Depois de muita especulação e promessas falhadas, "Chiedi perdono a Dio... non a me" chega finalmente à colecção spaghetti-western da Wild East. Este filme dá uma sequência solta q.b. ao bem mais conhecido "Cjamango" (aqui resenhado pelo Emanuel). Um bom filme que vale a pena conferir. Também no pacote, aparece "Massacro al Grande Canyon", o primeiro western realizado por Sergio Corbucci, que curiosamente não vê o seu nome creditado na ficha técnica. Já está à venda!
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2016/12/29
2013/04/12
Fora de tópico | Lançamento "Django - Einladung zum Totentanz"
Sai hoje para as lojas mais uma spaghetti-western pela mão da Savoy Film, "...e venne il tempo di uccidere". Um filme modesto mas interessante em que podemos contar com um Anthony Ghidra em grande forma. Vale a pena conferir!
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Mimmo Palmara
2011/01/24
2010/09/20
L'Ultimo Killer (1967 / Realizador: Giuseppe Vari)
Não é muito comum ver uma editora apostar em edições temáticas dedicadas aqueles actores geralmente menos reconhecidos para uma maioria de seguidores de um determinado género cinematográfico, mas a norte-americada Wild East têm arriscado neste campo com edições temáticas dedicadas a gente actualmente condenada à obscuridade. Edições essas dedicadas a nomes como Edd Byrnes, George Martin, Leonard Mann ou mais recentemente Anthony Ghidra e George Hilton. Todos eles com alguns méritos reconhecidos pelo maior fanático do género western-spaghetti, mas claramente pontos de interrogação para todos os outros apreciadores moderados do género.
Uma dessas edições contempla dois filmes protagonizados por George Eastman – Luigi Montefiore de baptismo. A presença do “grande” actor no cinema europeu não passou despercebida, não tanto pelas suas capacidades enquanto intérprete mas sobretudo pela imponência da sua altura, sempre superior aos demais actores que com ele tiveram de contracenar. Os filmes em que o protagonismo lhe tenha sido praticamente entregue não abundaram, mas este “Django, The Last Killer” – que de Django pouco ou nada têm – é um desses títulos. Aqui Eastman reparte créditos com o interessante Anthony Ghidra (“Ballata per un pistolero”), num filme com bastantes paralelos com “I giorni dell'ira” de Tonino Valerii, mas que acabou por levar com o nome “Django” nalguns países em que a prática da dobragem sempre foi comum. Inexplicavelmente os reis da transformação de “marca branca” em “marca Django” – leia-se alemães – fugiram à regra e lançaram o filme como “Rocco - Ich leg dich um”.

Temos por aqui um George Eastman a encarnar o jovem mexicano Ramón, que vê a sua família ser assassinada pelo ganancioso Barret (Daniele Vargas), que à boa maneira da vilanagem nobre, explora os pequenos fazendeiros locais. Sem grande astúcia no manejo de armas de fogo, Ramón quase perde a vida, sendo salvo – ainda que inadvertidamente – pelo caçador de cabeças Django. O temível pistoleiro arma-se em bom samaritano e cuida de Ramón. Lambidas as feridas os dois desenvolvem uma amizade acabando Django por ensinar ao mexicano como empunhar a pistola. Django que se prepara para aposentar acaba por aceitar um derradeiro “serviço” após aliciamento de Barret, mas o homem que aceita matar é afinal o Ramón: seu pupilo!

“L'ultimo killer” – titulo original italiano – é um daqueles filmes medianos que pouco ou nada acrescenta às dezenas histórias de vingança contadas nos anos de ouro do western europeu, algo que aliciará apenas o mais ávido consumidor do género. A esses, e apenas esses recomendo o DVD da Wild East que nesta “double feature” surge acompanhado pelo também mediano “Odia il prossimo tuo” de Ferdinando Baldi. Como extras incluem-se ainda trailers e galerias promocionais.
Trailer:
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Roberto Pregadio
2009/10/28
Ballata per un pistolero (1967 / Realizador: Alfio Caltabiano)

Obcecado pelo objectivo de assaltar o supostamente inexpugnável banco da cidade, El Bedoja une esforços com o irmão, Chiuchi (Mario Novelli), infiltrando um elemento do bando dentro do banco, assaltando-o de seguida. Logrando fugir com o dinheiro do cofre, consegue também ganhar duas sombras extra, que jamais sairão do seu encalço - Rocco e Blackie - interpretados respectivamente por Anthony Ghidra e Angelo Infanti. Ainda que inicialmente Rocco rejeite a oferta de sociedade feita por Blackie, os dois pistoleiros acabam eventualmente por unir esforços na perseguição dos bandidos. El Bedoja consegue no entanto baralhar todos os pressupostos mostrando ter planos bem mais individualistas, acabando por ultrajar os seus comparsas de crime. Abandonando o seu refúgio secreto com o dinheiro roubado, seu oleoso irmão e uma bela mexicana que entretanto haviam sequestrado.

Os vastos conhecimentos técnicos de armas de Caltabiano em muito beneficiam as performances dos protagonistas do filme, não me lembro de ter visto por aí muitas sequências de tiroteios tão bem executadas como algumas das que aqui se apresentam – memorável a cena em que Ghidra despacha dois bandidos com tiros desferidos por detrás das costas! De resto, diga-se que as constantes cenas de acção mesmo não atingindo a espectacularidade desse momento, jamais atingem um nível banal. Mas se ao nível da realização Alfio Caltabiano consegue introduzir alguns elementos de interesse, com uma boa fotografia, montagem e escolha de cenários, já não se pode dizer o mesmo do argumento que usa o mesmíssimo esquema de Da uomo a uomo e I giorni dell'ira (todos lançados em 1967), em que o protagonismo é dividido entre um jovem e impulsivo pistoleiro (Blackie, interpretado por Angelo Infanti), e um outro mais velho e calejado (Rocco, interpretado por Anthony Ghidra). Ainda que por momentos fiquemos com a ideia de que ambos os pistoleiros procuram apenas os dólares oferecidos pela recompensa do bando de El Bedoja, cedo se percebe que a Rocco pouco interessa a fortuna mas sim a sede de vingança por contas não saldadas com El Bedoja. Impossível não fazer por isso o paralelo com as personagens da obra-mestra Per qualche dollaro in più (1965), Col. Douglas Mortimer e Manco. Caltabiano parece propositadamente ter pegado na fórmula de Sergio Leone, dando-lhe o sentido de moralidade que o mestre desprezou, lembrando em diversos momentos o quão suja é aquela profissão.
Este filme que em Portugal foi exibido como “Balada para um pistoleiro”, não conhece ainda edição em DVD, mas está disponível com o mesmo título no mercado Brasileiro através da Ocean Pictures. Sem deixar de ser um filme rotineiro e sem interpretações extraordinárias, é um daqueles filmes que garante grandes momentos de diversão aqueles que lhe dedicarem o seu tempo. A mim fez-me lembrar porque sou viciado em westerns-spaghetti!
Este filme que em Portugal foi exibido como “Balada para um pistoleiro”, não conhece ainda edição em DVD, mas está disponível com o mesmo título no mercado Brasileiro através da Ocean Pictures. Sem deixar de ser um filme rotineiro e sem interpretações extraordinárias, é um daqueles filmes que garante grandes momentos de diversão aqueles que lhe dedicarem o seu tempo. A mim fez-me lembrar porque sou viciado em westerns-spaghetti!
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