Mostrar mensagens com a etiqueta Anthony Steffen. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Anthony Steffen. Mostrar todas as mensagens

13/04/2014

Trailers | Mille dollari sul nero (1966)



Trailer de "Mille dollari sul nero", que em Portugal foi lançado sob o titulo "Mil dólares no preto". Legendado em Português por António Rosa.

23/02/2014

Fora de tópico | Lançamento "An den Galgen, Bastardo!"


Os amigos do In memoria di Italo-Cinema lembram que a Colosseo Film agenda para Abril o lançamento de "¿Quién grita venganza?". Esta nova opção de mercado parece ser em tudo idêntica à que a Wild East lançou em 2011, mas agora com a particularidade de incluir também audio em italiano. Trata-se de um fraco exemplo do que o género viu florescer mas ainda assim aqui fica a nota.

01/09/2013

Fora de tópico | Lançamento "Hanging For Django"


Outro filme de Sergio Garrone que conhece nova edição é "Una lunga fila di croci". Um western-spaghetti repleto de acção e com um elenco de se lhe tirar o chapéu: Anthony Steffen e Willian Berger, Mario Brega, Riccardo Garrone. A edição é da subsidiária americana da Rarovideo que desta vez disponibiliza o filme em duas opções, DVD e Blu-Ray.  Estará á venda em Outubro.

26/08/2013

Fora de tópico | Lançamento "Bandidos", "Les Colts de la violence" e "Killer Kid"


Em Setembro a Artus Films ampleia a sua colecção "Western Européen" com três títulos que merecem fazer parte das vossas estantes. Do lote destacamos "Bandidos", obra imaculada de Massimo Dallamano que infelizmente não se debruçou novamente sobre o género. Não é um filme que tenha muitas edições disponíveis pelo que se saúda esta iniciativa da editora francófona. Os outros dois filmes (Killer Kid e Mille dollari sul nero) são por estes dias relativamente fáceis de encontrar por aí mas ainda assim o povo agradece pela liberdade de escolha. 

20/08/2013

W Django! (1971 / Realizador: Edoardo Mulargia)

Eis o típico western-spaghetti de baixo orçamento que aposta tudo o que tem (e não é muito) na fórmula mais popular de sempre: Django e a sua vingança! Apesar dos westerns italianos estarem em rápida decadência, a produção ainda arriscou fazer mais um filme, no meio de dezenas, protagonizado pelo carismático Django. 

Vedetas como Franco Nero ou Terence Hill eram cartas fora do baralho. Mas o inconfundível Anthony Steffen estava ali mesmo à mão de semear e foi o escolhido. O tema deste filme vai ao encontro do filme original, isto é, Django chega a uma cidade com o intuito de vingar o assassinato da sua mulher. Sabe que o homicídio foi executado por três homens e não descansará enquanto não arrumar o assunto com muitas doses de chumbo no lombo dos adversários! 


A pouco e pouco consegue eliminar todos os obstáculos mas quando Django pensava que a sua vingança estava consumada eis que surge uma terrível revelação! Anthony Steffen encarna o personagem na perfeição. Provavelmente ninguém melhor do que ele consegue transmitir a imagem de um homem misterioso, de poucas palavras, angustiado pelo seu passado conturbado e, mais importante que tudo, disposto a mandar balázios a tudo o que mexe! 


Atrevo-me a dizer que este filme sem Anthony Steffen estava condenado ao fracasso e ao esquecimento (quase) total. Mas, por mais incrível que possa parecer, este western surpreende pela positiva e, tendo em conta que estávamos em 1971 e o auge do subgénero já tinha acabado, o resultado é positivo. Se procuram um western-spaghetti simples e violento vejam este filme. Se procuram algo mais profundo fujam antes que Anthony Steffen saque da pistola e despache toda a gente com uma chuva de balas (sem recarregar, obviamente)!



Mais exemplos do expressionismo típico de Anthony Steffen:




Trailer:

25/06/2013

Fora de tópico | Lançamento "A Coffin For The Sheriff" & "Blood At Sundown"


O volume 46 da «Spaghetti Western Collection» da Wild East alinhará duas das melhores prestações do astro ítalo-brasileiro Anthony Steffen: "Una bara per lo sceriffo" e "Mille dollari sul nero". O segundo titulo da «double-feauture» é especialmente aguardado pelos fãs do western-spaghetti, uma vez que não existia ainda uma comercialização do filme num idioma internacionalmente entendido. Relembramos os mais distraídos que foi este o filme que deu o mote para a personagem Sartana, que seria depois popularizada nos filmes de Gianfranco ParoliniGiuliano Carnimeo. A não perder!

19/02/2013

Fora de tópico | Lançamento "Django: El Bastardo" & "Django el taciturno"


Os nossos compañeros espanhóis podem desde hoje encontrar nas lojas, mais dois westerns-spaghetti até agora inéditos por lá em formato DVD. São eles "Django el bastardo" (Django il bastardo) e "Django el taciturno" (Bill il taciturno). Ambos fazem parte da "Django Collection" que a Sony Pictures preparou para o mercado espanhol. Parece mesmo que o único país a ficar fora da «django-dvd-mania» será Portugal!

