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2012/04/23
Minnesota Clay (1965 / Realizador: Sergio Corbucci)
Depois de dividir créditos com Albert Band em “Massacro al Grande Canyon”, Sergio Corbucci consegue finalmente o financiamento necessário para lançar o seu primeiro western em nome próprio. Talvez devido a alguma inexperiência, “Minnesota Clay” é um filme tosco, devendo bastante aos padrões do western norte-americano. Mas curiosamente a inspiração para o filme até foi a mesma que levou Sergio Leone a realizar o seminal “Per un pugno di dollari”.
Tal como fizera com Leone, Enzo Barboni também recomendaria a Sergio Corbucci que assistisse a “Yojimbo”. Ambos os Sergios ficaram tão impressionados que decidiram fazer as suas próprias versões do filme japonês, mas neste braço de ferro Corbucci perderia para Leone, quer em timing quer em qualidade do produto final.
O infalível Xerife Minnesota Clay (Cameron Mitchell) é condenado por um crime que não cometeu e relegado para o campo de trabalhos forçados. Aí permanece durante anos até que um dia aproveita a oportunidade de escapar. Os anos que passara na prisão militar prejudicaram-lhe gravemente as suas capacidades visuais, mas ainda assim arrisca voltar ao seu território com o propósito de confrontar os responsáveis pela sua condenação e limpar o seu nome.
Ao regressar deparar-se-á com uma região encurralada por dois bandos. Um deles é liderado por Fox – que substitui Clay no cargo de xerife – um biltre que explora os habitantes da cidade em troco de uma suposta protecção. A razão para essa nomeação fora justamente a necessidade de protecção de outro grupo agressor, este constituído por uns bandidos mexicanos a mando do General Ortiz (a primeira de muitas interpretações de Fernando Sancho enquanto líder de um bando de fora-da-lei mexicanos). E tal como «o homem sem nome» de Leone, também Clay se envolve no meio dos dois bandos rivais, acabando por aniquilar ambos.
“Minnesota Clay” não ficaria para a história como um grande western-spaghetti, e para isso muito contribuiu a introdução de alguns enfadonhos discursos à moda dos westerns clássicos americanos, mas sobretudo pela existência de sequências desprovidas de qualquer sentido lógico. Apesar disso notam-se já aqui alguns dos traços sádicos que o realizador haveria de imputar à maioria dos seus heróis.
Tal como aconteceria anos mais tarde com o seu opus magnum – “Il grande silenzio” – foram feitas duas versões do filme, diferindo entre elas o grande final da trama. Na versão original italiana, Clay aparece estendido nas ruas da cidade após o duelo com Fox (Georges Rivière), mas na cena seguinte ele surge recuperado e agora munido de uns uteis óculos que acaba por lançar ao ar, baleando-os em seguida num estilo badass muito pouco credível para o espectador que acaba de ver o que aquele homem passou devido à sua falta de visão. A versão americana apesar de imposta pela distribuidora norte-americana, funciona muito melhor. Nesta, Clay permanece estendido no chão após o duelo com Fox e o filme acaba.
Tal como aconteceria anos mais tarde com o seu opus magnum – “Il grande silenzio” – foram feitas duas versões do filme, diferindo entre elas o grande final da trama. Na versão original italiana, Clay aparece estendido nas ruas da cidade após o duelo com Fox (Georges Rivière), mas na cena seguinte ele surge recuperado e agora munido de uns uteis óculos que acaba por lançar ao ar, baleando-os em seguida num estilo badass muito pouco credível para o espectador que acaba de ver o que aquele homem passou devido à sua falta de visão. A versão americana apesar de imposta pela distribuidora norte-americana, funciona muito melhor. Nesta, Clay permanece estendido no chão após o duelo com Fox e o filme acaba.
Apesar das suas imperfeições, explicáveis pela prematura fase em que foi lançado, “Minnesota Clay” fez algum sucesso e marcou até um ponto de viragem no género. Foi o primeiro western italiano em que o realizador ostentou o seu nome de baptismo nos créditos deixando para trás os pseudónimos americanizados, até aí utilizados por todas as produtoras italianas. E depois disto Sergio Corbucci haveria de recuperar algumas ideias base deste “Minnesota Clay” no seu primeiro grande sucesso, “Django”. Esse sim, um western capaz de agradar a gregos e troianos!
“Minnesota Clay” está disponível em diversas edições DVD, a que possuo é uma edição sul-americana lançada pela editora Argentina, DSX Films. Edição que adquiri via venda online em meados de 2008, e que graças a uma favorável taxa de conversão entre o peso argentino e o euro, revelou-se uma pechincha. Relatos de outros compradores indicam que alguns dos DVDs desta editora não primam pela qualidade de imagem, mas esta edição específica é bastante boa, o filme aparece num widescreen cristalino, com áudio original italiano e legendas opcionais em espanhol.
Mais um grande slogan: "Deus criou os homens diferentes, o colt tornou-os iguais". Aqui ficam mais algumas imagens promocionais:
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