pela população. A vítima é o telegrafista da aldeia que, segundo se sabe, não tinha inimigos. O chefe da polícia desconfia que as peças não encaixam bem no puzzle e descobre um complô organizado pelos parentes da vítima: o alcaide, o dono da estalagem, a prostituta mais concorrida da aldeia e o seu primo sacristão. 

Após desmascará-los e chantageá-los o tenente Hernandez não só não os prende como exige unir-se ao grupo porque o crime pode compensar encaixando 10 000 dólares de herança! Para meter a cheta ao bolso é fundamental eliminar o único e verdadeiro herdeiro, o jovem Manuel. Para fazer esse trabalho contratam Luke, um pistoleiro americano que agora vive na miséria devido às carraspanas de caixão à cova que apanha.

Em 1969 Luke Askew apareceria ainda no clássico "Easy Rider", ao lado de Peter Fonda e Dennis Hopper.

Quando lhe dizem que o trabalho é matar um homem Luke aceita sem pestanejar mas quando percebe que o alvo é uma criança faz-se luz na sua mente conturbada! Não pode concluir a sua missão porque no passado teve a triste experiência de disparar sobre o seu próprio filho (quis armar-se em Guilherme Tell) com consequências desastrosas! Será que Luke vai conseguir proteger Manuel ou será que os cinco conspiradores conseguirão levar a sua avante?

Luigi Pistilli que já trabalhara com Petroni em "Da uomo a uomo", interpreta aqui o malvado Tenente Hernandez. 

Giulio Petroni assina um filme equilibrado, bem estruturado mas muito longe dos melhores do subgénero. As cenas noturnas vão ao encontro do cinema gótico bem ao estilo italiano dos anos 60. Nada mais há a acrescentar exceto que esta foi a única incursão do ator americano Luke Askew nos westerns-spaghetti. Os outros intervenientes (Luigi Pistilli, Chelo Alonso, Magda Konopka, Benito Stefanelli) já são repetentes.


Trailer:

2012/03/12

Il venditore di morte (1971 / Realizador: Enzo Gicca Palli)

Este é o filme ideal para quem gosta da fusão de western-spaghetti, “giallo”, gótico e investigação criminal. Quem gosta de Gianni Garko e Klaus Kinski também deve ver este filme. Estamos perante um filme pouco conhecido que tem pouco tiroteio, tem um ritmo mais pausado e gira em torno de uma história de homicídio, sexo, roubo, traição e hipocrisia.

Uma certa noite, numa pacata cidade do Oeste, onde os seu habitantes se orgulham do seu modo de vida aparentemente exemplar e sem mácula, acontece um inesperado assalto ao saloon, do qual resulta dois mortos e um ferido. Antes de iniciar uma investigação séria, o xerife deixa-se influenciar pelos cidadãos e manda prender Chester Conway (Klaus Kinski), conhecido rufião e malandro de primeira categoria. Este nega todas as acusações, insiste na sua inocência e diz ter um álibi. O advogado Jeff Plummer, agora desacreditado devido ao alcoolismo, presta-se a defender o réu na barra do tribunal. A audiência não passa de uma farsa e Conway é condenado à morte, apesar do testemunho abonatório de Polly (Gely Genka), a gerente do saloon / bordel. A sentença será executada brevemente e o advogado Plummer sabe que tem muito pouco tempo para provar a inocência do seu cliente. Para isso pede ajuda a Silver (Gianni Garko), um homem perspicaz cheio de recursos e amigo de longa data.


No pouco tempo que dispõe, Silver corre por toda a cidade, investiga tudo e todos e depara-se com um ambiente de desconfiança, com cidadãos influentes a viver de aparências, a apregoar um fanatismo religioso e a defender um puritanismo bacoco e cínico! Cada vez que Silver parece estar mais próximo da verdade, um misterioso assassino consegue sempre eliminar eventuais testemunhas ou provas! O tempo passa e Chester Conway vê o seu pescoço cada vez mais perto da forca. Será que Silver o vai safar?

“O Preço do Ódio” (título em Portugal) é um filme interessante, com um orçamento curto, e que em certos momentos é muito semelhante ao bem conhecido cinema gótico italiano. A primeira vez que vi este western-spaghetti atípico foi há muitos anos em VHS. Confesso que naquela altura não me deixou deslumbrado mas reconheci-lhe algum valor. Hoje dou-lhe muito mais valor.


Há uma história curiosa sobre este filme: Segundo parece, este foi o primeiro western-spaghetti a incluir cenas de sexo hardcore! No entanto, essas cenas nunca foram incluídas na versão final mas nenhuma delas envolviam os atores principais. Quereria o realizador provocar o público através da nudez e do sexo explícito? Seria esta a nova fórmula dos westerns italianos dos anos 70? Provavelmente nunca saberemos… Mas as insinuações de cariz sexual são bem claras ao longo de todo o filme.


Mais alguns lobbys germânicos (grande titulo diga-se: Caixão de botas sangrentas):




Começa assim:

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