03/11/2012

Fora de tópico | Lançamento "Django Kills Silently / A Pistol For Django" & "A Man Called Django / Django And Sartana's Showdown"


Neste Natal teremos Django no sapatinho ou pelo menos essa parece ser a intenção da Shout! Factory, que agenda para o mês de Dezembro duas double features preenchidas na sua totalidade com filmes da personagem. Tratam-se de edições codificadoas no formato Região 1 que por consequência não funcionarão em leitores de DVD bloqueados, no entanto pela raridade de alguns dos seus títulos merece-nos alguma atenção.

Um dos DVDs emparelhará "Bill il taciturno" (Django Kills Silently) com "Anche per Django le carogne hanno un prezzo" (A Pistol For Django). Ambos indisponíveis até agora em língua Inglesa e no caso do caso de "Anche per Django..." trata-se mesmo da primeira edição em formato DVD. O segundo pacote contará com duas incursões menos obscuras, "W Django!" (A Man Called Django) e "Arrivano Django e Sartana... è la fine" (Django And Sartana's Showdown). O lançamento de ambos está previsto para 11 de Dezembro.

22/05/2012

Fora de tópico | Lançamento "Die Koch Media Italowestern-Enzyklopädie No. 1"


Em Julho chegará ás lojas o primeiro número da "Italowestern-Enzyklopädie No. 1", um lançamento da Koch Media. A espectacular colecção arco-íris que a editora alemã tinha vindo a lançar, parece ter sido definitivamente cancelada mas felizmente a editora continuará a colocar mais títulos do género no mercado. Uma óptima noticia para os fãs do género pois é sabido que os seus lançamentos são por regra extremamente cuidados.

Este primeiro volume da colecção irá agrupar 4 títulos, a saber: "I vigliacchi non pregano", "...e per tetto un cielo di stelle", "Gentleman Jo... uccidi" e "Roy Colt e Winchester Jack". Deste lote destacamos o primeiro, nele encontramos uma das melhores interpretações do habitué Gianni Garko - aqui num papel algo psicótico, bastante diferente dos filmes da saga Sartana.

A edição será limitada e estará à venda através do site da editora e demais lojas virtuais.

02/01/2012

Garringo (1969 / Realizador: Rafael Romero Marchent)

Neste relativamente desconhecido psico-western, o espanhol Rafael Romero Marchent reúne sob o mesmo cartaz dois astros do género, o macambúzio Anthony Steffen (no papel de implacável Tenente Garringo) e o louro com cara de menino da mamã, Peter Lee Lawrence (enquanto Johnny, um assassino de militares). O filme sofre de diversas falhas rítmicas mas têm os seus trunfos e bem vistas as coisas acaba por ser minimamente interessante para vos poder recomendar para estes dias frios que aí estão à porta.

Via flashback ficamos a conhecer o passado de Johnny (Peter Lee Lawrence). Na sua infância Johnny assiste à execução do seu pai pela mão de um oficial do exército. Em choque a criança foge do local acabando por ser encontrado por Klaus (José Bodalo) que acaba por o salvar e adoptar. Mas a dramática cena marca-o profundamente e depois de crescido o seu lado mais psicótico vêm ao de cima abraçando o caminho dos fora-da-lei. Os seus actos criminosos dirigem-se especialmente para com os oficiais do exército, que pune brutalmente sem que tenham a mínima oportunidade de defesa. Depois de executadas todas e quaisquer fardas azuis que se lhe passem pelo caminho envia ainda sarcásticos recados às chefias do exército, subscrevendo-se em todas elas.


Decididos em terminar com os actos de Johnny, os cabecilhas do exército decidem dar uma segunda oportunidade ao implacável tenente Harris, que libertam da prisão militar com a missão de identificar e capturar o perturbado rapaz. Mesmo que para isso use os brutais métodos que o haviam colocado por detrás das barras do forte. Depois de quatro anos malvadez longe de casa, Johnny regressa para junto de Klaus que entretanto se tornou o xerife da cidade. O seu regresso não é no entanto inocente, na verdade apenas se deve a um golpe que planeia executar sobre um carregamento de ouro do exército que passará pelas redondezas. Mas Garringo segue as suas pistas alcançando os parceiros de Johnny, acabando por chegar finalmente perto do bandido.

Entre tantos e tantos westerns europeus, convenha-se dizer que nada aqui é realmente extraordinário, mas “Garringo” têm ao menos o privilégio de conter aquela que muitos consideram a melhor interpretação do austríaco Peter Lee Lawrence. O papel de vilão permitiu-lhe sair da habitual pele de pistoleiro bonzinho por quem as miúdas suspiram. Ele saca aqui uma interpretação bastante variada. Ora encarna o papel de simpático rapaz, aparentemente enamorado pela filha do novo médico da cidade, que numa cena algo comovente agracia a rapariga com um belo vitelo! Mas o mesmo rapazola é capaz de matar uma mão cheia de soldados sem pestanejar apenas pelo simples prazer de matar.


