26/07/2016

Il momento di uccidere (1968 / Realizador: Giuliano Carnimeo)


O realizador Giuliano Carnimeo, antes de ser conhecido pelos seus trabalhos na saga “Sartana” interpretada por Gianni Garko, assinou um registo com contornos noturnos, góticos, baseado em jogos de imagens enganadoras refletidas em espelhos que sugerem tensão e medo. Pessoalmente, George Hilton e Walter Barnes são dois atores desinteressantes que nunca levei muito a sério e que continuo a não passar cartão. “Il Momento di Uccidere” é um filme competente, tem o seu mérito mas não é nada de extraordinário. Vamos ao enredo? Vamos a isso: Lord (George Hilton) e Bull (Walter Barnes) são dois pistoleiros que chegam a uma cidade do Oeste chamados pelo seu amigo, o juiz Thomas Warren.

George Hilton com um semblante sério.

O juiz não está na cidade e ninguém sabe onde ele está. Desapareceu misteriosamente sem deixar rasto. Ninguém se atreve a falar do assunto. Uma capa de medo assombra os habitantes da cidade. Lord e Bull são vítimas de várias tentativas de assassinato. Mas o que se passa naquela cidade? Onde está o juiz? O que foi que aconteceu? Será que o patriarca Forrester está envolvido nesta conspiração? Ou talvez o seu filho Jason (Horst Frank)?

Aqui, nem tudo o que parece, é.

E qual o papel de Regina, uma jovem inválida numa cadeira de rodas sobrinha de Forrester e prima de Jason? Consta que o tesouro do exército confederado está escondido algures na cidade. Esses 500 000 dólares são o principal motivo de todo este jogo de traições e homicídio? Lord e Bull serão suficientemente astutos para saírem desta situação incólumes? Todas estas questões serão respondidas quando virem este western mas até lá… mistério!


Propaganda de época, mais um que não escapou à Djangomania:








8 comentários:

  1. O título deste filme é Portugal é MOMENTO DE MATAR. Pelo menos desta vez ninguém inventou um título completamente diferente do original.

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  2. Vou conferir! apesar da crítica um tanto negativa.

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    1. O filme não é mau. Considero-o apenas satisfatório mas tem alguns momentos interessantes. Mas fazes bem em conferir para poderes avaliar melhor.
      Um abraço.

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  3. Lembro-me vagamente de o ter visto quando saiu o dvd da Wild East. Também o colocaria nos medianos. O desempenho de Hilton é algo banal. Mas tem algum suspense, o que ajuda um pouco.

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  4. Segundo li, este filme era para ser inicialmente realizado por Enzo Castellari, já que foi ele e Tito Carpi que escreveram o argumento, mas no final decidiram-se por Giuliano Carnimeo.

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    1. Não sabia. Talvez fosse melhor, embora não me pareça que seja um Western do tom de Castellari. E por falar nele, parabéns mestre, faz anos hoje! Pelo que se vê no facebook, continua rijo.

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  5. Pois é! Enzo Castellari, do alto dos seus 78 anos, é bem capaz de ainda ter cabedal para derrubar uns mariolas com menos de metade da sua idade!

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  6. esse ai é ótimo, uma coisa q notei ao decorrer do longa são os tiroteios sempre em locais pequenos, diferente da cidadizinha com sol escaldante e espaçosa o suficiente para um bang-bang, adorei a trilha-sonora do mestre Di Masi e o tema Walk by My side cantado por Raoul Lovecchio, além do George Hilton, sempre cínico e rápido no gatilho, hehehehehe.

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