Gringo Não Perdoa (Portugal) | Ringo não Perdoa (Brasil)
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11/08/2014
17/03/2014
25/02/2014
Un Dollaro tra i denti (1966 / Realizador: Luigi Vanzi)
Este terá sido provavelmente o primeiro western italiano a ter financiamento norte-americano (através do influente empresário Allen Klein). O elenco é liderado pelos também americanos Tony Anthony e Frank Wolff e secundado por Gia Sandri, Jolanda Modio, Raf Baldassare e Aldo Berti. É uma obra claramente inspirada no filme “Por Um Punhado de Dólares”, com um ritmo lento em que predominam os longos silêncios preenchidos pela música de Benedetto Ghiglia. É um filme de muito baixo orçamento com algumas cenas bastante violentas (chicotear, violar, agredir, ameaçar) com tiroteio e sadismo quanto baste. Um tipo misterioso chega à localidade mexicana de Cerro Gordo. Por entre as ruas silenciosas entra numa hospedaria para alugar um quarto. O dono do estabelecimento arma-se em esperto e leva com uma garrafa nos cornos.
Já no seu quarto, observa da janela uma patrulha de soldados mexicanos serem massacrados por bandidos disfarçados de frades. Estes, com Águila à cabeça, pretendem o ouro que o exército americano vai transportar até aquele povoado. O forasteiro, em conluio com Águila, elabora um plano para que o ouro fique na posse de ambos e que o lucro seja dividido em duas partes iguais.
Mais traiçoeiro do que uma serpente, o mexicano muda de opinião e recusa dar a metade combinada aos seu sócio americano. Para a humilhação ser completa dá-lhe somente uma única moeda de 1 dólar como prémio pelo seu esforço. O homem passa-se da cabeça! O forasteiro tenta fugir com o dinheiro mas é capturado e leva uma carga de porrada que até cria bicho! Pelo meio ainda é contemplado com umas chicotadas na focinheira, cortesia da sádica Maria Pilar, mais conhecida por Maruka.
Em muito mau estado, o homem consegue arrastar-se para um lugar seguro para recuperar da sova. Os seus agressores procuram-no mas em vão. Já recuperado, o forasteiro inicia a limpeza geral da cidade usando não uma vassoura mas sim uma caçadeira! Ironicamente, o filme teve resultados modestos em Itália mas foi bem sucedido nas salas de cinema dos Estados Unidos. Sem dúvida que é um western de série B mas eu dou-lhe nota positiva porque… “Quem sou eu? Sou um homem justo!”
Trailer:
15/01/2014
Trailers | Django (1966)
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25/11/2013
26/08/2013
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27/05/2013
14/01/2013
07/01/2013
24/12/2012
17/12/2012
07/12/2012
Fora de tópico | Lançamento "Una donna per Ringo"
Se estão fartos de tanto «Djangosploitation», saibam que a editora italiana Moisaco Media disponibiliza pela primeira vez em DVD o raríssimo "Una donna per Ringo", filme de Rafael Romero Marchent que para variar não têm qualquer ligação com o Ringo popularizado por Giuliano Gemma. Na verdade o titulo original nem remetia para essas afiliações -"Dos pistolas gemelas" - mas as diversas edições internacionais trataram de encapotar a coisa. O lançamento será como é boa regra da editora, limitado e numerado. Já o podem encontrar nas lojas.
01/10/2012
17/09/2012
I cinque della vendetta (1966 / Realizador: Aldo Florio)
O ano de 1965 foi determinante para a industrialização do western-spaghetti. Filmes como “Per qualche dollaro in più”, “Un dollaro bucato”, “Adios Gringo”, “Una Pistola per Ringo” ou “Il ritorno di Ringo” registaram grande afluência de publico ás bilheteiras italianas, não seria pois de estranhar que o impulso lançado por estes primeiros sucessos levasse a uma exploração mais exaustiva do filão.Um ano depois já eram produzidos filmes do género ás dezenas, muitos destes eram filmes desprovidos de grande interesse e vê-los passados mais de 40 anos do seu lançamento original pode revelar-se uma tarefa penosa.
Um dos filmes que sofreu degenerativamente com o passar dos anos é este “I Cinque della vendetta”. Uma primeira incursão de Aldo Florio no género, claramente influenciada pelo clássico do western americano “The Magnificent Seven”, de John Sturges.
O argumento do filme é tão simplista que irrita. Os Gonzalez tencionam dominar toda a região. O único entrave que lhes barra os planos é a casmurrice de um fazendeiro gringo, Jim Lattimer, o único que lhes faz frente. Razão pela qual acaba por ser fatalmente abatido pelos irmãos Gonzalez. É então que surgem na cidade cinco forasteiros, liderados por Tex (Guy Madison), dispostos a vingar a morte de Jim e assim devolver as terras à viúva Lattimer. Existirão percalços, e antes que consigam cumprir a sua missão são encurralados e deixados para morrer no deserto, mas safam-se e num ápice distribuem bordoada pelos tiranos e seus capangas.
