Mostrar mensagens com a etiqueta Dan Vadis. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dan Vadis. Mostrar todas as mensagens

13/09/2016

Un uomo, un cavallo, una pistola (1967 / Realizador: Luigi Vanzi)

Segundo filme da saga do herói dos westerns-spaghetti que mais sofre na pele! Este personagem não é o típico pistoleiro confiante e infalível que enfrenta de peito feito os seus adversários. Este personagem foge da confusão. Este personagem deixa-se humilhar. Este personagem nem sequer sabe enrolar cigarros! Mais: como se pode levar a sério um tipo que tem uma sombrinha cor-de-rosa para se proteger do sol e monta um cavalo (ou égua) chamado Pussy? Stranger pode ter todos estes defeitos mas tem algo que abona a seu favor: é fino que nem uma raposa! E quando lhe cheira a dinheiro ninguém o pára! Foi o que aconteceu quando um corrupto agente de autoridade foi morto e Stranger (Tony Anthony), tropeçando no cadáver, decidiu roubar-lhe a carteira e os documentos de identificação. 

Dan Vadis e a sua implacável Winchester.

O Tenente Stafford (Ettore Manni), do exército dos EUA, anda à procura do ouro que foi roubado por bandidos mas até agora sem sucesso. O rufião En Plein (Dan Vadis) está atento e, para passar o tempo, diverte-se a disparar a sua espingarda Winchester. Good Jim (Daniele Vargas) aparenta ser um honesto chefe de família mas sabe mais do que as pessoas pensam. Stranger anda às voltas com toda esta gente e forma uma parceria com um velho pregador / charlatão armado em profeta. 

Tony Anthony, literalmente, pelas ruas da amargura.

Na noite de todas as decisões (porque antes disso Stranger já levou um enxerto de porrada) o velho pregador e o protagonista tratam da saúde aos vilões com fogos-de-artifício e uma caçadeira de quatro canos, respetivamente! Um herói que passa a vida a levar murros, pontapés, chicotadas e a sofrer humilhações (incluindo chafurdar em pocilgas, poças de lama e galinheiros) não pode ter uma vida fácil! Digamos que Stranger não é um herói. Aliás, ele até ultrapassa o estatuto de anti-herói. É, porventura, uma espécie de anti-herói dos anti-heróis do western-spaghetti!

05/01/2016

Per pochi dollari ancora (1966 / Realizador: Giorgio Ferroni)

Um ano após “Un Dollaro Bucato”, o ator Giuliano Gemma e o realizador Giorgio Ferroni juntaram-se novamente para mais um western. Além de Gemma e Ferroni estão também presentes os suspeitos do costume, nomeadamente Nello Pazzafini, Benito Stefanelli, Pepe Calvo, Dan Vadis e a beldade Sophie Daumier. É um western ambientado nos anos da Guerra Civil Americana, o protagonista chama-se Gary Hammond, é um oficial sulista e é destacado para uma missão secreta de cariz militar. Em companhia de outros dois militares (mas todos vestidos à civil) o objetivo é alcançar Forte Yuma e entregar um documento de extrema importância que contém segredos militares. Mas a vida de espião é complicada, várias traições acontecem e, num momento de desespero, Gary esconde a mensagem na mala de viagem de Connie Breastfull, uma bela e espampanante corista que também se dirige para Forte Yuma. 

Giuliano Gemma rodeado de rufiões.

Como é difícil viajar pelo país em tempos de guerra, Connie consegue um salvo-conduto assinado pelas autoridades militares graças a meia dúzia de mentiras que lhes contou. Mas Riggs e os seus sabujos estão alerta, têm Gary e Connie debaixo de olho e não perdem tempo: Connie é presa e Gary é torturado (de tal modo que fica temporariamente cego). Quando Gary finalmente readquire a visão não há meliante que escape aos projéteis da sua pistola. No fim, Gary cumpre a sua missão e fica com a miúda. 

Demasiada emoção para Sophie Daumier.

Os anos de 1965 e 1966 foram anos muito intensos para Giuliano Gemma. Muito trabalho, muitos westerns (quase todos grandes sucessos de bilheteira) que fizeram dele uma vedeta e um ídolo das massas. “Per Pochi Dollari Ancora” tem muitas semelhanças com “Un Dollaro Bucato”. Talvez até demasiadas. E o inevitável “final otimista” de ambos os filmes está lá, como era apanágio nessa fase do western italiano.

Pepe Calvo não sobrevive.

Era apenas uma questão de tempo porque foi a partir de 1966 que outros cineastas começaram lentamente a abandonar o típico final de “protagonista salva o mundo e fica com a gaja” para passar a ser mais comum o final pessimista de “o protagonista morre e ela casa com o cavalo”.

Outros lobbys germânicos: