Todos nós sabemos que os westerns-spaghetti produzidos na década de 70 não são tão bons como os que surgiram na década anterior. Apesar de já não haver tanto entusiasmo e dinheiro ainda assim havia filmes interessantes. Mas isto é uma desgraça! A classificação deste filme é muito simples: É mau! E quando digo mau é mesmo mau! Há filmes que são tão maus que até se tornam bons. Este é tão mau que até mete ranço!
São 90 minutos de estupidez cheios de personagens que têm o dom de
irritar qualquer pessoa boa do sentido. Ao longo desta penosa hora e
meia há um grupo de soldados mal esgalhados que ninguém sabe o que andam
a fazer e decidem ir matar uns quantos índios apaches. E porquê? Porque
sim! Apeteceu-lhes! Um desses soldados de pacotilha fica para trás
juntamente com uma mulher apache que sobreviveu ao massacre.
A partir daí ambos percorrem florestas e caminhos que não lembram nem ao diabo, cruzam-se várias vezes com três parvalhões que têm sempre o mesmo objetivo: partir o focinho ao soldado (e matá-lo, porque não?) e abusar sexualmente da mulher (e matá-la, pois claro). Mas ainda há mais: Como a índia consegue sempre escapar, esses tristes divertem-se de vez em quando a apalparem-se mutuamente enquanto riem às gargalhadas! Felizmente, no final todos “vão com os porcos” (vulgo, morrem) e ainda bem porque senão podia haver alguém que quisesse fazer uma sequela disto!
Lembro-me que há alguns anos atrás ainda pensei em comprar o DVD deste filme, uma edição espanhola, pensando eu na minha ingenuidade que podia ser um filme interessante. Hoje agradeço aos céus por nunca o ter feito! Este western-spaghetti é uma grande nódoa do subgénero. A rubrica “Spaghettis que prejudicam gravemente a saúde” está bem representada com este exemplar. Uma recomendação: Quem já viu este filme deve ir imediatamente ver outro western-spaghetti mas desta vez de qualidade. Se ficarem demasiado tempo a pensar em “Uma Mulher Chamada Apache” pode provocar danos mentais irreversíveis e crises de vómito!