A versão a que assisti não é mais do que um bootleg montado pelo fã do género Franco Cleef, rapazito que teve a paciência de mesclar uma fita alemã com boa qualidade de imagem, com outra proveniente do velhinho mercado de VHS. Resultado, conseguimos ver o filme numa versão mais alargada, mas que implica um rodopio constante entre imagens cristalinas do DVD alemão e imagens deploráveis do VHS americano. Não é coisa fácil de aturar mas acaba por ser um exercício educativo na medida em que permite entender a quantidade de tesouradas que o filme levou na versão exibida ao público germânico. Ainda que pessoalmente ache que num filme tão insípido nada do que se tinha cortado fazia realmente falta para o entendimento da história.
Aldo Florio voltaria ao western-spaghetti uma vez mais no início da década seguinte. Onde cozinharia uma bela homenagem ao seminal “Per un pugno di dollari” de Sergio Leone. Uma violentíssima história de vingança protagonizada por Fabio Testi e que provaria a existência de um sentido mais apurado por parte deste realizador italiano: “Anda muchacho, spara!”.
Mais alguns lobbys germânicos:
10/09/2012
06/08/2012
02/07/2012
Dos mil dólares por Coyote (1966 / Realizador: León Klimovsky)
Não conheço em profundeza a filmografia western do realizador León Klimovsky, mas do que já vi, têm sido cada tiro cada melro. Neste euro-western, o realizador argentino parece ter tentado mesclar elementos do western clássico americano (com a inclusão do dualismo entre homem branco/índio) e as influências leónicas (com a introdução da figura do caçador de recompensas, omnipresente na vertente europeia do género). Mas deu-se mal, muito mal!
Sam Foster (James Philbrook) fora outrora capitão do exército confederado, mas o pós-guerra tornou-o em mais um caçador de recompensas. A sua feroz profissão levá-lo-á a caçar o irmão da mulher que ama, Jimmy Patterson (Sam Alston). Jimmy não passa de um rapazito idiota que se deixa envolver no assalto ao banco da cidade. O assalto não corre como esperado e ele é reconhecido como integrante do bando de gatunos. A perseguição liderada pelo xerife local é imediata e são os seus associados os primeiros a tentarem passar-lhe a perna. O inexperiente pistoleiro acaba encurralado pelos seus perseguidores, mas Foster surge do nada e abre caminho para a fuga de Jimmy, retendo os homens do xerife. Já no México, Foster captura o rapazote e abate um dos bandidos. Obrigado, Jimmy conduz o caçador de recompensas até ao esconderijo dos bandidos, porém Jimmy lança o alerta aos seus parceiros e é Foster que fica momentaneamente em sarilhos. Mas o rato velho safasse fortuitamente e assim captura o grupo completo.
Sam Foster (James Philbrook) fora outrora capitão do exército confederado, mas o pós-guerra tornou-o em mais um caçador de recompensas. A sua feroz profissão levá-lo-á a caçar o irmão da mulher que ama, Jimmy Patterson (Sam Alston). Jimmy não passa de um rapazito idiota que se deixa envolver no assalto ao banco da cidade. O assalto não corre como esperado e ele é reconhecido como integrante do bando de gatunos. A perseguição liderada pelo xerife local é imediata e são os seus associados os primeiros a tentarem passar-lhe a perna. O inexperiente pistoleiro acaba encurralado pelos seus perseguidores, mas Foster surge do nada e abre caminho para a fuga de Jimmy, retendo os homens do xerife. Já no México, Foster captura o rapazote e abate um dos bandidos. Obrigado, Jimmy conduz o caçador de recompensas até ao esconderijo dos bandidos, porém Jimmy lança o alerta aos seus parceiros e é Foster que fica momentaneamente em sarilhos. Mas o rato velho safasse fortuitamente e assim captura o grupo completo.
O dinheiro do assalto permanece ainda assim refundido, por isso à que procurá-lo. Na sua senda os bandidos acabam por levar Foster para o território de Águia Branca, rebelde índio com quem Foster tivera um breve encontro logo no início da nossa aventura e que mostra laços de associativismo para com o líder da matilha. E é este evento que levará ao “grande” êxtase do filme, o cerco índio! Uma bela lição de como não se devem filmar cenas de acção e de onde sobressai pela negativa, a utilização de uns irritantes e repetitivos gritos indígenas.
É certo que o argumento do filme é do mais banal que já se viu num western mas nem foi isso que mais me custou engolir nos cerca de 90 minutos de “Dos mil dólares por coyote”. Realmente gritante é a falta de astúcia mostrada por aqueles que empenharam a câmara nesta produção. Os movimentos desta e respectivo posicionamento dos actores são nalguns casos completamente descabidos. Uma coisa de um tal amadorismo que acaba com a veracidade de qualquer cena de acção aqui mostrada. Temos também algumas (muitas) interpretações de nível medíocre, como dizia o outro estes actores são tão beras que nem sabem como morrer. Acreditem que é verdade!
Outra das coisas que muito me chocou neste filme foi a incapacidade demonstrada no aproveitamento dos cenários naturais espanhóis, que aqui são capturados de uma forma tão penosa que retira todo o realismo que estes habitualmente conferem a este tipo de produção. Na verdade foram bastantes as vezes em que pensei premir a tecla stop e assistir a outra coisa qualquer, mas fui resistindo qual Cristo na cruz e lá cheguei ao fim da coisa. Quem já assistiu a umas dezenas de spaghettis saberá que a maioria dos filmes do género não conseguem superar a classificação de razoável mas até esses têm a competência de conseguirem distrair, noutros casos a soma de todos os podres não conseguem mais do que aborrecer. Conselho de amigo: evitem isto!
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