Surpreendentemente Marchent foge ao típico duelo entre o bom e o mau, acabando por colocar o louro doido nas mãos de um dos seus criminosos parceiros. Também os caracteres dos dois personagens principais são algo antagónicos. Johnny é um rapaz bem-educado, agradável ao olho mas completamente abrasado da cabeça, que mata oficiais e lhes retira as insígnias como troféu que guarda na campa do seu pai. Já o Tenente Garringo apesar de representar o lado da lei, julga-se acima dela usando todos os meios para eliminar a corja da sociedade. Os seus métodos são desaprovados pela lei militar e – ainda que temporariamente – até o levaram a ver o sol aos quadradinhos, mas mesmo depois de libertado não hesita em matar um homem indefeso. O que faz então os seus actos mais justificáveis que os de Johnny?

Os cenários utilizados são algo pobres mas ainda assim têm a curiosidade de contar com uma sequência rodada nas ruínas de El Cercón, mosteiro nos arredores de Madrid que ficou imortalizada no clássico do terror luso-espanhol “A noite do terror cego”. Em 1971 outro filme com «Garringo» no título chegou aos cinemas italianos – “Sei giá cadavere amico… ti cerca Garringo!” – mas não se trata de uma sequela. Na verdade o título original espanhol nem contém a menção a «Garringo», mas sim a um mais rentável herói do género: «Sabata». Anos loucos para o cinema europeu! Já a testada dupla Steffen e Lawrence voltar-se-ia a encontrar alguns anos mais tarde num western-spaghetti de contornos cómicos, bem diferente deste aqui. Filme que chegou a ser lançado nalguns países como “Arriva Garringo”, mas desengane-se também quem julgar que se trata de uma sequela.

“Garringo” está disponível em DVD através da editora espanhola Impulso Records, é mais um dos filmes incluídos na “La colección sagrada del spaghetti western”. Tem áudio em espanhol e imagem em widescreen.


Mais imagens do filme:



Trailer:

04/10/2011

La caza del oro (1972 / Realizador: Juan Bosch)

Com a chegada do western cómico até o habitualmente taciturno Anthony Steffen, que por regra associamos aos mais carrancudos dos personagens do western-spaghetti (“Django il bastardo”, “Garringo”, etc), passou a interpretar personagens em filmes que não são carne, nem peixe (“Uno, dos, tres... dispara otra vez”, “Arriva Sabata!”). Filmes que se por um lado tentam imprimir algumas passagens mais cómicas nos seus roteiros, não se contêm quando chega a hora da matança.

É certo e sabido que o Steffen que adoramos é desprovido de expressividade. Coisa sem importância quando se trata de encorpar os mais destemidos pistoleiros do velho oeste, mas quando se passa para o lado da paródia, as coisas ficam estranhas. Os anos 70 foram férteis em produções deste tipo, e esta co-produção ítalo-espanhola intitulada de “La caza del oro” é um desses bichos raros.


Carver (Manuel Guitián) é um velho bandido que roubou 28 sacos de ouro à companhia mineira, mas que acabou na prisão por 20 penosos anos, onde manteve segredo sobre o paradeiro do saque. No dia da sua libertação uma série de bandidos sem escrúpulos fazem romaria até às portas da prisão, com o intuito de forçar o avozinho a indicar a localização do tesouro. O director da prisão (Raf Baldassarre) também está interessado no dinheiro e oferece protecção ao velho em troca do metal precioso, mas Carver agride o carcereiro e volta para dentro da choldra. Lá, espera-o o mexicano Paco (Daniel Martín), companheiro de cela que tenciona escapulir-se com o velho e com ele repartir o ouro. O mexicano logra em fugir com a sua «galinha dos ovos de ouro» mas não chega longe porque Trash (Anthony Steffen) - o mais afoito dos abutres - lhes interrompe a fuga.


Os três acabam por formar uma delicada sociedade, seguindo em direcção ao local onde o ouro terá sido refundido. Pelo meio encontram uma caravana de mulheres de má fama, geridas por uma velha conhecida de Carter. Ressabiado, o velho acaba por bater as botas antes de consumar o acto! Sem saberem ao certo sobre o paradeiro do ouro, Trash e Paco continuam em direcção à fronteira Mexicana. O infortúnio dura pouco e acabam por mero acaso por ter conhecimento da localização do tesouro, que afinal foi escondido dentro da imagem de San Firmino! Mas um grupo de bandidos mexicanos comandados pelo velhaco Firmin Rojas (Fernando Sancho) também estão interessados na estatueta, que crêem poder proporcionar-lhes grandes milagres nas suas actividades criminosas. Imagine-se!


No meio desta trapalhada toda salva-se a interpretação do espanhol Fernando Sancho, muito divertido nas poucas linhas que lhe couberam. De resto, nem os cenários usados na rodagem abonam a favor do filme, que apesar de ter sido rodado por Espanha não contempla nenhuma das vistosas paisagens de Almería. Um filme bastante regular que apenas o mais sedento dos fãs do género se deverá atrever em perseguir.