Os Canhões de San Sebastian (Portugal)
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2016/04/25
2014/12/22
2013/07/29
2013/04/28
Fora de tópico | Lançamento "Pancho Villa reitet"
Chega finalmente ao mercado europeu um DVD do eurowestern "Villa Rides", um filme originalmente escrito por Sam Peckinpah e que conta com um elenco formidável: Yul Brynner, Robert Mitchum, Charles Bronson. Esta edição é da alemã Winkler Film e mostra o filme cm idioma alemão e inglês. Já está nas lojas!
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2013/02/18
2012/03/05
2011/12/05
2011/03/28
2011/02/01
C'era una volta il West (1968 / Realizador: Sergio Leone)
O enorme sucesso da “trilogia dos dólares” colocou Sergio Leone num pedestal e pôs em sentido os executivos dos grandes estúdios americanos. Agora, a prioridade de Leone era fazer o projecto que sonhara durante toda a sua vida, um épico sobre os gangsters judeus de Nova Iorque, no Lower East Side, baseado no romance de Harry Grey “The Hoods”. Após várias reuniões com os mais influentes produtores americanos, o resultado foi sempre o mesmo: o financiamento de “Era uma vez na América” só estava garantido se Leone fizesse um último western! Perante esta situação, o cineasta italiano aceitou, sob a condição de ter plenos poderes sobre o novo projecto. Seguiu-se então um animado duelo entre dois grandes estúdios de cinema: A United Artists colocou em cima da mesa de negociações muito dinheiro e ainda as super vedetas Charlton Heston e Kirk Douglas. A Paramount também acenou com um grande orçamento e Henry Fonda. Era bem conhecida a ambição que Leone tinha de trabalhar com Fonda. Não havia dúvidas, a Paramount venceu!
Após um jantar de negócios, mediado por Mickey Knox, e um parecer positivo do seu amigo Eli Wallach, Henry Fonda aceitou a proposta. Claudia Cardinale e Jason Robards já estavam garantidos mas ainda faltava encontrar mais um protagonista. Inicialmente Leone falou com Clint Eastwood mas este recusou categoricamente. Isso não abalou Leone porque ele sabia no seu íntimo que a escolha certa seria Charles Bronson. À semelhança de Fonda, Bronson aceitou o convite porque agora Leone já tinha uma reputação e dinheiro mais do que suficiente, algo que não acontecia em 1964 quando tentou convencê-lo a protagonizar “Por um punhado de dólares”. Acompanhado por uma equipa técnica muito competente, o projecto foi concebido na Itália (Cinecittá), em Espanha (Almería) e nos Estados Unidos (Arizona).
O enredo está ligado à expansão do caminho-de-ferro na América do Norte e aos negócios sujos dos grandes magnatas. O empresário Morton quer a todo o custo concluir a sua linha-férrea e conta com o pistoleiro Frank para tratar de todos os inconvenientes que possam surgir. Frank não é de meias medidas e assassina brutalmente a família de Jill para ficar com o terreno. O fora-da-lei Cheyenne é injustamente acusado de ter cometido esse crime. No meio disto tudo deambula o misterioso Harmónica, que carrega na sua memória lembranças traumatizantes.

Este foi provavelmente o primeiro filme da História do cinema em que os actores actuavam ao som da banda sonora porque a partitura musical de Ennio Morricone foi composta antes das filmagens começarem. Isso ajudou os protagonistas a perceberem melhor o ambiente do filme. Mas nem tudo foi um mar de rosas! A ideia inicial de Leone era fazer 4 horas de filme mas chegou-se a um entendimento e a versão final foi reduzida para pouco menos de 3 horas. Contudo, alguns energúmenos com poder de decisão mandaram cortar ainda mais o filme, retirando-lhe muita da sua magia! Leone sentiu-se profundamente injustiçado porque foi essa “versão amputada” que estreou nos EUA e na Inglaterra, tornando-se num desastre nas bilheteiras e na crítica! Felizmente, Itália e França não foram nessa cantiga e a versão integral original foi bem sucedida, principalmente em Paris que exibiu o filme diariamente durante mais de 2 anos!
Já em pleno século XXI, o mercado DVD em Portugal fez justiça e presenteou os fãs com um excelente DVD, que além de conter o filme em todo o seu esplendor ainda oferece muitos documentários, entrevistas, fotografias e afins! “Aconteceu no Oeste” é um óptimo filme que sofreu durante muitos anos o estigma de muitos preconceitos. Eu, à semelhança de muitas pessoas, acho que o filme estava à frente do seu tempo. Naquela época a maioria das pessoas não estava preparada para um impacto tão profundo. Hoje, qualquer um que goste de cinema de verdade, vai adorar este filme!
Lobbys :




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2011/01/04
Soleil rouge (1971 / Realizador: Terence Young)
Este projecto tem características muito peculiares, tendo em conta o invulgar número de países envolvidos na produção. Este filme fala-nos do inevitável choque de civilizações e culturas entre o Ocidente e o Oriente, dando-nos a conhecer ao mesmo tempo o ambiente western e a temática dos samurais japoneses. O financiamento veio de diversos países, permitindo aos produtores lançar os seus respectivos ases. Os ingleses asseguraram o realizador Terence Young e a actriz suíça Ursula Andress, famosos pela saga dos filmes de espionagem “James Bond”. Os asiáticos disponibilizaram a sua maior estrela cinematográfica, o actor japonês Toshiro Mifune, que anteriormente tinha sido peça crucial nos filmes de Akira Kurosawa. Os americanos ripostaram com Charles Bronson e os franceses com Alain Delon. Aos espanhóis cabia a tarefa de disponibilizar os seus habituais locais e cenários para um western.
A história tem origem num assalto a um comboio que transporta uma grande quantidade de ouro. Além da preciosa carga, viaja também no mesmo comboio o embaixador japonês, que leva consigo uma valiosa espada para oferecer ao presidente dos Estados Unidos. O pistoleiro Gauche aproveita a oportunidade para roubar a espada, matar um dos dois guarda-costas do embaixador e atraiçoar o seu sócio Link, matando-o numa explosão! Contudo, Link sobrevive e procura ir no encalço de Gauche para ajustar contas. Para isso, acompanha-o o guarda-costas japonês Kuroda, que tem sete dias para recuperar a espada, caso contrário terá de se suicidar segundo o código de honra japonês! Para chegar até Gauche, Link usa como isco a bela prostituta Cristina, amante do seu ex-sócio. Após algumas peripécias, o tiroteio final é o momento alto do filme, onde tudo se vai decidir!

O projecto tinha de facto ideias bem intencionadas. Se o western europeu tinha sucesso e os filmes de samurais eram tidos em grande consideração, a mescla dos dois géneros significaria à partida a galinha dos ovos de ouro! Mas apesar de ter óptimos ingredientes, capazes de fazer um manjar dos deuses, o cozinhado ficou-se pelo satisfatório! Se não fosse o carisma dos quatro protagonistas o filme ficaria muito provavelmente esquecido na memória da grande maioria dos cinéfilos! É pena que assim seja, porque um projecto tão internacional e tão poliglota como este merecia mais! Acho que os fãs de westerns-spaghetti não ficam totalmente satisfeitos com este “Sol Vermelho”. Sentimento idêntico terão os seguidores dos filmes de samurais. Aconselho este filme apenas aos fãs de Bronson, Mifune, Andress ou Delon porque eles são de longe o melhor que o filme oferece!
Eis mais alguns lobby cards germânicos:








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